Tuesday, December 13, 2005

Eu não quero mais me relacionar com quem não me respeita e /ou me acha inconseqüente

Sinto que as pessoas do meu convivío me consideram uma perdida, ou até mesmo, como já ouvi, que 'a Dani é sem juízo'. Isso me incomoda. Incomoda porque o fato de eu ter juízo ou não jamais atrapalhou a vida de alguém. E por outro lado eu só busco estar feliz, e não pretendo resignar-me a um lugar situado no Velho Oeste provinciano. A minha busca constante é pelo conforto que eu mereço. E agora que tenho meu amor eterno ao lado, não me sinto tão perdida assim.
Não quero ficar justificando para as pessoas os porquês de minhas atitudes, quero apenas viver sem responder perguntas, ser mais respeitada.
Às vezes atribuo tudo isso à essa minha cara de Peter Pan que nunca envelhece. Devem achar que sou uma adolescente precoce que sai dando cabeçadas, como se isso fosse apenas característica dos de pouca idade.
Sim, eu me importo com a opinião dos outros, sim, eu passou noites com os olhos abertos pensando em como agradá-las. E acho que alguém sem juízo não se porta assim. Vendo por esse lado, tudo o que queria era não ter juízo mesmo e e que o mundo se fodesse (isso foi bem infanto-juvenil).
Quero viver em São paulo, pois lá há uma maior possibilidade de eu ser esquecida. Quem se lembraria de mim no meio de tantos habitantes?
É hoje a viagem pra lá. Já falei que tenho entrevista marcada? Fico insegura porque tenho cara de adolescente, roupa de adolescente, r de interiorrr, e costumo gaguejar diante de desconhecidos. Morro de medo. Mas usarei as minhas roupas mais decentes e passarei até um rímel na hora da entrevista. E caso isso não baste e tudo dê errado... eu volto para o Velho Oeste, choro uma semana, escrevo minha monografia da pós e penso em algum outro refúgio, pois não agüento mais viver aqui. Este lugar está me matando, e juro que não estou sendo hiperbólica. Cidades nos matam, o tédio inerente a elas, somado ao desrespeito e à falta de lugares com os quais eu me identifico acabam pouco a pouco com os anos que me restam.
Acordei às sete e não consigo mais dormir. Vou lá na cama dar um beijo no Liro, colocara as melhore roupas na máquina e pintar minhas unhas. De vermelho. Como meu pai gosta.

p.s.: Garotas inconseqüentes não seguiriam conselhos dos pais, mas eu sigo. Sou uma boa menina. A menininha do meu pai.

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