gostaria de apagar de mim qualquer vestígio de falsidade e me tornar alguém franco. tenho sentido cada vez mais necessidade de falar a verdade, o que é inversamente proporcional a minha necessidade decrescente de agradar. porque eu me omito demais. e me omito para não entrar em conflitos. acontece que eu não temo conflitos. não mais. eu não temo mais algumas rupturas. a minha tolerância é elástica (quilômetros de extensão...), mas daí... tchã-nam... eu me enfezo demoniacamente e pego raiva eterna - ou eterna enquanto dure - daquele ser que exigiu de mim a santa paciência.
eu estou aprendendo, finalmente, a ser mais verdadeira, menos educada, menos covarde. falar francamente, mas não a torto e a direito. a palavra não pode ser gasta assim, senão o emissor vira uma mala-ambulante-falante. eu não dependo tanto assim de muita gente por aí. não mesmo. e, por isso, sou mais livre do que supunha.