Tuesday, May 26, 2009

gostaria de apagar de mim qualquer vestígio de falsidade e me tornar alguém franco. tenho sentido cada vez mais necessidade de falar a verdade, o que é inversamente proporcional a minha necessidade decrescente de agradar. porque eu me omito demais. e me omito para não entrar em conflitos. acontece que eu não temo conflitos. não mais. eu não temo mais algumas rupturas. a minha tolerância é elástica (quilômetros de extensão...), mas daí... tchã-nam... eu me enfezo demoniacamente e pego raiva eterna - ou eterna enquanto dure - daquele ser que exigiu de mim a santa paciência.
eu estou aprendendo, finalmente, a ser mais verdadeira, menos educada, menos covarde. falar francamente, mas não a torto e a direito. a palavra não pode ser gasta assim, senão o emissor vira uma mala-ambulante-falante. eu não dependo tanto assim de muita gente por aí. não mesmo. e, por isso, sou mais livre do que supunha.


e minha sobrinha não é mesmo linda? é que eu sei.

Wednesday, May 13, 2009

multiple-choice test

O que é isso?
a) um blog azul
b) um quarto de hospital
c) um pacote de sempre livre com abas
d) um pacote de sempre livre sem abas

como é duro trabalhar, como diria o poeta

acho que nunca passei um dia da minha vida sem me preocupar diariamente desde que comecei a trabalhar. ser independente desde cedo é algo que, definitivamente, não exigirei dos meus filhos. meus pais não me pediram para trabalhar aos 18 anos, mas eu, tontona, fui atrás de emprego. resultado é que eu não desfrutei da doce irresponsabilidade característica dos jovens universitários.
eu nunca fui uma jovem irresponsável, ainda que para alguns eu tivesse a fama.
eu tentei conciliar a minha porção locona com o fardo que é trabalhar de segunda a sábado, à tarde e à noite + faculdade de manhã. ir estudar na biblioteca da unesp à tarde, assistir aos fimes culturetes no salão de atos, despirocar no bosque o dia todo, tomar várias no extensão no fim da tarde são algumas das coisas que não fiz. eu tinha invejinha das meninas lá de casa que podiam se reunir no fim da tarde para tomar café. eu morria de vontade de estar junto. quisera eu poder ler muito ou coçar o saco que não tenho, mas que, ironicamente, vive cheio. ao invés disso, vivia ocupada entre ser uma professora menos medíocre e uma aluna mediana.
descobri recentemente que começar a trabalhar desde cedo foi um erro. sempre disse me orgulhar de minha independência financeira precoce, mas é mentira. eu bem poderia ter mamado nas tetas dos meus pais por mais alguns anos antes de tirar minha carteira de trabalho. todo mundo que fez isso está melhor que eu hoje em dia. só lamento.
em vão, tento acertar, mas meu dedo é podre.
eu nunca tomei chá de cogumelo com medo de ir trabalhar alucinada. agora já era, que tomar chás diferentes perto dos 30 é algo digno de pena.