Tuesday, December 30, 2008

lonely mornings


nenhum menino dorme tanto nesse mundo quanto o meu. quando adolescente eu tinha em mim maior vontade de dormir. muitas vezes eu acordava às 11, mas postergava o despertar permanecendo na cama, daquele jeito, meio dormindo, meio acordada, até às 3 da tarde. hoje eu gosto de levantar cedo. gosto da manhã em demasia por ser ela o começo do dia. gosto de me levantar e fazer café. gosto da maneira como eu penso pela manhã. eu já disse isso, estou me repetindo. é que existe gente que tem insights brilhantes quando está cagando, eu tenho desses logo que abro os olhos. é sempre assim, descansada eu acho soluções.
são quase 2 da tarde e ele ainda dorme. ele é meio adolescente ainda, e é também por isso que gosto tanto dele.
"(...) às vezes me dá enjôo de gente. depois passa e fico de novo curiosa e atenta. e só. "
da clarice lispector.

Thursday, December 25, 2008

jo no quiero perder la ternura

feliz natal é, pra mim, uma frase totalmente desprovida de sentido. o que é que feliz natal significa? eu pensava que jesus cristo tivesse nascido em 25 de dezembro, mas, após alguns cliques movidos pela curiosidade, descobri que jesus nem nasceu em 25 de dezembro. seguinte:
entre 17 e 22 de dezembro, o solstício de inverno era celebrado na roma antiga. e era comum essa reunião de gente e troca de presentes para celebrar o nascimento do "deus sol invencível" (natalis invistis solis) e a saturnália, celebração em honra ao deus saturno . não havia até aí relação alguma com cristo, até a igreja católica intervir. a priori, pensavam...
( está tocando roam, do b-52's, e eu AMO essa música!)
em extinguir essas festividades pagãs, mas depois pensaram em celebrar o nascimento de jesus - uma convenção - em 25 de dezembro, já que coincidia com as datas das festas pagãs romanas. assim, a igreja poderia angariar fiéis, tranformar pagãos em cristãos. ou seja, o natal é uma cristianização de uma festa pagã.
houve um tempo em que o natal era proibido na inglaterra e em colônias americanas por tratar-se de uma festividade com raízes pagãs. quem, por um acaso, não fosse trabalhar seria multado.
enfim, a comemoração feita aqui ontem foi bem legal. na verdade, como bem observou a nati, tudo não passou de uma janta mais apurada. e que janta! passamos o dia todo a picar, misturar, assar, gratinar e mais outros verbos da culinária que nem sei usar. foi um dia ótimo. à noite comemos e ouvimos músicas alegres. não queria nada de melancólico, uma vez que de melancólico já bastava meu coração. por que é que essa data me traz melancolia? porque é uma data família. lá em marília estavam todos reunidos, e sabe o que rolou lá? nada. entendo que minha família pareceu coerente com as raízes históricas do natal, mas acontece que o natal virou isso aí. reunião e comilança em família. e ninguém comeu nada gostoso. minha mãe, ao telefone, me disse, "ah, nós vamos ver a novela e depois dormir". eu prefeirira que eles tivessem comido peru vendo a novela, pelo menos. ou que eles tivessem assistido à novela e depois conversado, ou jogado baralho. cada um sabe de si, mas é um pouco deprê ter uma família que não deposita alegria em nada do que realiza. pra minha mãe sempre foi assim, "pra quê". uma vez eu tava indo chupar sorvete com o rangel, meu ex-namorado, e minha mãe me deu a maior bronca, "ah, tem sorvete em casa! pra que sair?" eu deveria ter respondido que eu queria chupar sorvete na rua porque na sorveteria é mais gostoso, porque ir à sorveteria já era um programinha, porque também dá pra ficar beijando de língua loucamente sem que minha família presencie isso, e porque andar pela rua faz bem pra cabeça. eu não respondi nada e fui assim mesmo. e esse episódio é a cara da minha mãe. e pro meu pai é assim, se minha mãe está disposta ele participa, se ela não se anima ele fica de boa fazendo palavras-cruzadas.
ontem o liro me prometeu que nossos natais sempre terão comidas gostosas e que, quando tivermos filhos, tudo será bonitinho, com fantasia. eu realmente não sei quem eu sou e o que eu quero. não sei se quero que meus filhos acreditem em papai noel quando muito novinhos. não sei se quero perpetuar essa história cretina da igreja católica, mas eu também não quero perder a ternura. vocês me entendem? não quero perder também essa desculpa esfarrapada de jesuis e deixar de fazer festa em casa. não quero perder a ternura.

Wednesday, December 24, 2008

o tempo passou na janela...


eu tenho minhas bobagens, como todo munto tem das suas. uma das minhas é pensar que ano ímpar é melhor que ano par. vou esmiuçar minha trajetória, que é pra ver se minha crendice faz sentido. retrospectiva:

1993 - 1997: anos felizes de adolescência. sim, eu fui uma adolescente feliz.

1998 - entrei na faculdade. mudei pra assis. minha adaptação à cidade, ao curso de letras, à república aconteceu lentamente, e enquanto isso fui sofrendo. ano mais ou menos.

1999 - comecei a trabalhar! a sensação de ser útil, de ter meu próprio dinheiro e não dar gastos pros meus pais me fez muito bem. além disso, fiz amizades incríveis no trabalho, e na república eu já me sentia mais à vontade. a vida estava calma, divertida. nesse ano, enquanto lavava a louça, me toquei de que era ótimo não morar mais com a família, e não me ver mais envolvida em confusão. ano bom!

2000 - a única coisa boa a respeito desse ano de que me recordo é a viagem ao rio de janeiro. o resto são lembranças tortas: o começo da relação doentia com búfalo, a morte do meu avô, e brigas feias entre amigos. ano ruim.

2001 - taí: um ano ímpar ruim. só me lembro da pressa de me formar, e das brigas homéricas com búfalo.

2002 - meu deus: outro ano péssimo. o ano em que morei naquele mausoléu da gourmet. um ano intenso demais. só me lembro de solidão e moto-táxi do mal.

2003 - o ano em que fui morar sozinha. a vó anita teve um derrame no dia do meu aniversário. e cada segundo da minha vida foi difícil. eu larguei o jornalismo pra fazer terapia. troca esperta. a faculdade era uma bosta e a terapia veio a calhar. mas como dói...

2004 - eu terminei com o búfalo. eu conheci o liro. eu fui embora de assis. eu passei em concuro público. voltei pra cidade - e pra casa - dos meus pais. não foi nada bom, no entanto, terminei o ano na praia com amigos.

2005 - esse foi o ano em que minha vó anita morreu. o ano em que meu pai adoeceu. o ano em que saí da casa dos pais e fui morar com o liro. de novo em assis. muitos remédios: pra ansiedade, pra depressão. ano ruim.

2006 - com muitas dívidas no banco, fiquei sem grana pra comer. é, é verdade. fomos eu e ele morar na casa dos meus pais por 6 meses. e os seis meses foram péssimos, pareceram um ano inteiro. lição: nunca deixe um emprego antes de ter outro.

2007 - vida nova. curitiba. eu e liro novamente na nossa casa. quitei dívidas. meu pai melhorou. eu vi um show da bjork. a vida recomeçou feliz. eu estranhei a maré de sorte e tive medo de acordar sem grana, sem amor e em assis, ou pior, na casa dos meus pais. só que a realidade era boa mesmo.

2008 - a realidade se fez boa também. e: parei de fumar.


resultado: acabei de crer que minha crendice a cerca de anos ímpares ou pares é uma baboseira que minha cabeça inventou. o fato de os anos serem bons ou ruins tem relação direta com alguns fatores, tais como:


  • a pessoa com quem você convive, se esta for um búfalo, você será infeliz, e o ano todinho uma merda;

  • grana no banco. se você tem, legal. se não, fudeu;

  • expectativa no controle: não espere nem de mais nem de menos.


Monday, December 22, 2008

da dificuldade parte II

andar por aí de salto alto. talvez aos 28 eu já devesse ter aprendido a desfilar saltitante de sapato nas alturas. não eu.

da dificuldade

depois que li que é bom evitar por as mãos no rosto, para evitar contato com bactérias mil, fiquei noiada. é que é muito difícil ficar sem por as mãos no rosto, especialmente quando se está no computador. tentem. é difícil.

Sunday, December 21, 2008

memória

eu me lembro bem desse dia. um fim de tarde no costela, tomando vodka. minhas amigas poderiam morar ali na esquina. no apartamento ao lado. ou no de cima.

Saturday, December 20, 2008

blurry

enfim: essa primeira semana de férias tem sido ótima. tranqüila como eu gosto que as coisas sejam. ontem fiquei organizando a nova prateleira de livros e cds, arrumando a desordem do resto do lar, e ouvindo música.
minhas irmãs já estão lá na casa dos meus pais, e sim: eu gostaria de estar lá com todos eles. acontece, porém, que eu também quero estar aqui onde estou. acho que esse fim de ano aqui em casa me fará descansar realmente. nós costumamos fazer assim: natal na mãe dele e reveillon na minha. ou vice-versa. e lá na mãe dele sempre foi complicado. talvez esse ano as coisas fossem muito melhores, uma vez que minha sogra agora me quer bem. mas, até o ano passado, era super chato. eu me sentia como se estivesse atrapalhando as fêmeas difíceis da casa, que não me cumprimentavam dependendo do humor. quando eu estou em férias na casa da minha família é muito bom, mas é diferente. eu me torno a babysitter e fico só rodeando os pequenos. minhas férias giram em torno deles. e, como todos bem sabem, crianças têm energia de sobra, e eu acabo me cansando facilmente. somado a isso, sempre existe a possibilidade de brigas em família, o que me deixa puta.
hoje amanheceu um sábado bonito de sol, sábado com cara de férias. a casa tá silenciosa. o liro dorme e eu fico por aqui. descansando, mas com a cabeça o tempo todo na minha família. sinto falta deles. mas é bom estar longe. ao menos nessas férias.
uma observação: o liro sempre borra minha face nas fotos.

Thursday, December 18, 2008

3 meses

sem cigarrinho.

há 16 anos...


ao terminar de publicar a postagem dou-me conta de que hoje é dia 18 de dezembro. nesse dia, há 16 anos, eu dei meu primeiro beijo. lembro-me bem desse dia porque coisas estranhas aconteceram. lá vai: minha mãe bateu o carro num trem. como vocês bem sabem, minha mãe não está morta; o acidente fez do carro uma sanfoninha micra, mas minha mãe e sua amiga ivone, que estava no banco do passageiro, não se arranharam. por conta disso, não fomos à praia nesse ano. nesse mesmo dia teve uma brincadeira dançante. lembram-se disso? brincadeira dançante. e eu fui a uma com a filha da ivone. era na casa de um menino lindo chamado demian. pois, nessa festa, um cabeludinho feio, de nome joão, quis ficar comigo. eu pensei, "ai, vamo aí, já tenho 12 anos, preciso beijar, que seja hoje!". dançamos patience do guns n' roses e beijamos aquele beijo estranho. e o menino quis me namorar. fui na onda pelo mesmo motivo que beijei, mas depois de 2 encontros eu terminei com ele. e depois de uma semana fiquei com o demian, na festa de aniversário do joão. promiscuidades infanto-juvenis. o demian continua lindo, e tem um casinho com uma amiga da minha irmã mais nova. e o joão? ele é baterista de uma banda - que talvez nem mais exista - que toca aquela música: "que me pirou o cabeçãooooo!". sabem? pois é. ele é um erro. mas sem zueiras, please. eu sei de podres de vocês todas também! hahahahahaha!eu disse: TODAS!

bazar

sexta, sábado e domingo haverá mais uma edição do bazar lúdica, que é um "evento" muito legal. vários artistas expoem suas peças lá, desde roupas até poltronas style, e tudo por um precinho de bazar mesmo. ano passado eu comprei coisinhas muito legais lá pra dar de amigo secreto. camisetas lindas por vintão. pretendo muito dar uma passada lá nesse fim de semana pra torrar mais um poquinho minhas férias e décimo terceiro.
eu queria, juro que queria, ir à academia agora, mas tem chovido o tempo todo, e eu não quero tomar outra chuva. ontem, após me encharcar na rua, ao chegar em casa, corri pro chuveiro para esquentar meu corpo, só que... só que... a resistência do chuveiro queimou! e daí eu fiquei chorando como um pinto molhado pelado. não é apenas a vergonha alheia que me invade não! a vergonha de mim mesma também é uma sensação bem freqüente ( amo o trema...). eu choro por tudo e qualquer coisa, tal como a madeleine wallace. lembra da mulher fadada às lágrimas, síndica do prédio da amélie poulain? madeleine porque diz-se chorar como uma madalena. e wallace vem de wallace fountain. a fonte. é água pra todo lado.

eu li numa revista algo que define muito bem pra mim o que seria isso aqui dentro nessa época de festas de fim de ano: uma coisa entre a alegria consumista e a ansiedade melancólica.

Monday, December 15, 2008

eu vou dar aulas de português também no ano que vem.

challenge day



passamos boa parte do fim de semana dentro de shoppings. a sensação que dá é que shoppings, nessa época de natal, são universos povoados por vendedores oriundos do mesmo planeta da carolzinha; uma gente que fala, fala, fala, fala! não pára, não pára, não pára, não pára, não! o ritmo do meu coração até acelera. enfim, comprei uma bolsa tal qual essa aí ao lado. curtiram? eu achei bonitíssima.
e hoje cedo correu tudo bem. há muito havia aquela expectativa chata que me invade sempre que há um DESAFIO pela frente. honestamente, eu detesto desafios. eu os encaro porque da vida aprendi que é assim que tem que ser. eu, porém, se pudesse escolher, me acomodaria mesmo! eu não posso contar isso às chefes, evidente! outra coisa que da vida aprendi é que algumas das coisas mais assustadoras nem são tão feias quanto parecem. eu gasto uma energia tremenda tentando prever os riscos todos, a modo de precaver-me deles, e enquanto isso sofro e meu estômago dói. só que, lá na frente, as coisas que você prevera não acontecem. e, magicamente, as expectativas se confirmam. a vida vai dando certo. nem tudo. humm, além de acomodada confesso um certo misticismo de minha parte: acredito que algumas coisas dão errado para que coisas ainda melhores dêem certo. tái meu lado BG aflorado!
e para fechar, preciso acostumar-me às novas regras gramaticais. vários acentos empregados aqui caíram. melhor dizendo, cairão num futuro próximo. e agora quem já aprendeu tudo certinho que se lasque.

Friday, December 12, 2008

notas

http://www.myspace.com/beruit



  • há bem pouco tempo, pensava eu ser alguém fácil de lidar, assim... uma menina legal, vai. é que quando se conhece alguém bem pouco, os defeitos são facilmente manipuláveis, e nós podemos ocultar nossa loucura, nossos vícios ilegais, nosso toc (caso o tenhamos), nossa unha encravada, nosso passado trash. pois bem, chego eu à conclusão - antes era só suspeita, agora é constatação - de que não sou vista como alguém muito legal, não. em certos momentos isso me afeta, não posso negar. mas agora, com as férias se aproximando, eu quero mais é que se foda. :) é isso aí, co-workers: fuck off!


  • elephant gun é a canção que cantarolo dia e noite. é de uma banda que se chama beirut. e eu, ao ouví-la pela primeira vez assistindo à capitu, pensei ser canção dele, do maior, do andrew bird. mas não era, não. as sonoridades são próximas demais. como travis e coldplay. como muse e radiohead. como a elis e a filha maria rita.


If I was young,



I'd flee this town



I'd bury my dreams underground



As did I, we drink to die, we drink tonight




  • e eu quero agradecer à júlia, conterrânea do liro, que é uma garota muy graciosa e que me presenteou com uma assinatura da revista tpm, que eu tanto prezo. a julia trabalha na trip, e poderia presentear algumas pessoas com assinatura, e se lembrou de mim. eu fiquei tão feliz com isso! julia, muito obrigada, do fundo do peito!

Thursday, December 04, 2008

wind of change

eu conto aqui uma coisinha ou outra que é para não me desvincular do hábito que tanto me faz bem. escrever aqui tornou-se uma das 2 diversões da minha vida. as fontes de diversão não abundam. culpo a fase pela qual passamos. não cabem reclamações, especialmente quando me vejo recém-saída de um abismo. a curitiba pouco divertida tornou-se um paraíso. é na curitiba fria que eu e ele encontramos nossos empregos, nosso apartamento amplo e bem localizado a um preço nem alto nem baixo, mas digamos... justo. no próximo janeiro faz 2 anos que me mudei para curitiba e posso dizer que nem em meus mais audaciosos planos as coisas dariam tão certo. sim, como você pode concluir, eu não sou muito ambiciosa. e embora eu saiba que essa palavra não possua uma conotação exatamente negativa, admito que essa é uma característica que me falta. isso sou eu, a danielle. mas eu sei sonhar bonito. e já vejo perspectivas boas, posto que outrora eu me via num uno vermelho 88 com 2 crianças no banco de trás. o pai delas? é fato que não estaria a meu lado. e que homem me suportaria? e que homem não enjoaria de mim? esse homem é o meu liro. eu não me vejo mais assim unbewithable. eu me vejo sempre feliz. eu vejo que mudei.
eu já fui mais idiossincrática, caras amigas.

ontem, eu e meu amor que anda por aí, montamos nosso pinheirinho de natal. e eu, que nunca fiz questão de celebrar as coisas, me peguei sendo feliz por ter uma casa decorada com motivos natalinos. logo eu, que não participei da viagem à ubatuba organizada pelos meus colegas de classe da oitava série! logo eu, que não tive festa de quinze anos! eu, que não participei da festa de formatura da faculdade! eu, que não casei! eu, que nunca festejo!


pois em 2008 terá natal. e isso me soa muito bem.


até o comunista do meu pai, que montava samambaias de natal por julgar essa mais apropriada que o pinheirinho, já se rendeu à vegetação imperialista. e não é de hoje. as coisas mudam bastante. e o que importa é manter a amargura longe, pelo bem do coração. pelo bem da nossa pele. tanto é que as coisas mudam que hoje comprei um batom vermelhão intenso. sabe como? tipo aqueles que estão super em alta? pois eu passarei meu natal com a boca vermelha e s-e-n-s-u-a-l! e logo eu, que nunca tive maquiagem!
eu sou uma mulher comum.

tipo o wander


hoje é dia de feirinha, mas eu já confesso estar enjoada de bolinho de bacalhau. de qualquer forma, é quinta. quinta antecede sexta. e na sexta minha amiga chega para me salvar. ah, vida! desculpe-me por não valorizá-la o tempo todo! mas se eu assim o fizesse não seria eu! há que se preservar as origens!
enfim, vou tratar de me comportar e ser uma jovem feliz. deve ter sido para isso que nasci. a finalidade de ser feliz me angustia porque não consigo ser alegre o tempo inteiro. eu e wander wildner. você também?

Wednesday, December 03, 2008

flagras do casamento

essa parece tirada por paparazzi










Wednesday, November 19, 2008

tiazinha cult

a suzana alves, mais conhecida como tiazinha, está fazendo mestrado sobre teatro na USP. pois é. cada pessoa só tem como essência imutável aquilo que já viveu. e acho legal ela se sentir livre para não ser mais a menina do chicote.

Sunday, November 16, 2008

da resistência

hoje eu tomei vários copos de cerveja ao lado de uma chaminé, e não(!), não fumei.

Saturday, November 15, 2008

Thursday, November 13, 2008

eles vêm!


ontem, asistindo à mtv, o leo madeira me deu uma notícia há muito esperada, já que sou fã de radiohead. a tal notícia é que a banda já confirmou shows na américa latina, e isso inclui o brasil no roteiro. eu não sei se me animo em demasia, ou se me entristeço por já prever os gastos astronômicos que a ida ao show implicaria.

mas se eu não for a vida não faria sentido. não faria, não. eu preciso economizar desde já.


Wednesday, November 12, 2008

Sunday, November 09, 2008

  • muito boa!
  • lembrei que a vida é boa.

Friday, November 07, 2008


ontem foi um dia programado para ser vivido em paz. mais um sinal de que programações na vida não passam de uma ilusão barata. todos os acontecimentos fortuitos ocorridos são fruto do acaso, do descuido, da distração. acontece que eu não estava descuidada, muitos menos distraída. o dia prometia tanta solidão - e isso sim se cumpriu - que eu inventei meios de limitar o estrago da ausência. mas o que programei deu errado, e eu fiquei arrasada. bobagens, coisa pouca, besteiras acabam com meu dia. meu coração é melindroso e se parte em pedaços por pouco, muito pouco. o pouco significa o mundo pra mim. e no fim das contas, voltei pra casa comendo um dos bolinhos sem guardanapo, sem nada, com óleo escorrendo pelos dedos. triste e faminta e puta da vida pela rua. guardo o outro bolinho pra ofertá-lo, mas já encontro a casa vazia. como, então, o outro bolinho.

Thursday, November 06, 2008

pelo menos tem bolinho

tudo bem. só chove e há muito trabalho pela frente, mas hoje à noite tem feirinha e eu, muito gulosa, comprarei bolinhos de bacalhau, um pra mim e um pra ele. tudo em minha vida é assim: pra mim e pra ele. o amor me faz sempre melhor. estranhamente, quando não me preocupo em tentar ser melhor, melhor eu sou. vou manter a placidez, ouvir a lumen fm no caminho e tentar não prever o futuro, já que eu, que não sou a mãe dinah, jamais acerto as previsões.

Tuesday, October 21, 2008

tão assada


triste e desanimada. cantarolo aqui sozinha eu perco o chão, eu não acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala..., mas logo me vem à lembrança minha sobrinha má cantando essa música quando pequenininha, ainda nas fraldas: eu ando tão tiiiiste, eu ando tão assada... acho que a pobrezinha vivia assada de fato, e era mais engraçado notar que ela fechava os olhinhos pra cantar justamente essa parte. isso aos 2, 3 anos. essa lembrança me veio e eu me distraí da tristeza por um tempo pouquinho. eu só não quero essa sensação em mim. ou tudo bem, que ela me invada. só peço que não fique por muito tempo, não a semana inteira. fique o tempo que for, não fique enrolando demais, porque eu não consigo mais sentir desânimo sem pensar que estou perdendo meu tempo. e essa sensação me faz sentir algo terrível: arrependimento, remorso. pela vida que vai, e eu imbecil, triste e distraída, não vi. como a carolina de chico. essa música poderia bem falar de mim. os seus olhos fundos. os seus olhos tristes. guardam tanta dor. a dor que já não existe.


se ao menos o inverno não se estendesse primavera adentro!

yearbook

1960
1968
1966

1972



quem quiser se imaginar num yearbook ao longo de 50 anos é só acessar http://www.yearbookyourself.com/


eu acho que não aprendi a usá-lo devidamente ainda, mas já pude me divertir um pouco.



Lonesome Town

.
There's a place where lovers go

To cry their troubles away

And they call it Lonesome Town

Where the broken hearts stay

.

You can buy a dream or two,

To last you all through the years

And the only price you pay

Is a heart full of tears

.

Goin' down to lonesome town,

Where the broken hearts stay,

Goin' down to lonesome town

To cry my troubles away.

.

In the town of broken dreams,

The streets are filled with regret,

Maybe down in lonesome town,

I can learn to forget.

Maybe down in lonesome town,

I can learn to forget.
tenho ouvido bastante a trilha de pulp fiction.

Saturday, October 18, 2008

sem cigarros há 1 mês


e o cigarro era tipo o meu security blanket. eu posso viver sem ele.

Friday, October 17, 2008

MGMT

curitiba foi cortada dessa edição do tim festival. a princípio fiquei bem aborricida, mas agora vejo que não há porque fazer drama em cima disso. explico: uma das atrações principais é o rapper kanye west. eu jamais iria asistir a um show de rap e ponto final. as outras atrações não me empolgam também, não. quer dizer, MGMT é uma banda maravilhosa - estava ouvindo agora sem parar enquanto faxinava minha casa - , mas seria a única. nem se houvesse o festival aqui eu não iria. outra coisa é que estou sem grana também. então é isso. deixa pra lá, não queria mesmo...
mas quando eu ouço essa música me dá um fogo no rabo...
I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life.
Let's make some music, make some money, find some models for wives.
I'll move to Paris, shoot some heroin, and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.
This is our decision, to live fast and die young.
We've got the vision, now let's have some fun.
Yeah, it's overwhelming, but what else can we do.
Get jobs in offices, and wake up for the morning commute.
Forget about our mothers and our friends
We're fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend
I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home
Yeah, I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.
There's really nothing, nothing we can do
Love must be forgotten, life can always start up anew.
The models will have children, we'll get a divorce
We'll find some more models, everything must run it's course.
We'll choke on our vomit and that will be the end
We were fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
não seria essa a vida um rolling stone?
tá certo que eles estão com quase 70 anos, mas é porque eles fizeram pacto com o diabo. entenderam?

lemas das nações

do brasil: Ordem e Progresso
da frança: Liberté, Égalité, Fraternité
dos estados unidos: In God We Trust
da alemanha: Einigkeit und Recht und Freiheit - União e Justiça e Liberdade
da argentina: En Unión y Libertad - Em união e liberdade
da suíça: Unus pro omnibus, omnes pro uno - Um por todos, todos por um
a julgar pelos lemas das nações mencionadas, eu escolheria morar na suíça. lá só deve ter camaradinha, brodinho: um por todos, todos por um! amistoso e ingênuo. forte talvez. frança também é legal, visto que seu lema influenciou tantas outras nações a buscar liberdade, igualdade e fraternidade. alemanha e argentina possuem lemas equivalentes, e constituídos de belos dizeres. liberdade, união e justiça fazem os olhos de uma cidadã de bem como eu brilharem. eu bem moraria lá.
agora falemos sobre o lema americano: in god we trust! dá um pouco de vergonha alheia, de vontade de rir. eu não confio em deus, mas vá lá... eu moraria lá tendo o país como penúltima opção. agora, por último, falarei sobre o lema do meu brasil. que coisa mais militar, mais agressiva e contra a liberdade: ordem e progresso. é para intimidar e oprimir. deveriam mudar esse lema, que para mim, é uma coisa horrorosa. é o mais distante possível do que eu consideraria ideal. eu fico pensando num novo lema pro brasil. até o do superman seria melhor: pro alto e avante! bem que a nossa pátria mãe tão distraída merecia um lema mais romântico, revolucionário e inspirador.

Thursday, October 16, 2008

1986



minha vida social foi impulsionada logo que minha mãe me matriculou no colégio sagrado coração de jesus em 1986. até então eu costumava brincar sozinha, por vezes desenhando pessoinhas com roupas bonitas, por outras brincando na construção da nossa futura casa. a partir do momento que passei a frequentar a escola conheci muitas outras crianças. essas muitas outras crianças não eram super legais, não. eu andava com uma menina gordinha que se chamava juliana, e a juliana era uma menina do canto, tipo eu. havia as outras meninas, e essas outras eram ricas e famosas desde a infância. uma delas era uma vaquinha de nome marcinha. a marcinha era loirinha e de olhos verdes, e para piorar, o leandro gostava dela. e eu gostava do leandro. o leandro nunca soube do meu apreço por ele, pois lá no prezinho eu entendi o que poderia ser amor não correspondido. rejeição.

o leandro era um coxinha, criado a leite com pera. tinha o cabelinho lambido pro lado e usava a camiseta do uniforme por dentro da bermudinha. mas ele era brilhante, e isso me atraía nele. a única vez que ficamos próximos foi na nossa formatura. eu havia sido previamente escolhida como a menina que melhor lia na sala. o leandro foi o menino escolhido. e então, lá na frente da galera, dos pais da galera, nós lemos qualquer coisa a respeito de ensino-aprendizagem e de jesuis. eu tenho uma foto disso. enfim, eu nem ía falar sobre o leandro e a marcinha. iria discorrer a respeito do fato de que eu sempre me identifico com pessoas que não têm a auto-estima muito elevada (tipo a juliana). tem de haver aí um equilíbrio, porque gente que se auto-flagela também é muito chato. eu sempre fui assim, mas estou tentando melhorar. na 6ª série minha grande amiga patrícia virou a cara pra mim porque ela disse que eu era tão complexada que ficava chatíssima. sofri muito, mas dá pra entender perfeitamente a patrícia. só que eu também não suporto quem se acha muito gostosa e atraente. quem se acha muito inteligente e culta e perspicaz. tem que haver alguma fragilidade para que eu entenda o outro como um ser humano sem frescura. para que eu me apaixone. diz pra mim que você tem um irmão meio zarolho, problema na família, ou pereba e eu vou acreditar na pessoa que você diz ser, que você mostra. eu não posso me explicar, eu só gosto mesmo de gente assim. por isso eu nunca seria amiga da marcinha! jamais!

preciso de receita de bolo de chocolate


ontem fiz um bolo de laranja primoroso! também sei fazer bolo de banana e cenoura. de chocolate, porém, eu nunca acerto... alguém tem alguma receitinha infalível e /ou dicas e truques? agradicida (com i no di mesmo) .

Wednesday, October 15, 2008

bosque alemão




isso é nostalgia

penso cá comigo sobre como seria bom pro meu coração um tempinho, curto que fosse, na praia. um tempinho de relembrar sensações que tive ao longo da infância e adolescência nos meses mais quentes do ano. nos meses mais quentes e mais felizes. em casa funcionava assim: meu pai guardava grana o ano todo, para que em dezembro fôssemos à praia e por lá ficássemos durante o período de 1 mês. nunca era ruim. era como se tivéssemos por obrigação sermos felizes, afinal a praia era o nosso investimento. era o dinheiro suado do meu pai. e nós todas valorizávamos isso.
ser feliz na praia, pra gente, não demandava esforço algum. vivíamos felizes. dias de luz, festa do sol... lembro de um dia ter tomado uns 6 sorvetes de kiwi. a galera da kibon não parecia ser muito atenta! lembro do vô oscar correndo na praia com a gabi segurando um catavento. e meu pai: catavento lembra o fleury! aquele ladrão! sinto falta das viagens à praia porque elas proviam minha vida de sentido. eu gravava fitinhas k7 com sons que pudessem agradar a toda a família. esses sons eram beatles e toda a mpb: vinícius e toquinho - os preferidos dos meus pais - , chico, elis, tom jobim. não, nem tudo agradava a todos. apenas a mim e meus pais. a gabi reclamava do sotaque forçado da elis. forçado porque ela é gaúcha, né? mas pagava de carioca arrastando os esses, quando olhasssssste bem nos olhossss meussss. trabalhar o ano todo é chato? é, mas com essa grana nós vamos à praia! hoje está frio, fastidioso? daqui a numseiquantotempo estaremos na praia. a viagem era a recompensa, e sobre ela eu fazia filminhos na cabeça o ano todo, deitada na minha cama - a cama de cima do beliche - antes de dormir.
eu ando bem feliz; pensando em coisas boas, tomando sopas, passeando a pé pela cidade bonita em que resido e sempre de mãos dadas com o grande amor da minha vida.
mas nós dois nunca estivemos na praia juntos...

Tuesday, October 14, 2008

do bosque alemão

a trilha joão e maria
a casa encantada ao fundo

amanhã eu não trabalho, porque é dia dos professores e as chefa resolveram ser legais e nos poupar. nem sei o que faço dessa quarta-feira livre. que desfrute um dia livre assim, do nada, no meio da semana, para vagabundear!

eu queria fazer um picnic no bosque do alemão, que é cheio de coisas interessantes, tais como o Oratório Bach, uma sala para concertos musicais; a Torre dos Filósofos, com um mirante; a trilha João e Maria - uma graça (!), vai nos contando a historinha ao longo da trilha por meio de azulejos; a Casa Encantada, com uma biblioteca infantil; a Praça da Cultura Germânica; além do bosque de mata nativa e nascentes de água doce.
bom, esse é o plano A, mas há a necesidade de um plano B. até há pouco o tempo estava aberto, seco. agora já chove a cântaros... o plano B talvez seja ficar em casa assistindo a episódios de lost, ou algo similar. tv, cobertor, guloseimas...
feliz dia dos profesores, pra quem é professora como eu e fernandinha.

Sunday, October 12, 2008

feliz dia das crianças, minhas crianças preferidas!



everything in its right place



aconteceu que a polícia invadiu a festa e nos revistou atrás de cocaína.

isso foi no sonho que tive essa noite. culpa da minha cabecinha que sonha coisas distantes anos-luz da minha vida real. no sonho, a princípio eu era namorada do liro, só que ele resolveu vazar e eu virei namorada de búfalo. daí, eu dei um jeito de desfazer tudo e a polícia federal entrou para me defender.

tive um sonho péssimo, mas não tão assustador a ponto de tirar minha alegria por existir num domingo de sol. aqui dentro da minha casa nada me assusta. nadinha, exceto quando estou vulnerável. hoje não estou. hoje eu estou feliz.


boa sorte hoje, meu amor.

Friday, October 10, 2008

ora, ora

" eu mesma não passo de uma pessoa apenas
e apenas quero ser uma pessoa sensata
mesmo com as trapaças das outras pessoas
ora,
eu mesma
me passo pra trás."
(Martha Medeiros).

Thursday, October 09, 2008

magazines

dias frios que têm sido bons porque eu já me cansei de lamentos. eu moro no canto frio do país, e os incomodados que se mudem. quem sabe um dia nós nos mudemos.
comprei umas revistas velhas em um sebo cujo dono é o rock progressivo em pessoa. o cara parece saído de um show do sá & guarabira. mas as revistas... comprei uma de 88 com a malu mader na capa! ótima! e duas caprichos de 92 e 95. comprovei o que já suspeitava: as revistas destinadas ao público adolescente eram realmente melhores comparadas às de hoje.

passeio no domingo




Sunday, October 05, 2008

as fotos e os livrinhos

agora a gente se fotografa em todo canto feito turista caipira. é que estamos felizes e empolgados com a câmera digital que ganhamos! essa no supermercado ilustra bem nosso momento eufórico. a de baixo ilustra o casal animado.

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na sexta-feira nós fomos a uma feira do livro promovida pelo senac pr, e - eba! - ganhei o livrinho aí de cima: snoopy eu te amo. é uma seleção de diversas tirinhas publicadas ao longo de 50 anos. eu vou lendo aos pouquinhos - assim o livrinho não acaba logo!

lá na feira eu me encantei também por esse outro livro aí embaixo:




só que esse estava saindo por 49,90 - salgado! mas eu ainda vou comprá-lo! a resenha dele você encontra aí. estou certa de que terei horas muito agradáveis com essa leitura. e coisas agradáveis são o que precisamos, certo? certíssimo.

Friday, October 03, 2008

those dancing days

http://www.myspace.com/thosedancingdays


lá no blog do kid vinil, que a nati sugeriu, eu descobri uma bandinha de meninas suecas de nome those dancing days. uma graça. a vocalista tem uma voz realmente poderosa, o som é alegre, elas são bem vestidas, os clipes são graciosos e por enquanto é isso. quem quiser comentários mais apurados é só colar lá no blog do kid. vou linkar o blog dele no meu, assim posso me atualizar de quando em quando. foi com o kid vinil, na época em que ele apresentava o lado b na mtv, que descobri sons como sigur rós e einstuerzende neubauten. a primeira banda canta em islandês e a segunda em alemão. como eu vibrei ao entender, "Ich glaub' du kommst nicht mehr" (algo como, eu acho que você não vem mais, né fer?) só então entendi que música bonita existe em muitas línguas mais além de inglês, espanhol e português. mundo, mundo, vasto mundo.

"(...) Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."
drummond em poema de sete faces

que bom é ter acesso a música, poesia e minhas amigas. que bom é ter acesso ao mundo por apenas 45 reais mensais. agora chega que hoje eu já falei demais, e minhas costas começam a doer.

Thursday, October 02, 2008

united colors of benetton








eu, que fui adolescente nos anos 90, bem como leitora de capricho, lembro-me muitíssimo bem das fotos que ilustravam as campanhas publicitárias da benetton. oliviero toscani é o fotógrafo responsável por fotos sensacionais como essas àcima, além de ter escrito um livro chamado "a publicidade é um cadáver que nos sorri" onde narra experiências a cerca da ética na publicidade.