
nenhum menino dorme tanto nesse mundo quanto o meu. quando adolescente eu tinha em mim maior vontade de dormir. muitas vezes eu acordava às 11, mas postergava o despertar permanecendo na cama, daquele jeito, meio dormindo, meio acordada, até às 3 da tarde. hoje eu gosto de levantar cedo. gosto da manhã em demasia por ser ela o começo do dia. gosto de me levantar e fazer café. gosto da maneira como eu penso pela manhã. eu já disse isso, estou me repetindo. é que existe gente que tem insights brilhantes quando está cagando, eu tenho desses logo que abro os olhos. é sempre assim, descansada eu acho soluções.
são quase 2 da tarde e ele ainda dorme. ele é meio adolescente ainda, e é também por isso que gosto tanto dele.
1 comment:
que bonitinho o jeito como fala dele! eu já senti essa ternura uma vez, dizia que meu garoto era um filhote de leão, um leãozinho. mas, então, o filhote cresceu e se transformou num chatíssimo felino adolescente... é estranho, eu sou estranha, sei lá, mas quando me lembro de algumas coisinhas do nosso começo me dá uma vontade de chamá-lo. mas eu sei que isso já passou e há tanto tempo. e ele não sente mais igual e nem eu também, mas, veja, eu tenho a sensação de que posso voltar a sentir se ele tbém voltasse, vc entende? só que agora são dez horas da manhã e eu estou aqui pensando nele em ontem enquanto ele provavelmente dorme sua ressaca de um ontem muito menos remoto que o meu. são as horas. sempre. e eu acho que elas nunca vão deixar de estar entre nós. ai, chega disso, aquele homem vil!
mas só um detalhe: um vez ele fez um bom poema enquanto cagava. ele tem dessas coisas: fazer poemas e cagar. e como faz isso bem! poemas e cagadas, bons poemas e grandes cagadas. ele não parece ser, mas é um homem muito muito muito singular. entre tantos plurais que eu vejo por aí. ai, coração,
bisou
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