Wednesday, May 28, 2008

não sei dar título

ultimamente tenho lido posts antigos daquela que é a pioneira dos blogueiros amigos. uma amiga loura. uma amiga que mora em golden city. cidade dourada como seus cabelos que, a propósito, são lisos e sedosos sem que haja necessidade do uso de chapinha. enfim, ela sempre me divertiu com sua inteligência, com comentários politicamente incorretos, com um espírito de porco que ela finge ter. digo que finge, mas a pobrezinha nunca enganou ninguém. as pessoas que a conheciam sempre concordavam num ponto: ela quer por banca de durona, mas é uma manteiga derretida. é a menina mais doce dos arredores do paraguai. doce com humor ácido. aos 17 eu não poderia prever, mas hoje sei que nosso encontro foi especial. e raro. senti alegria por conhecer alguém tão super. eu disse super porque não disponho de outra palavra aqui. ela seria, a partir de então, a minha melhor amiga. melhor amiga é algo muito forte, é alguém que a gente ama como se fosse alguém de sua própria família. alguém que é parte de todas as suas histórias. nesse caso, as histórias da época da faculdade, dessas que não se repetem; dessas que eu tenho saudade.
lembro da cumplicidade que tínhamos ao falar merda em mesa de bar quando a pauta era de cunho intelectual. lembro da carta que recebi dela por conta do meu sumiço quando comecei a trabalhar; nessa carta ela me dizia que sentia minha falta e que iria me abraçar tão forte quando me encontrasse que iria esmagar meus ossinhos da costela.
ao ler as coisas que ela já escreveu sobre mim nesse blog, confesso, tenho vontade de chorar. a maioria das pessoas que me ama muito, ou amou, também me odiou muito. ou queria que eu pegasse fogo. ou não me queria, me ignorava. eu sei que isso não é mera coincidência. leio em suas linhas mágoas que ela nem sequer escreveu. e de você, não há rancor. há muita saudade. muita vontade de reencontro. eu sinto falta da amizade intensa que eu tinha com ela. não quero que ela entenda isso como um manifesto carente de quem cobra acerto de contas pelos desentendimentos passados. não, não é nada disso. eu só quero dizer aqui que eu sei que há uma mancha na nossa história, mas que eu sinto muito por isso. há 10 anos eu não pdoeria saber que nos próximos 10, eu não encontraria alguém assim desse seu jeito. desse jeito que eu gosto e respeito. eu não poderia imaginar que a sua ausência seria tão profundamente sentida. e eu não poderia saber que eu tinha tamanho poder de te magoar.
e eu tenho medo de ser, superficialmente, uma amiga qualquer do tempo da faculdade.

da vergonha alheia

sinto muita vergonha alheia quando meu professor de "go ahead and JUMP!" faz air guitar enquanto faz suas belas coreografias em cima da cama elástica... quando isso ocorre eu olho pra baixo e respiro fundo... e sofro!

Monday, May 26, 2008

da barriga, do jazz


depois de um feriado prolongado como esse, senti certo pânico por existir numa segunda-feira. e numa segunda entre tantas outras que virão. e sem feriados prolongados a vista. que tragédia. enfim, eu estava angustiada pra carmaba, mas fui à aula de JUMP ("go ahead and ju-uump!"). exercitar-se é, de fato, um santo remédio para espantar quaisquer tipos de neuroses. no fim da aula eu me sinto tão cansada, tão exausta, que a angústia que eu sentia anteriormente passa batido. o cansaço fala mais alto. acho que estou curada do pânico, ao menos por enquanto. só por hoje.

há anos que eu não tinha uma rotininha dessas, de pessoa que acorda e faz exercícios, depois faz almoço e vai pro trabalho. é assim desde janeiro eu espero levar isso adiante.
não estou magérrima, com aquela barriga dos sonhos, tábua... longe isso! mas pelo menos a pochete ultramaster está mais fácil de se disfarçar com roupas. tneho usado até modelos mais justinhos. meu sonho sempre foi ter uma barriga de tábua, lisinha... nunca, eu disse NUNCA, fui magrinha assim. acho que se um dia eu conseguir chegar a tal ponto ficarei bregôncia desfilando de tops por aí. vou fazer um piercing no umbigo e dançar o créu!

ontem fui lá ver a banda de jazz. foi um fiasco de público, não deu ninguém. e é uma pena, pois os músicos que tocaram eram ótimos. eu, enquanto assistia a tudo, fiquei levemente bêbada. levemente, que é pra combinar com o ambiente fino.

Sunday, May 25, 2008

de mim

hoje foi um dia de esforço. e ele não acabou. há que se esforçar ainda.
ontem eu fiz planos de ouvir orquestra imperial, mas só consigo ouvir david bowie. ouvi por 2 vezes seguidas o mesmo álbum. até fazendo compras no supermercado, lá estava eu com bowie ou ziggy stardust me cantando sua história.

o frio voltou. logo cedo já me desanimei ao ver o céu nublado - não havia raio de sol nenhum incidindo por entre a persiana da sala... sou feito planta que precisa de água e sol. preciso mesmo. sou tão triste no frio! e você deve então se perguntar por que raios eu vim parar aqui nessa cidade... a questão é que eu não sabia que era tão frio assim. eu imaginei que fosse frio o ano inteiro, ma um frio como o que eu já conhecia. ledo engano!

passei o dia com uma dor de cabeça suave, porém irritante. estou azeda demais pro meu gosto.
acho que irei lá no trampo do liro. hoje tem uma banda de jazz. na verdade, só queria uma oportunidade para me maquiar. pintar meus olhos de um jeito bem bonito e usar salto alto. de repente algo me diverte.

é. eu vou.

da ordem

vida que segue suave. há momentos em que sinto na pele como viver dá trabalho. em outros, apesar de todo o esforço, tudo flui bem. tem uma certa hora da manhã em que os raios de sol incidem de uma maneira - maneira essa que não explico pela falta de habilidade - através da persiana da sala e esse instante me faz feliz. há momentos em que estou lavando louça e sinto coisa boa também. não pelo detergente e o prato engordurado que esfrego, mas por eu estar num espaço em que cabemos eu, ele, e até a bateria dele. eu me dou conta de algumas coisas enquanto lavo a louça. ou logo que abro meus olhos pela manhã. às vezes no banho. às vezes cagando. às vezes fazendo nada, ou como o cauê diria, brincando de nada. às vezes num sonho.
eu me percebo feliz feliz feliz quando ouço de mim mesma que lugar algum no mundo seria melhor que esse. que menino nenhum me dispensaria maior amor. ninguém. em tempo algum. e não há ansiedade quanto a isso. o que antes eram coisas antagônicas para mim hoje é uma fusão perfeita: amor e calma. o que eu sinto está organizado dentro de mim. lembro da marie com sua mania de ajeitar suas coisinhas em caixas - "eu sinto como se eu estivesse organizando minha própria vida", ela dizia -, e constato, assim, que algumas pessoas, como nós duas, precisam de certa ordem, de disposição regular e metódica.
nessa semana próxima há a expectativa de que uma grande amiga minha e do liro chegue pra passar um tempinho indefinido aqui conosco. essa visita me enche de alegria. terei alguém bem legal aqui bem perto de mim. algo fora da ordem, o que também é necessário.

Saturday, May 24, 2008

yes, glam rock!





recomendo essa canção, five years, do david bowie, do álbum the rise & fall of ziggy stardust and the spiders from mars. a propósito, esse é o melhor título de álbum de todos os tempos.
é super importante para a formação de uma pessoa ouvir com atenção esse álbum conceitual, futurista e glamuroso, sobre a ascenção de um rockstar extraterrestre, promíscuo e viciado em drogas em saga no planeta terra, bem como seu irônico declínio. trata-se de Ziggy Stardust. sua ascenção e queda. a queda se dá com a explosão de ziggy por conta de seu ego inflado pelo sucesso.
estou apaixonada pela canção five years. apixonada pela saga de ziggy. pelo bowie.
o lançamento foi em 1972. e tudo do passado me atrai. ou coisas novas que lembram coisas velhas. e coisas velhas futuristas.

'cause music is boring me to death








Starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us
But he thinks he'd blow our minds
There's a starman waiting in the sky
He's told us not to blow it
Cause he knows its all worthwhile
He told me:
Let the children lose it
Let the children use it
Let all the children boogie
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la





depois de um tempo alheia às coisas do mundo fonográfico, ouvi por esses dias algumas coisas diferentes. o mp3 está recheado de álbuns recém baixados por nós. por ele, na verdade. i'm from barcelona é uma banda legalzinha. não me causou emoções fortes, mas é um belle & sebastian mais up!. o álbum jukebox da cat power é muito bonito, requintado. o repertório é coisa fina. conheci melhor o som da orquetsra imperial, que é algo pra se ouvir aos domingos enquanto se prepara o almoço e beberica uma cervejinha. bem malandro. bem brasil-sil-sil. baixamos também muita coisa velha, como um álbum dos smiths de 1984. eu adoro smiths. quando ouço essa banda meu clima muda. fico contentinha, e um pouco nostálgica. enfim, dentre esses àcima citados e muitos outros, o favorito da vez é o clássico The rise& fall of ziggy stardust and the spiders from mars, do david bowie. venho achando o david bowie cada vez mais incrível.


bem, há um tempo tenho enfrentado certa dificuldade para me encantar com sons novos. a última coisa realmente surpreendente que conheci foi andrew bird. sinto falta de músicas bonitas. palavras bonitas.

amanhã é domingo pé de cachimbo e quero fazer um almoção ouvindo a orquestra imperial. o tempo está ensolarado, e a temperatura alta, não há como não ser um domingo feliz.





Friday, May 23, 2008

aniversário

há 4 anos, em 21 de maio de 2004, esses éramos nós. lembro de planejar um roteiro em poucos mintuos, me arrumar e sair para dizer a ele 'viu, vamos namorar? só até eu ir embora de assis, depois a gente vê como fica.' ele respondeu afirmativamente para meu alívio. teria sido constrangedor uma recusa. nós est´vamos no almanaque e nesse dia ele iria tocar. hoje nós estamos aqui dividindo o teto, as contas, os livros, os CDs, duas vidas, edredons, pacotes de bolacha...
quantas horas se passaram de lá pra cá? foram muitas. e todas elas me trazem saudade. eu fui bem cuidada durante esse tempo e ofereci todo o meu carinho também. não há como negar, eu sei - mas fico bem quieta, se eu não falo é como se o problema não existisse - que estou fudida. sem ele a vida seria uma sucessão de horas arrastadas e tristes. tristes de doer. preciso confessar, porém, que sinto que não ficaremos longe um do outro. acho que nós dois seguiremos perpetuando esse encontro.
bem, é um palpite!

Tuesday, May 20, 2008

da conterrânea


então, né? lá fui eu cumprir uma espécie de obrigação social. fui comer uma pizzinha com meus alunos. todos levaram maridos, mulheres, namorado e eu fui sozinha mesmo, já que meu cônjuge trabalha na night. bom, na hora de ir embora, quando nos despedíamos, descobri que a mulher de um dos alunos era de uma longínqua cidade do interior paulista: assis. assis! não sei o que ocorre comigo, mas, desde que vim pra cá, ao conhecer alguém de marília ou assis, fico meio boba, mongolóide, feliz. mas a moça em questão não só é de assis, como também é filha daquela véia com aparência de bruxa, proprietária daquela lojinha art brasil. fiquei toda eufórica, achando aquilo super legal... e é legal, mas nem tanto. tenho consciência disso. só que agora é assim, se a pessoa é de assis, marília, cândido mota, pompéia, oriente, vera cruz, echaporã eu já me sinto mais íntima. se eu vejo uma placa de carro desses lugares, sorrio com o cantinho da boca e suspiro umas saudades.

do tim

a maravilhosa cat power
Eu adorei o TIM festival 2007. adoraria ainda mais ter assistido ao festival em são paulo, pois lá teve juliette and the licks, cat power - a maravilhosa cat power! enfim, "contentei-me" com a bjork, e os killers. a sensação do festival, ao menos para o povo daqui, foi artic monkeys - e eu sou a única pessoa no mundo que acha essa banda chata. chata pra caralho. não estou sozinha nessa: o liro não curte também (somos um casal que odeia juntos algumas coisas, e é bom que um desabafa com o outro sobre canções de mau gosto, pessoas sem classe e afins).

fato é que eu estava muito empolgada com relação à edição de 2008, mas eu espiei o blog do lucio ribeiro e fiquei meio desanimada. as atrações já confirmadas ou não me atraem ou são desconhecidas pra mim. até outubro dá tempo de conhecer algumas bandas, claro. mas é diiferente... no ano passado eu vi a bjork! esse parâmetro sempre vai me causar decepção, exceto se, SE, repito, o radiohead vier. que radiohead é aquela banda que tem todo o meu apreço. ainda que eu finja pra mim mesma que gostei do in rainbows, amnesiac, hail to the thief - eu ainda não me adaptei... -, ainda que eu ouça pouco por ter já ouvido demais... ver a banda ao vivo seria uma grande experiência para mim. mas segundo o lúcio ribeiro a probabilidade de eles virem é remota.

Monday, May 19, 2008

da ausência


há fases em que eu abro esse espaço e começo a escrever compulsivamente. há outras fases, como a atual, em que eu sinto que não há nada a ser dito. nada, nada, nada! isso me angustia um tanto, pois sinto falta de escrever, e de ler alguns comentários das minhas queridas. eu encontrei essa maneira de me manter próxima de vocês através dos relatos meus e dos seus. e olha que, inicialmente, esse nem era o propósito. não passei a ninguém o endereço do blog por me sentir mais livre. eu poderia escrever, ainda que fosse assunto besta, ainda que as tristezas citadas não passassem de bobagens. eu andava me sentindo sozinha, talvez.

enfim, fato é que escrevo para dizer olá! a vocês que tanto gosto. eu já ía terminando por aqui, mas me lembrei de dizer que, ultimamente, as pessoas têm sido tão delicadas... ouvi que estou mais magra. ouvi também, de 2 pessoas, que sou calminha. tão calminha! (ah! se soubessem do exu que me habita!), ouvi que pareço mais nova. ouvi do meu pai que sou sua companheirinha eterna.

pois é, todo mundo é sempre tão grosseiro que eu até desconfio!

Tuesday, May 13, 2008

chique

através da indicação de seu professor, o liro vai começar a ensaiar com uma orquestra. ai, achei tão fino!

Friday, May 09, 2008

ups and downs


depois de uma fase de pura obstinação, a perseverança se esvaiu. já não tenho mais cumprido certos acertos que tratei comigo mesma. apesar desse desânimo, quero começar tudo novamente, e sentir que posso realizar coisas. pequenas coisas, para alguns. para mim, uma mudança de estilo de vida. eu sigo tentando.
tenho me arrastado do trabalho para casa, e nesse ínterim, acho tudo fastidioso. a grande recompensa é chegar em casa à noite e por aqui ficar, me entendiando com meus pensamentos, e sobretudo, com os pensamentos que não me ocorrem.
como eu já li no meu horóscopo, em 2003, que a vida é movimento (e é tudo verdade - quiroga, I love you), eu não me aborreço. dentro em breve, estarei contente. realizadora, e se pá, mais vaidosa. let it be, alligator.

Tuesday, May 06, 2008

morning glory


sensação incomum que bateu em mim (!) : numa manhã fria como essa, sinto que posso ter um dia feliz; ainda que esse dia seja terça-feira, e que eu tenha que sair com casaco e cachecol.

eu não sei como acontece, mas inseperadamente sinto uma vontade de ser leve e, então, de repente, sou. (nada pode abalar minha condição de pessoa doce e leve). quer dizer, é claro que pode!, daí minha angústia na maioria das vezes. é que essas coisas que escrevo pela manhã tendem a ser mais festivas mesmo, visto que as manhãs me trazem o frescor da esperança. é ao longo do dia que as cagadas vão acontecendo. anyway, minha expectativa para esse dia é baixa, e por isso mesmo, sinto-me bem, como se eu pudesse ser feliz assim, num dia qualquer. num tempo e lugar quaisquer.