ultimamente tenho lido posts antigos daquela que é a pioneira dos blogueiros amigos. uma amiga loura. uma amiga que mora em golden city. cidade dourada como seus cabelos que, a propósito, são lisos e sedosos sem que haja necessidade do uso de chapinha. enfim, ela sempre me divertiu com sua inteligência, com comentários politicamente incorretos, com um espírito de porco que ela finge ter. digo que finge, mas a pobrezinha nunca enganou ninguém. as pessoas que a conheciam sempre concordavam num ponto: ela quer por banca de durona, mas é uma manteiga derretida. é a menina mais doce dos arredores do paraguai. doce com humor ácido. aos 17 eu não poderia prever, mas hoje sei que nosso encontro foi especial. e raro. senti alegria por conhecer alguém tão super. eu disse super porque não disponho de outra palavra aqui. ela seria, a partir de então, a minha melhor amiga. melhor amiga é algo muito forte, é alguém que a gente ama como se fosse alguém de sua própria família. alguém que é parte de todas as suas histórias. nesse caso, as histórias da época da faculdade, dessas que não se repetem; dessas que eu tenho saudade.
lembro da cumplicidade que tínhamos ao falar merda em mesa de bar quando a pauta era de cunho intelectual. lembro da carta que recebi dela por conta do meu sumiço quando comecei a trabalhar; nessa carta ela me dizia que sentia minha falta e que iria me abraçar tão forte quando me encontrasse que iria esmagar meus ossinhos da costela.
ao ler as coisas que ela já escreveu sobre mim nesse blog, confesso, tenho vontade de chorar. a maioria das pessoas que me ama muito, ou amou, também me odiou muito. ou queria que eu pegasse fogo. ou não me queria, me ignorava. eu sei que isso não é mera coincidência. leio em suas linhas mágoas que ela nem sequer escreveu. e de você, não há rancor. há muita saudade. muita vontade de reencontro. eu sinto falta da amizade intensa que eu tinha com ela. não quero que ela entenda isso como um manifesto carente de quem cobra acerto de contas pelos desentendimentos passados. não, não é nada disso. eu só quero dizer aqui que eu sei que há uma mancha na nossa história, mas que eu sinto muito por isso. há 10 anos eu não pdoeria saber que nos próximos 10, eu não encontraria alguém assim desse seu jeito. desse jeito que eu gosto e respeito. eu não poderia imaginar que a sua ausência seria tão profundamente sentida. e eu não poderia saber que eu tinha tamanho poder de te magoar.
e eu tenho medo de ser, superficialmente, uma amiga qualquer do tempo da faculdade.
2 comments:
nossa, fiquei inté com ciúmes agora... mas te amo a ponto de te dividir.
love, honey
bisoucas
sua vaquinha...
sou praticamente uma trintona... minhas coronárias não aguentam serem pegas de surpresa assim...
amiga loura
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