Sunday, April 26, 2009

para resumir e facilitar sua compreensão: eu só queria dividir com você o lado pesado da vida também. não consigo carregar tudo sozinha.

Friday, April 17, 2009

o duelo


meus dias me parecem mais curtos tal o volume de trabalho que acabei acumulando ao longo desses quatro primeiros meses do ano. quando a rotina do trabalho se instala, os dias acabam ficando meio parecidos. e eu aprecio a diversidade. por conta disso, incluo música e leitura nos meus dias. enquanto espero ônibus - e isso é algo que faço mais do que fazer xixi, por exemplo - entretenho-me com as vidas do alfa-menos bernard marx e da beta-mais lenina crowne. ouço andrew bird também para que o terminal de ônibus pareça menos feio. o som me ajuda a ver as coisas de um jeito diferente. acho que é assim pra você também. o que eu ouço muda o que eu vejo. o som favorece, ou desfavorece, a imagem. está bem como está, mas poderia melhorar. abrimos uma poupança e queremos muito, com toda a força de nossos corações, comprar um carro. enquanto o sonho do automóvel não se concretiza eu presencio algumas coisas incríveis. citarei uma delas: uma treta entre um maneta e um perneta num terminal de ônibus. assim: tinha um tiozinho que não tinha um braço. e nisso, passava por ele, a um metro de distância aproximadamente, um cara manquitola, com uma botinha para aleijado, sabem como? eu não vi como começou, até porque eu estava desatenta, distraída com minhas coisas. mas me parece que o maneta tirou sarro do perneta. e o cara da botinha disse: eu não tenho força nessa perna, mas esse braço aqui pode acabar com a tua cara! ele dizia isso mostrando o braço que faltava no outro. aí foi patifaria verbal, mas acabou não dando em nada. o perneta entrou no ônibus. amarelou. mas o joão sem braço era mais por fora ainda, ficava intimando até o último minuto. eu me peguei pensando em como a treta terminaria caso eles tivessem se pegado de fato. quem ganharia: o manquitola ou o joão sem braço? enfim...

estou tentando fazer as pazes comigo, e não estragar a minha vida. há uns dois dias prometi ser paciente comigo mesma e comer menos. prometi também ser o menos agressiva possível dentro de casa. e um pouquinho mais agressiva na rua. estou tentando. faço o que posso.

Friday, April 10, 2009

pequeno monstro


a semana foi especialmente difícil. não reclamarei do volume de trabalho, ou do fato de eu dizer sim para mil e uma coisas e, depois, ficar em dúvida se dou conta de fazê-las ou não. eu não reclamarei disso. o motivo por que tudo foi tão duro foi, é e talvez sempre será a minha maldade. desde segunda-feira venho amargando a culpa pela agressividade que mora em mim. eu bem gostaria de ser uma meiguice. gostaria mesmo. aprecio a meiguice presente nas coisas, como filmes, canções, bebês cheirosos, fotografias antigas, a cor lilás - eu também gosto, ariana! -, papel de parede em casa antiga, na poesia. levo também um sorriso no rosto ao falar com estranhos, pedir favores, cumprimentar as amigas. acontece que eu sou cheia de agressividade, maldade e palavras cortantes. eu sei que tenho essa habilidade perversa de machucar.

lembro de uma vez minha mãe chegar em casa com um par de tênis bubble gummers, todo colorido, para mim. eu tinha uns 7 anos. e desde lá eu já era uma vaca. eu disse a minha mãe que eu não ía usar, porque eu tinha achado horrível. "pode devolver", eu disse. eu queria, em verdade, dizer que eu tinha adorado porque eu realmente tinha. eu queria pedir desculpas, queria paz, mas agia como se quisesse o oposto. como é difícil pedir perdão!
lembro que ela ficou super chateada, quase chorou; mas também me deu uns tapas depois. eu nunca aprendi com os tapas.
eu aprendo mais com o par de olhos que ele tem. aquele olhar me faz sentir arrependimento profundo por ser também aquela parte que é muito feia de se mostrar. aquela parte de mim que eu odeio. aquela parte de mim que, em verdade, todo mundo conhece, e que eu procuro, em vão, ocultar.

Friday, April 03, 2009

coisinha, dica...


autor de diversas frases de efeito, meu amor é uma figura. ele diz que em assis, na nossa época, bastava ter todos os dentes na boca e uma bicicleta com marchas pra que um cara pegasse alguém. é vero. outra coisa que ele bem observou dia desses: as pessoas poderiam ser mais quietinhas. grande! eu concordo plenamente com tal declaração. ele se refere a colegas de trabalho e palpiteiros em geral.

no meu trabalho tem gente que fala demais. eu virei a cara para uma colega de trabalho. eu sei que não é certo, que isso pode ser mal visto. acontece que eu estou de saco cheio. eu não tenho etiqueta. não sei como me comportar, então eu faço assim: do jeito que eu quero.

marie, minha flor: não assista à série lost. você enlouqueceria por conta das viagens no tempo. uma pessoa que preza pela ordem cronológica dos fatos, como você, poderia se incomodar.

estou com saudade das amiga. das amiguinha. da sobrinhada. da família mais sacatrapa do brasil. e da vó anita, em especial. velhinhas de cabelinho curtinho e branco vão para tudo que é canto de ônibus, feito eu. elas me lembram minha avó. quase que chorei de saudade da minha vozinha. às vezes eu nem acredito que ela não existe mais.

no mês que vem tem show do oasis aqui. quem não tem grana para ver radiohead em são paulo se contenta com oasis em curitiba. vai ser legal, eu presumo. apesar de não ouvir oasis com a mesma frequência de outrora, admiro aqueles irmãos enjoados. eles são super legais.

eu tenho tanta coisa para falar, mas me esqueci de tudo. esquecida como o fernando henrique cardoso. e o bob. o marley. ele deveria ser lesado, né?