Thursday, February 28, 2008

be here

peenso muito em meu pai. a única coisa que quero é que ele seja saudável, e se possível, muito feliz. ele não precisa nem me telefonar, ou se lembrar de mim. eu só preciso viver num mundo em que ele exista. nas melhores condições.

Wednesday, February 27, 2008

quarta-feira



dia atrás de dia. notícias tristes, receios, angútias. tem sido assim.




dilema: escrevo ou não sobre esses dias? às vezes penso não imortalizar tanta bagunça. em meses eu terei me esquecido de tudo, caso eu seja abordada por telefonemas com notícia boa, e também se meu medinho - não posso estar sozinha mais, o medo vem junto - me abandonar.


ganhei das visitas de ontem um girassol e uma caixa de bombons. caixa de bombons que, lariquentas, devoramos. eu aproveitei o momento, me entreguei às conversas falando e ouvindo; mas quando elas se foram, eu me senti aliviada. não é com qualquer pessoa que eu gosto de estar. alguns comportamentos me incomodam em demasia! no entanto, mantenho a cortesia. não consigo ser diferente. não em relações tão superficiais. quando eu estouro com alguém é porque há um vínculo préviamente estabelecido, uma história ou, ao menos, uma historinha.

desde aquele 7 de fevereiro que não compro um maço de cigarros, e por ter economizado 2,90 por dia, me dei uma linda blusa de lã amarela. a blusa custava 49,00 reais e então esperei juntar essa quantia guardando o dinheirinho dos maços diários. fiquei bem contente, porém há o fato de que eu tenho fumado uns três cigarros por dia - que filo do liro. a situação é difícil, e eu não tenho sido forte o bastante. mas são 3 cigarros contra os 20 a que estava acostumada... sou capaz de ter orgulho de mim mesma ainda assim.
vou deitar de edredonzinho na sala, com a luz apagada, mais o meu medinho que não me larga o pé.

mais sobre JUNO




Dona Pipa, acesse o link e descubra mais sobre esse gracioso filme a que ainda não assisti, by the way.



Tuesday, February 26, 2008



  • humm, jama me mandou uma musiquinha linda, trilha sonora do filminho juno! (estou louca para assistir a esse filme. pretendo assistí-lo nesse fim de semana, a propósito.) muito obrigada, jama!

  • tenho umas coisas para falar, só que dentro de instantes receberie visitas - infelizmente - então escrevo mais tarde.

Sunday, February 24, 2008

desabafo



uma colega que me trata como confidente fez-me várias revelações bizarras:

"meu marido me traiu", "eu dei uma surra no meu pai idoso", entre outras.

"tudo bem", eu disse.

Saturday, February 23, 2008

das coisas que quero

o mundo.
(isso é o poder da síntese)

Friday, February 22, 2008

pressa


tenho coisinhas a partilhar, mas contar tudo demandaria tempo. e acho que fazer as coisas na correria não presta. escrever com pressa é um erro, pois você sintetiza tanto que corta o que mais importa: as entrelinhas. as impressãoes que eu só digo aqui.

enfim, a vida vai bem. eu vivo num corpo extremamente nervoso, que foi sendo feito num ambiente de pessoas nervosas. esse meu corpo e cabeça nervosos querem ser doces. querer já é algo bom. nervosismo é algo que me amarga a alma. e não sei se acredito em alma, essência ou coisas do tipo. mas algo aqui - no coração mesmo - fica me espremendo, sufocando. a pressa nervosa que me move é algo que reconheço como fator determinante para crises. quisera eu ser cuca fresca, não ter pressa. seria mais calma.

vou deitar, ver uma TVzinha enquanto o sono não vem. tenho dormido feito um anjo. ontem peguei no sono olhando o eclipse total da lua. foi um momento legal.

notícias impactantes


























  • 21/02/08: fim da dívida externa. os economistas aconselham que ela seja paga em prestações devido aos juros baixos. dizem que seria mais inteligente. e pensar que essa dívida começou com a chegada da famílai real portuguesa, que pediu uma grana para a inglaterra.

  • 19/02/08: fidel castro renuncia ao poder em cuba. se ele tivesse morrido jovem, seria um che guevara. só que ele viveu até a velhice e se esqueceu de que aos 20 lutou contra todas as coisas com que não concordava. e se esqueceu mesmo, pois esse mesmo fidel encarcerou, arbitrariamente (houve condenações de até 28 anos de prisão), 75 opositores do regime implantado em cuba pelo crime de opinião. esse fato ficou conhecido como primavera negra.

ah, outra notícia meio boa e meio ruim: a parte boa é que o ponto G existe de fato, e faz parte da anatomia feminina. a parte ruim, é que nem todas as mulheres têm um ponto G. depois dessa, me despeço desejando muito boa noite a todos.

Wednesday, February 20, 2008

convite


os últimos dias foram muito legais devido à presença de um amigo do liro remanescente de assis. foi ótimo receber visita de amigo. peço a minhas poucas grandes amigas que venham me visitar também, pois sou joinha e hospitaleira, vocês sabem!

Sunday, February 17, 2008

calmaria




significativamente melhor.

nós nos amamos e nos fazemos bem.

ganhei 1 barra de chocolate ao leite e 2 DVDs do Snoopy!

agora vou pro meu sofá, no escurinho da sala, me entreter um pouquinho com o tristonho charlie brown e seu beagle.

Saturday, February 16, 2008

testando


fiz um testezinho, despretensiosamente, que avalia minha situação no trabalho. bateu, fiquei boba de ver.


O Desconhecido

Você tem projetos pessoais que são mais importantes pra você que o trabalho. Você é um funcionário eficiente, mas não é um ícone da pró-atividade. Espera que os outros lhe deleguem funções, cumpre-as, e até gosta quando é elogiado... mas no fundo isso não lhe afeta. Você é bom no que faz, e sabe disso. Se tivesse as ferramentas certas o trabalho não seria tão penoso... e sobraria mais tempo pra se dedicar aquilo que realmente lhe importa; sua família e seus projetos pessoais.

Friday, February 15, 2008

a insustentável leveza do ser


no eterno trajeto do ônibus voltando para casa, penso em mim. penso, então, no esforço que tenho feito todos esses dias, todos esses meses recentes, para ficar em paz. um esforço deveras grande para agradar a ele, às pessoas a minha volta em geral, a mim mesma também. não sou tão altruísta assim a ponto de preocupar-me apenas em agradar aos outros. ser leve exige um esforço pesado de minha parte, por mais paradoxal que isso possa soar. hoje eu não finji que não liguei. hoje eu não me esforcei para que tudo ficasse bem. confesso que também não me esforcei para que fosse um dia triste. eu não tenho tanto controle assim. choveu muito. não fui eu quem quis assim.

ao chegar em casa, havia um bilhete deixado por ele em cima da mesa dizendo sobre o quanto me amava, e sentia muito. só que também não era culpa dele. a culpa é minha em 90% dos casos. até mesmo quando ele tem culpa, no fim das contas a culpa é minha. sou eu quem precisa aprender a conversar. sou eu quem precisa aprender a reclamar na hora certa e não ficar emburrada engolindo todas as palavras de um dia inteiro. a pessoa difícil da casa sou eu. em todas as casas que morei eu sempre fui a pessoa difícil. sempre me ofendi ao saber que pessoas tão complicadas, problemáticas até, me consideravam uma companhia pesada. mas o fato é que essa é minha fama. é a fama que, ao menos, penso ter.

a imagem que faço de mim nunca coincidiu com a imagem que fazem de mim. eu considero-me aflita, muito aflita aqui por dentro. só que eu sempre quis ser leve pra você, pros meus pais, pros meus amigos. eu sempre quis ser uma boa amiga. eu quis fazer um pacto assim: "ok, eu posso vir a te dar trabalho com a minha dor, mas você pode contar comigo, eu agüento. confia em mim." e quando eu perdia a cabeça ninguém parecia ser capaz de relevar ou até mesmo esquecer. para os meus amigos e para a minha família eu sempre serei louca, por mais que eu batalhe tão arduamente para ser leve e doce, tranqüila e um pouco feliz.

eu acho que não preciso ser muito feliz. eu só preciso de um pouco de silêncio, de um período - pelo menos - do meu dia em casa. só preciso sentir que estou confortável comigo. conforto e calma é melhor que dentes escancarados na boca. preciso de um amigo que me escute também, porque bons ouvintes também precisam desabafar. preciso ver minha família às vezes. só às vezes, ainda que pense neles todo o tempo. aprendi a desapegar-me pois penso não ser essencial a meus pais. para chutar o pau da barraca, eu confesso precisar de um homem para amar e como... como eu preciso que ele me ame!

meu coração não está tranqüilo hoje, não... estou sem cigarros há 8 dias, porém tenho comido bastante e roído minhas unhas. faz tempo que minhas unhasnão vêem esmalte. desencanei de hidratar meu corpo após o banho com o super creme de framboesa e mirtilo do boticário. uma espinha gorda cresce no canto direito da minha boca. hoje eu não almocei, mas jantei bastante. tenho feito tudo errado, exceto pelo fato de que parei de fumar. listando assim, parece que estou compensando o péssimo hábito de fumar com muita amargura e desleixo. cansei de mim e fim.


tão sozinha! em greve de palavras; porque eu não quero gastar as coisas boas que guardo aqui dentro. cansei da doação sem medida. quero guardar pra mim. e ficar em silêncio. loguinho terei muitas palavras para gastar com meus alunos. eles pagam por elas, então eu falarei.

valentine's day


Wednesday, February 13, 2008

lembranças boas: as viagens de carro em família

meu pai guiando-nos rumo à praia


nós ouvíamos fitinhas diversas no toca-fitas. e a gente cantava em uníssono. comíamos biscoitos de côco, sucrilhos e bis. era legal ultrapassar os outros carros, porque eu herdei da minha irmã mais velha o hábito de fazer dedo de fuck you para o carro que ficara pra trás. e dái que eu me achava bem locona fazendo isso. todos relaxados. férias de verão. vontade de chegar logo à praia. viajar já era a viagem.
muita saudade: das férias, da minha família, da viagem em família, de andar de carro.

Tuesday, February 12, 2008

o nosso restaurante



o liro elaborou um cardápio nutritivo pra gente. precisa de ver que belezinha: tá lá pendurado na porta da geladeira um cardapiozinho estaile recheado de coisas inabituais em nossas refeições, tais como, rabanete, peixe, rúcula, e coisas do tipo. começamos ontem, segunda, o dia mundial de se começar reeducação alimentar ou dieta. o nosso restaurantezinho particular tem nos feito bem. coisas assim deixam a vida legal, sabe... a gente vai à quitanda juntos, depois um descasca, o outro pica, um cozinha, o outro lava. sempre sou eu quem lava, né? mas tudo bem. tudo bem mesmo. a gente decidiu parar de fumar juntos também. e eu não fumo nenhum cigarrinho desde quinta-feira. 5 dias se foram numa dessa.

a vida é boa em momentos assim: quando eu estou descascando batatas e ele está ao lado picando cebola. quando ele está no banho, e eu sentada na privada, fazendo companhia, ouvindo suas histórias. quando colocamos o colchão da nossa cama na sala, e ficamos lá no escurinnho meio que assistindo algum filme ruim, meio que dormindo. às vezes a vida é boa quando eu estou dentro do ônibus e entra algum bebê fofo no colo de uma menina da minha idade.

eu adorava comer muito e fumar meu cigarrinho, mas eu não era feliz por isso, porque batia aquela culpa durante as mordidas e tragadas. e eu só quero ficar em paz. controlar minha ansiedade. ansiar menos. querer menos o que não me serve. e querer coisas que não me servem sempre foi um estilo de vida.

super charmoso.

e auto-destrutivo.

Saturday, February 09, 2008

passatempos


como eu sou feliz aos sábados! acordamos tarde, almoçamos um quarteirão com queijo no mcdonald's e jantamos pizza: que beleza! depois eu não sei de onde vêm minhas banhas! mas que se dane, porque eu estou muito calma hoje. e : não fumei cigarrinho algum.

hoje comprei a rolling stone desse mês. a capa com o thom yorke me atraiu. nunca tinha comprado essa revista, e gostei bastante. tem passatempo pro fim de semana inteiro e mais um pouco: entrevistas com os integrantes do radiohead, wander wildner, bob dylan, johnny depp, além de dicas de filmes e livros.





ah! se eu fizesse tudo o que eu sonho
se eu não fosse assim tão tristonho
não seria assim tão normal
ah! se eu fizesse o que eu sempre quis
se eu fosse um pouco mais feliz
levantasse o meu astral
sete dias vão e eu nem fui ver
sete dias tão fáceis de se envolver
ah! se eu tivesse fotografado
se eu tivesse me integrado
no mundo sobrenatural
ah! eu seguiria o realejo
desenharia o que eu vejo
no meu cereal
trinta dias do mês que ficou para trás
e eu sou só mais um desses meros tão mortais
ah! se eu fizesse alguma diferença
se eu curasse alguma doença
com uma força genial
eu cantaria para fazer sorriso
eu perderia o meu juízo
só para ser especial
sete dias vão e eu nem fui ver
são sete dias tão fáceis de se envolver
trinta dias de um mês que ficou para trás
e eu sou só mais um desses meros tão mortais
mas se eu fizesse tudo o que eu sonho
se eu não fosse assim tão tristonho
não seria assim tão normal
se eu fizesse o que eu sempre quis
se eu fosse um pouco mais feliz
se eu levantasse o meu astral

Vanguart - Mallu Magalhães

tempo da delicadeza




eu só queria uma vida com mais delicadeza. por isso não tenho fumado. por isso tento repelir essas angústias de alma triste.

eu não sei de mim

hoje, de fato, eu voltei a trabalhar. já havia dado2 plantões, mas aula mesmo só hoje. de ontem pra cá, tenho me sentido estranha. ontem chorei muito por medo de voltar a trabalhar. medo de ouvir coisas que possam me deixar pra baixo. medo de perder o equilíbrio em que eu me encontrava. eu o perdi. ontem, enquanto escrevia sobre máquinas fotgráficas lomo e nouvelle vague só pensava no medo que sentia. não é tão tão forte a ponto de ser crise de pânico. porque eu não sinto náuseas ou tonturas. mas eu não arrisco nenhum diagnóstico, afinal 2 das minhas 4 leitoras são psicólogas... não quero falar bosta quando se trata de saúde mental.
eu não sei realmente o que ocorre comigo. já cheguei a pensar que estou na profissão errada, que essa angústia vem do fato de eu não me sentir feliz sendo professora. só que, no fim das contas, sentiria isso indo pra qualquer outro ofício que fosse. eu sinto muito medo antes de ir trabalhar.
depois penso que isso é frescura, e que pior mesmo é não ter emprego. e eu sei disso. não ter emprego é pior mesmo. só que isso não me tranqüiliza quando dá aquele bat-horário em que eu tenho que pôr a mochilinha nas costas e seguir rumo ao ponto de ônibus. a propósito, o liro me acompanhou até o ponto, e eu me segurava para não chorar. um drama.
ao chegar à escola, eu dei aula de boa, como sempre. e no ônibus, ao voltar pra casa, ficava agradecendo baixinho pelo dia ter acabado.
às vezes eu não acredito que eu sou assim. só queria saber se isso é preguiça do mundo, vagabundisse, frescura ou doença.
hoje não fumei nenhum cigarro. estou super com vontade. e com muita vontade de parar também.
voltando: eu não sou vagabunda. eu trabalho bastante e sempre fiz isso. eu acho que posso ser um pouco fresca. talvez. eu não sei. tenho cá minhas teorias: o ser humano não foi feito para trabalhar ou para subordinar-se a outro. eu sofro por ter que sair da minha casinha massa. meu pai não sofria desse jeito, não. super tranqüilão, ele me dizia assim: encare isso como sendo natural. e são dessas palavras que eu me lembro quando penso em me esconder embaixo da cama.

Friday, February 08, 2008

lomografia

eu queria adquirir uma máquina fotográfica lomo. só que eu não sei onde adquirí-la. tenho medo de fazer compras pela internet, fico insegura com as modernidades da net.
enfim, como faço?
as fotos surrupiadas ao lado foram tiradas por uma lomo. as lomos, aliás, têm uma história assaz interessante. copiei e colei da wikipédia para ustedes.


Lomografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Corria o ano de 1982 e o mundo ainda estava em plena Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, em São Petersburgo, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. O general amante da fotografia, tinha-se deixado encantar por uma pequena máquina japonesa, muito resistente e cujas lentes eram de qualidade excepcional. A ideia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda, com todas as famílias da URSS a documentarem amplamente, graças a elas, o estilo de vida soviético. A Lomo Kompact Automat foi produzida em série e vendida não só na União Soviética, mas também em países como o Vietname, a Alemanha de Leste e Cuba.
A "Lomomania" propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens ( focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade. Em 1995 nascia em Viena, na Áustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objectivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas, uma vez que a fábrica de São Petersburgo tinha acabado com a produção. A Sociedade Lomográfica organizou uma série de vendas de Lomos no âmbito de diversos eventos culturais, que serviram para afirmar o valor artístico da Lomografia.

Uma câmera LOMO LC-A de 1988
A arte de fotografar com uma Lomo consiste em fotografar ao acaso, de forma imprevisível. A Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida; é uma fotografia do quotidiano.
Um dos grandes projectos da Sociedade Lomográfica em colaboração com as várias embaixadas espalhadas por mais de 50 cidades em todo o mundo, é a constituição do LomoWordArchive, um registo visual, à escala mundial, graças às fotografias do lomógrafos de todo o mundo.
Durante os últimos anos, uma comunidade superior a 500 000 lomógrafos estabeleceu uma reputação internacional para a Lomografia. Deste modo, aquilo que começou espontaneamente como uma abordagem artística à fotografia em certos meios de Viena, tomou as proporções de um movimento internacional sociocultural. A Lomografia ganhou uma expressão que vai para além dos limites da fotografia. Este desenvolvimento tem vindo a ser suportado pela venda de produtos (com novidades frequentes) e também por uma diversidade de actividades culturais, tais como exposições, festas, espectáculos, publicações, projectos internacionais e locais, e colaborações em projectos na área do Cinema, Música e Novos-Media, regularmente organizadas pela Sociedade Lomográfica e pelos Embaixadores Lomográficos em vários países do mundo. O mito social e visual da Lomografia teve uma forte influência na estética da fotografia dos anos 90.
Hoje, a comunidade de Lomógrafos é incontável, ganhando novos membros, curiosos e entusiastas todos os dias, em todo o mundo! Entre estes existem meros mortais como nós, mas também famosas individualidades como Brian Eno, Laurie Anderson, David Byrne, Pulp, Underworld, Helmut Lang, Moby, Robert Redford, apenas para nomear alguns.
A ideia básica da Lomografia – sê rápido, não penses, não tenhas preconceitos em relação ao teu ambiente, absorve tudo, colecciona e diverte-te a ser comunicativo – difundiu-se, cresceu e deu lugar a uma cultura de comunicação que é partilhada por todos.
Os lomógrafos detentores de um fanático voyeurismo do quotidiano, convivem com 10 regras de ouro da Lomografia:
1.Leva a tua Lomo onde você for.
2.Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite.
3.A Lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela.
4.Aproxima-te o mais possível do objeto a ser fotografado.
5.Não pense.
6.Seja rápido.
7.Você não precisa saber antes o que fotografou.
8.Nem depois.
9.Não fotohgrafe com os olhos.
10.Não se preocupe com as regras.







in a manner of speaking i just want to say...


hoje eu falarei sobre a nouvelle vague. essa banda - ou projeto - peculiar não é nenhuma novidade, ela já existe há uns 5 anos e é muito interessante. antes eu achava uma banda boba de gringo pagando pau pra bossa nova. hoje eu continuo achando que é banda de gringo pagando pau pra bossa nova, só que não é boba, não. eu preciso deixar de ser amarga, de criticar tanto sem conhecer bem as coisas. enfim, a nouvelle vague é um projeto de dois caras: olivier libeaux e marc collins. eles, por sua vez, convidam várias vocalistas diferentes - uma nova-iorquina, uma brasileira e seis francesas - , que cantam clássicos de bandas inseridas no final dos 70 e início dos anos 80, tais como new order, joy division, echo & the bunnymen, entre outras. só que esses sons são repaginados num estilo bossa nova. o resultado é muito bom, meiguinho, como eu bem gosto. gostaria que você ouvissem o cover que fizeram de in a manner of speaking do depeche mode. a letra dessa música é linda, fala do silêncio e das palavras que nada dizem. e a música lembra também insensatez, do tom jobim. há mais outras 4 músicas na página deles do myspace disponíveis pra gente ouvir.
ah! e o site deles é http://www.nouvellesvagues.com/.
aí embaixo vai a letra de in a manner of speaking pra vocês cantarem junto, sentindo a canção, beleza?! então vão lá: 1,2,3 e já!
.
In a manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
.
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way I feel about you
Is beyond words
.
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
.
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
.
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live
We only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed
.
So in a manner of speaking
I just want to say
That like you
I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
.
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
.
Oh give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
.
.
.
hoje eu fumei apenas 1 cigarro. pretendo não fumar cigarro algum amanhã. um dia de cada vez. one day at a time. vejo todos parando, e me sinto solitária demais nesse vício.
há pouco eu estava a segurar um lápis entre meus dedos, como se segurasse um cigarro. como quem brinca de gente grande. e bebo água. é a compulsão oral. é a saudade da companhia do cigarro. vamos ver se eu sou mais forte que um bastonete nicotinoso...

Thursday, February 07, 2008

dos meus problemas




várias lembranças boas me fazem companhia. as minhas memórias são minha companhia constante. tanto as boas quanto as ruins. ultimamente tenho contado mais com a companhia das lembranças bonitas. bonitas e recentes. meu presente existe e eu existo nele. nada de muito louco acontece. acho que tudo isso ficou lá em assis. nada de muito diferente - os dias são meio iguais, e acreditem: eu tenho sido muito feliz assim. gosto de rotina, gosto de padrões. sou fiel às modas, e músicas, e sonhos, e ao namorado. tenho sido feliz porque me acalmo mesmo quando triste. eu não tenho mais tanto medo de ficar sozinha. não tenho mais tanto medo de chorar. quando eu choro, eu choro tanto, que me dá um sono da morte e eu durmo feito pedra. e ao acordar, os problemas estão menos feios. problema não existe para ser bonito. e no mundo cada coisa tem seu lugar: os problemas precisam do seu lugar. e às vezes encontram seu lugar em minha vida. eu deixo eles entrarem, e me esforço para resolvê-los. choro. resolvo. depois eles se vão. tem alguns problemas que não vão, não. ficam aqui, querendo ser parte de mim. às vezes eu não sei o que fazer com eles, nem o que fazer de mim, então eles vão ficando. eu deixo que eles existam em mim. mas eu acredito que com a idade a gente vai ficando mais esperto. e daí, um dia, quem sabe, eu terei problemas maiores, angústias de mulher grande.


agora eu estou contente, com o coração calmo e quente, esperando ele chegar.

Wednesday, February 06, 2008

ah.... meu carnaval


ah, esse carnaval! por uns 4 ou 5 anos consecutivos, coincidentemente, esse período do ano era uma merda. sempre rolava algo que me tirava o chão. os acontecimentos catastróficos eram acompanhados de samba enredo. mas nesse carnaval nada aconteceu. e eu gosto da vida quando nada acontece. meu chão não me foi tirado, aliás, eu dormi sobre ele. dele não passei. quando eu descobri o que é amar com tranquilidade, sem medo de perder o moço, eu passei a ser calma.
eu gosto da minha vida, das minhas coisinhas, das minhas musiquinhas, do meu amor. gosto das minhas irmãs e dos filhos delas. gosto dos maridos delas também. gosto do meu pai. gosto da minha mãe. gosto de marília e de assis. gosto de curitiba. fiz as pazes até com meu passado, e diria até que me perdôo pelos erros de outrora. eu gosto de mim. descobri até que gosto de carnaval. esse ano achei bonito o tal espetáculo que envolve tantas vidas, e esforços e suores para que tudo saia bonito. a portela, porém, perdeu. eu torcia pela portela. nesse ano eu assisti aos desfiles. e ouvi tchubaruba. e namorei pela madrugada afora. eu estou tão feliz!

Saturday, February 02, 2008

meninas


uma menina paulistana de 15 anos, a mallu magalhães, anda fazendo algum sucesso. confiram no myspace. as músicas são bem bonitinhas. mesmo.
vale a pena dar uma olhada . a canção "tchubaruba" é a melhor.
que loucura, não? 15 anos, cantando na noite paulistana - acompanhada dos pais -, e fazendo música bonita. que adolescente não gostaria de estar na pele dela? talvez várias, eu imagino. mas adolescentes que foram parecidas comigo, tipo vocês. no fundinho, vocês queriam ser rock star que eu sei. eu queria ser jornalista, escritora. só que isso era o que eu contava pras pessoas. eu tinha também o desejo secreto de ser vocalista de uma banda tipo garbage, mas eu não gostaria de ser tão sexy quanto a shirley manson, porque eu acho essa postura sexy cafona. trazendo meu ideal pra hoje, eu teria sonhado em ser algo como feist ou cat power. ai, ai, ai. eu tenho muita saudade da minha adolescência. minha mãe já não era depressiva como em minha infância. as irmãs por perto. meu pai era o mais sacatrapa. eu tinha 2 melhores amigas, e mais 500 colegas. e eu assinava a revista capricho, e juro que era uma revista boa pra se ler. eu fazia teatro no sesi. e também queria ser atriz. eu tinha sonhos bem modestos... e o legal era isso. eu fazia aula de violão porque queria ter banda. queria ser atriz. queria escrever. queria viver só da parte bonita. e fui prestar letras para aprender literatura. foi aí que fudeu tudo! hahahahahahaha
eu comia brigadeiro sempre, tipo... 3 vezes por semana e era magra. uma tripa louca. tipo a gina. do palito de dente. eu pintei meu cabelo pela primeira vez aos 15 anos. de vermelho, por causa da mina do garbage, a sexy. eu não pintava as unhas, nem usava maquiagem. achava ridículo. e eu queria pagar de grunge. meu primeiro CD foi o nevermind.
eu acho às vezes que não mudei nada. daqui uns anos eu direi: ah! meus 27 anos... eu queria pagar de indie e ainda sonhava em ser jornalista e escritora, rock star, atriz... mas eu não contava pra ninguém...

dica 1


Andrew Bird, "Armchair apocrypha"

Friday, February 01, 2008

how my heart behaves


na rádio accuradio, há um canal com seleção das melhores músicas de 2007. a primeira que rolou foi uma do wilco. parecida com as coisas de que gosto, apesar de que nunca gostei muito de wilco, quem bem gosta é o meu amor. na realidade, isso é mais uma dica para conhecer coisinhas novas. ah, rola muita coisa chata, como justin timberlake, mas é só pular para a próxima música.


às vezes me sinto sozinha e triste aqui em casa, mas quando toca uma musiquinha eu fico mais serena.

eu noto que pessoas que não gostam de música são geralmente meio tapadas.

noto também que músicos, ainda que amadores, são mais felizes. é certo que existem thom york e michael stipe, mas até mesmo eles têm com o que se entreter diante do tédio. suas vidas, parecem-me mais cheias de sei lá o quê, talvez a palavra certa seja... beleza. que a vida seja triste, mas tem que ser bonita.


How My Heart Behaves da feist é linda, está tocando agora e gostaria que vocês ouvissem.