Wednesday, February 27, 2008

quarta-feira



dia atrás de dia. notícias tristes, receios, angútias. tem sido assim.




dilema: escrevo ou não sobre esses dias? às vezes penso não imortalizar tanta bagunça. em meses eu terei me esquecido de tudo, caso eu seja abordada por telefonemas com notícia boa, e também se meu medinho - não posso estar sozinha mais, o medo vem junto - me abandonar.


ganhei das visitas de ontem um girassol e uma caixa de bombons. caixa de bombons que, lariquentas, devoramos. eu aproveitei o momento, me entreguei às conversas falando e ouvindo; mas quando elas se foram, eu me senti aliviada. não é com qualquer pessoa que eu gosto de estar. alguns comportamentos me incomodam em demasia! no entanto, mantenho a cortesia. não consigo ser diferente. não em relações tão superficiais. quando eu estouro com alguém é porque há um vínculo préviamente estabelecido, uma história ou, ao menos, uma historinha.

desde aquele 7 de fevereiro que não compro um maço de cigarros, e por ter economizado 2,90 por dia, me dei uma linda blusa de lã amarela. a blusa custava 49,00 reais e então esperei juntar essa quantia guardando o dinheirinho dos maços diários. fiquei bem contente, porém há o fato de que eu tenho fumado uns três cigarros por dia - que filo do liro. a situação é difícil, e eu não tenho sido forte o bastante. mas são 3 cigarros contra os 20 a que estava acostumada... sou capaz de ter orgulho de mim mesma ainda assim.
vou deitar de edredonzinho na sala, com a luz apagada, mais o meu medinho que não me larga o pé.

2 comments:

Ana M said...

ai, querida, fiquei aqui te imaginando com esse medinho seu, e do que seria ele. se a gente pudesse desfazer os medos dos outros que bom que seria... também tenho os meus, que me comem, por vezes, mas adormecem, por outras. olha só: ontem me lembrei muito de ti! ouvia Strokes enquanto pedalava (fiz uma promessa, depois te conto)e resolvi cantar de maneira muda só pra treinar antes da voz sair. não parava de achar que estava igualzinho àquele dia em que, ainda na Marechal Deodoro, 450, resolvemos interpretar Radiohead, e vc me disse que eu parecia pensar estar cantando bossa nova. beibe, ontem, só faltou o banquinho e o violão... love, love!!!
bisou

P a t r i c i a said...

Dani, eu tenho uma técnica que funciona e quero dividir com você. É totalmente auto-ajuda, espero que você não tenha alergia a essa expressão tanto quanto eu.
Mas funciona. Pelo menos comigo!
É assim: você senta bem tranquila - no começo é difícil, eu sei, tudo parece mais importante que isso - e pensa em tudo que você gosta na vida, aí, toda vez que algum mosquitinho voraz te rodear, tipo angústia, dúvida, medo, você foge pra uma daquelas coisas que você gosta na vida e pensa só nisso.
Minha vida melhorou tanto assim que nem tenho coragem de contar aqui por conta da voracidade alheia.
Aliás, por que nao tenho seu msn?
Voraz e seus compostos são minhas palavras preferidas agora.
Lots of love,
Pipá