Friday, December 29, 2006
um dos piores dias da vida
pela minha família.
pelo meu pai herói, mais exatamente.
Monday, December 25, 2006
(Deixa-me esclarecer: sim, eu estava detestando viver depois de formada em Assis. E sim, lá é péssimo se você não é mais estudante. Mas do que eu sinto falta é de ser estudante. )
Eu esclareço para convencê-los de que não surtei (termo assis-unespiano).
E se eu pudesse voltar no tempo...
Sunday, December 24, 2006
Significante X Significado
Mas tudo o é.
Saturday, December 23, 2006
De Matilde para Maria
Wednesday, December 20, 2006
Tuesday, December 19, 2006
(des) Emprego
dear daddy
Monday, December 18, 2006
Pra lembrar da tarde mais quente
"And that's all there is -there isn't anymore!"


Apaixonada por Madeline.
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Vou morar em Curitiba, Paraná, Brasils-sil-sil!
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Acho que meu pai está melhorando.
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Tenho sentido tristezinhas acompanhadas de porções de alegrias. Alguns nervosismos tolos também. Quero crescer. Mas não tanto a ponto de não ver graça em Madeline, a menor e mais esperta das doze meninas!
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Há uma semana vi a Cátia e a Nati. Parece pegadinha do Malandro, mas não: minhas amigas existem, não é minha imaginação. Eu as abracei , toquei, conversei e tudo! havia tanto tempo que não nos víamos que eu já desconfiava da existência delas!
Thursday, December 14, 2006
Tuesday, December 05, 2006

O médico disse: "Descompensou, né?". Sim, doutor, descompensou. De repente tudo descompensou.
Só peço que não seja teimoso, que pare de andar pra lá e pra cá, que faça seu repouso, não caia, não se machuque, não seja teimoso...
(De longe, a vida dos outros parece-me tão mais simples - inclusive a vida que eu tinha até alguns dias atrás)
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Queria que ele percebesse que ele seria importante pra mim agora. Mas ele quer viajar de novo. Eu já comecei a planejar minha vida sozinha novamente. Já pensei em separação e não paro de pensar nisso.
Monday, December 04, 2006
ô vida amargurada...
Breve relato de dias não muito incríveis.
tenho aprendido a não gritar e não chorar quando meu pai desmaia.
tenho aprendido que tudo pode mudar de um dia para o outro da forma mais inesperada possível, e que eu não posso fazer nada a respeito...
Tuesday, November 28, 2006
Monday, November 27, 2006
Muita atenção, por favor
Friday, November 24, 2006
Tuesday, November 21, 2006
Mama, i need some hugging as well
Sou frágil. Um bibelô. Uma boneca de porcelana. (sic)Não tenho conseguido dormir bem, nem muito. As madrugadas têm vindo acompanhadas de dúvidas.
As dúvidas são seres de 293cm de altura e 325 kg. Têm dentes encavalados e muita olheira, aquelas olheiras de turco, manja?
Elas aparecem aos montes, pois são bem covardes, e nos atacam qauando econtramo-nos frágeis e despreparadas.
Eu sou uma frágil, mas corajosa, moça que luta contra os chatos e os depressivos e as dúvidas. Eu já fui chata, e depressiva -hoje sou legal e positiva (sic). Agora são essas dúvidas que terei que combater.
As dúvidas são parceiras do medo.
Meu aliado na luta contra as dúvidas tem sido o Jô Soares. Esse gordo é tão chato que me dá sono, e sonhando as dúvidas partem e procuram outro insone.
Monday, November 20, 2006
That 80' s show
Sunday, November 19, 2006
Congresso Internacional do Medo
Ele anuncia que vem!

Não estudo há dois dias e sinto-me uma transgressora. Resolvi relaxar do estresse baiano que tem sido essa vida. É necessário relaxar, senão em breve ouvirei Pitty lamentando minhas chagas e grilos e mazelas. E apaludirei a interpretação de Caco Ciocler (Bravo!).
Saturday, November 18, 2006
mensagem
dizer, "eu te amo mais que tudo"
mas tem receio de apanhar da mãe dela
(na bunda)
quando chegar a conta do telefone
ass: pombo correio
mama, daddy need some hugging
conceberam um beibe numa barraca
ela nasceu e cresceu metida a ver poesia nas histórias
A visita fictícia

nota

Chatos, mal humorados, enjoados. Eu já tive uma queda por pessoas que possuíssem tais atributos, julgando que essas características fossem indícios de personalidade forte, e sobretudo, especial, peculiar.
Hoje penso que isso é, na verdade, indícios de uma mente bem adolescente, rebeldes que assistem à novela "rebeldes". Pessoas com cara de cu, fechadas, blasé - nunca conheci um verdadeiro blasé, eles se olham escondidinho na vidraça de vitrines pra ver se o cabelinho continua lambido, e blasé que é blasé não se importaria.
Eu prefiro a companhia de pessoas gentis, com um bom astral. Pessoas seguras. E que por serem seguras não precisam te diminur para que elas cresçam.
Eu sou vulnerável, então preciso me precaver do mundo e ir sacando com quem eu agüento lidar ou não. Caras de cu, quero fugir de vocês.
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-iris no ar
Depois na praia Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E uma esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
É o diz-que-diz-que maçio
Que brota dos coqueirais
E nos espãos serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã"
O copo de suco de laranja que não tomei inteiro
Friday, November 17, 2006
Motivo da rosa


Cantiga para não morrer

Se acaso você não possa
Se no coração não possa
E se aí também não possa
O Amor é uma Companhia

Alberto Caeiro
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Thursday, November 16, 2006
apertado

Será que vocês também sentem um apertozinho no peito? É uma coisinha pequenina que amarra lá dentro e que me impede de ter a sensação de plena tranqüilidade. Sinto-me tranqüila, mas há, no fundo, algo errado, e que muitas vezes eu nem sei identificar. Daí fico achando que o tal aperto faz parte de mim.
Hoje, porém, eu acho que o aperto se chama "mãe". Ela foi rude com meu pai sem motivo justificado ou plausível, pirracinha de criança. E por mais que eu mesma me comporte assim muitas vezes, eu tive vontade de bater nela. Mas nem respirar alto perto dela respirei...
Eu vi que meu pai quase chorou. E meu coração doeu. O coração partido do meu pai partiu meu coração.
Eles já se entenderam, já se entreolharam com risinhos e tal, mas o meu coração tá esquisito.
Será que é isso mesmo que me causou aperto? Ou seria a solidão? A falta do Liro. Ou seria essa PJ Harvey sinistra cantando?
Wednesday, November 15, 2006
Perfect

Acho que não sabia que você tinha orgulho de mim, não... Você é tão crítica que quando diz isso eu me sinto realmente feliz. Porque você não cresceu acostumada a dizer as coisas por dizer, por agrado ou educação: você foi sendo feita para ser verdadeira.
Eu tinha uma amiga na época de pirralha que me irritava muito. Eu tinha, muitas vezes, ganas de esganá-la porque ela sempre me elogiava. Ela dizia absurdos para agradar a mim e aos outros, e ficava imaginando se ela não se ria por dentro depois...
Lembra dos cadernos Click? Eram vendidos como água naquela época, e tinha gente linda e famosa na capa desses cadernos, como por exemplo a Luana Piovani e a Ana Paula Arósio. Pois uma vez eu estava chorando, ou reclamando apenas, a respeito de um muleque por quem era apaixonada e não era correspondida... papo vai, papo vem, ela disse: "Dani, você é muito pra ele, amiga! Você é mais linda que ela!" Ela, no caso, era a Ana Paula Arósio na capa do caderno Click. Eu não me senti elogiada, me senti zuada, inferiorizada. Nem preciso explicar porque, a situação é auto-explicativa.
Mas se você, Nati, diz que estou bonita, que a minha piada é engraçada, que o meu bolo ficou gostoso, eu só posso agradecer e me envaidecer.
Das coisas
Enquanto ele não vem, eu estou bem. Sinto saudade, uma necessidade de fazer um comentário que só dois acharíamos graça, mas estou bem. Sinto falta também de um cafuné no cabelo, mas não criemos pânico. Sinto falta de entrar no quarto e encontrá-lo na cama assistindo a algum filme da TNT, filmes dublados (!), que ele acha hiper legal... Sinto saudade de tantas coisinhas pequenininhas que têm feito da minha vidinha algo grandioso. Sinto falta do beijo e do riso. Gargalhadas e cantorias e imitações e passeios noturnos e passeios vespertinos. Das coisas. Das nossas coisas. Não temos casa, nem carro, malemá espaço, mas temos muitas coisas que não se pode tocar, e estão dentro de nós dois.
Festa do Sol

Tuesday, November 14, 2006
Até já
Tempo Rei
Monday, November 13, 2006
Por mais que o desemprego e a conseguinte dependência financeira dos meus pais me sufoquem, eu não posso negar que muita coisa aqui dentro de mim grita feliz pela liberdade que é não adentrar uma sala de aula, toda santa ou maldita manhã para falar sobre coisas que ninguém quer ouvir. Viver em função de algo que não interessa às pessoas é tão frustrante, tão desgastante... Há sim pessoas satisfeitas com seus cargos de profesores, mas eu, que sou taxativa e talvez tapada ou cabeça fechada (faço isso, essa auto-flagelação, para proteger-me de alguma possível crítica a essa generalização), as classifico da seguinte forma:
- pessoas "sai baba": como a minha amiga Sofia, que acha nobre passar conhecimento adiante, e é sincera. Usa da pedagogia do carinho, tudo muito gostosinho e sublime, só que detalhe: ela é a única pessoa que se encaixa nessa categoria, todas as outras se encaixam nas três listadas abaixo:
- pessoas que têm cônjuge com grana: como vááárias amiguinhas, graças a Deus, ex-amiguinhas de trabalho;
- pessoas mentirosas: que pagam de altruístas mas não me convencem, porque EU sei o que é dar aula, e sei que elas se fodem pra caramba;
- pessoas que não conseguiram outro emprego: são pessoas tristes, pois dar aula não é sonho de ninguém que eu conheço. Veja bem, que eu conheço... das outras não sei.
O problema é não estar livre da possibilidade de voltar para essa realidade, já que uma hora ou outra precisarei de um ofício. Mas eu espero, em nome dessa parte de mim tão feliz que vibra por ter tido a coragem de abandonar a pedagogia do opressor, do oprimido, do carinho, do caralho, e viver de outra coisa. É só isso, não sou tão exigente, quero outra coisa. Qualquer outra coisa. Outras coisas. Não seria mais legal?
Carta para um menino
Você, que eu amo, entrou num ônibus e foi lá pra terra dos seus. Está certo, você tem a eles, não só a mim. É certo e natural que seja assim... em seu lugar eu também iria. Mas eu, que o amo e aqui fiquei, estou predida.
Não sou egoísta, mas quero falar apenas do meu lado da história, quero avaliar apenas o meu vazio, o meu dano, o meu lado da cama que eu guardo pra você durante a noite, daquele prato a mais que eu pus na mesa esquecendo-me de que você não estava aqui pra provar da torta que eu fiz - e sim, foi a mais gostosa de todas, e você PERDEU, BEM FEITO, quem manda ficar longe? - . Meu amor, não estou brava... é brincadeirinha... mas volta! Semana que vem? Tenho estudado, tenho feito ginástica pela manhã, tenho cozinhado, tenho feito inúmeras coisas para preencher os tantos segundos que passo sem a sua companhia. Sabe qual é a pior parte? É que quando longe eu penso em coisas ruins, tenho inseguranças que eu não posso revelar senão você pensaria que eu tenho 13 anos, e eu sou uma mulher de 26. Você também tem 26. Já lhe falei que acho bonitinho termos a mesma idade, que gosto de ter vivido as mesmas épocas que você viveu? Liro, você me faz gargalhar alto, tão alto que eu fico com as mãos molengas e reclamo , "pára Liro!", mas eu adoro! Você é um bestão que me deixa um pouco louca de saudade...
Tuesday, October 10, 2006
A casa é um primor! Uma graça! Um sobradinho estreito, com a porta quase que na calçada, o que me lembrou aquela arquitetura de país europeu. Antes de adentrar a casa eu, no fundo, queria decepcionar-me, encontrar defeitos, infiltrações, chão vermelhão na cozinha e coisas do tipo. A casa, porém, é linda. Tudo nela é lindo. Mas como as primeiras palavras do post são : "não temos grana pra porcaria de nada...", saí de lá meio triste. Mas o que eu esperava? Nem sei. Procurar casas que estão pra alugar, pegar a chave, visitar o imóvel -sem grana pra fechar qualquer contrato - é bobo, mas é uma delícia também.
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Eu seria muito contente m minha casa. Faria bolos cantarolando, tiraria uma soneca no sofá da sala. E etecétera...
Friday, October 06, 2006
Sunday, October 01, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Friday, September 15, 2006

Inúmeros fatos me atravessaram e, durante esse percurso, já me senti plenamente feliz, assim como plenamente mal e sem chão.
No momento, nada é pleno. Nem plenamente feliz, nem plenamente triste; porque quando posto aqui eu não sinto a vida em sua plenitude, eu estou à procura disso.
Estou cansada de pedir desculpas às pessoas. Estou cansada de ser vista como alguém que faz tudo tão errado. Eu não quero tormar-me um ser amargo, mas acho que estou caminhando para isso, devido às críticas que recebo vinda de pessoas a quem dispenso as melhores intenções, as melhores palavras.
Trajeto difícil esse.
Tuesday, August 29, 2006
Monday, August 21, 2006
Da mudança
Partimos. Antes tarde do que nunca.
A princípio, o ato de deixar pra trás um lar que, ainda que cenário de tristezas, era nosso lar, pareceu-nos sofrido demais. Aquilo era nosso. E fora cenário também de alegrias e risos.
No entanto, passados quase trinta dias, sinto-me mais feliz do que supunha que pudesse me sentir. Temos mais força. E rimos muito mais.
De um mês pra trás eu era muita amargura. Agora sou planos. E até rejuvenesci.
































