Monday, December 25, 2006

fica tudo assim. de um jeito incrivelmente ruim. e são em momentos assim que eu me percebo existindo. eu enfiei na cabeça em algum momento do passado que a danielle é trsite. e quando assim estou eu lembro que eu sou eu. e que é difícil exsitir. fica parecendo que todas as coisas boas que permearam o caminho até aqui foram ilusões minhas, devaneios, faz-de-conta. o que é real é a tristeza. e não me refiro a melancolia. é tristeza mesmo. com choro que te faz convulsionar. que dá vontade de tomar calmante. por favor, me arranja um! e meu amor não está aqui. de um jeito ou de outro, ele me acalma, me faz rir e pá! durmo. hoje é de cara limpa e sem sua companhia. qual o drama? família. a família que eu amo e que me faz sofrer. eu estava me lembrando daquela música do radiohad 'high and dry' em que diz " you'd kill yourself for recognition(...)", e vejo que é isso mesmo. eu me mataria pra ter o reconhecimento das pessoas pelas quais me sacrifico. é uma onda infantil, reconheço. faz pensar em criança sorridente após receber um carimbo de "A-parabéns-que-lindo-estrelinha!" no caderno depois de ter feito a caligrafia com esmero. mas também sei que todo adulto é meio criança e nem tudo que é típico da infância é tão patético assim. eu acho que vou descrevendo as coisas que sinto da forma mais patética possível para fugir de julgamentos. vou comparando as situações da minha vida a situações banais pra ver se escapo da dor. mas dói muito. e mais. e corta. pai, você sempre foi meu paizinho, meu herói. porra, não me faça chorar assim. estou brava com meu pai. e tenho sérios problemas para admitir isso, pois ele está doente e eu tenho medo de perdê-lo. mas, pai... não me faça mais sofrer. já são dez pras três da manhã e eu não consigo dormir com o peso de um sofrimento.

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