Saturday, February 09, 2008

eu não sei de mim

hoje, de fato, eu voltei a trabalhar. já havia dado2 plantões, mas aula mesmo só hoje. de ontem pra cá, tenho me sentido estranha. ontem chorei muito por medo de voltar a trabalhar. medo de ouvir coisas que possam me deixar pra baixo. medo de perder o equilíbrio em que eu me encontrava. eu o perdi. ontem, enquanto escrevia sobre máquinas fotgráficas lomo e nouvelle vague só pensava no medo que sentia. não é tão tão forte a ponto de ser crise de pânico. porque eu não sinto náuseas ou tonturas. mas eu não arrisco nenhum diagnóstico, afinal 2 das minhas 4 leitoras são psicólogas... não quero falar bosta quando se trata de saúde mental.
eu não sei realmente o que ocorre comigo. já cheguei a pensar que estou na profissão errada, que essa angústia vem do fato de eu não me sentir feliz sendo professora. só que, no fim das contas, sentiria isso indo pra qualquer outro ofício que fosse. eu sinto muito medo antes de ir trabalhar.
depois penso que isso é frescura, e que pior mesmo é não ter emprego. e eu sei disso. não ter emprego é pior mesmo. só que isso não me tranqüiliza quando dá aquele bat-horário em que eu tenho que pôr a mochilinha nas costas e seguir rumo ao ponto de ônibus. a propósito, o liro me acompanhou até o ponto, e eu me segurava para não chorar. um drama.
ao chegar à escola, eu dei aula de boa, como sempre. e no ônibus, ao voltar pra casa, ficava agradecendo baixinho pelo dia ter acabado.
às vezes eu não acredito que eu sou assim. só queria saber se isso é preguiça do mundo, vagabundisse, frescura ou doença.
hoje não fumei nenhum cigarro. estou super com vontade. e com muita vontade de parar também.
voltando: eu não sou vagabunda. eu trabalho bastante e sempre fiz isso. eu acho que posso ser um pouco fresca. talvez. eu não sei. tenho cá minhas teorias: o ser humano não foi feito para trabalhar ou para subordinar-se a outro. eu sofro por ter que sair da minha casinha massa. meu pai não sofria desse jeito, não. super tranqüilão, ele me dizia assim: encare isso como sendo natural. e são dessas palavras que eu me lembro quando penso em me esconder embaixo da cama.

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