eu conto aqui uma coisinha ou outra que é para não me desvincular do hábito que tanto me faz bem. escrever aqui tornou-se uma das 2 diversões da minha vida. as fontes de diversão não abundam. culpo a fase pela qual passamos. não cabem reclamações, especialmente quando me vejo recém-saída de um abismo. a curitiba pouco divertida tornou-se um paraíso. é na curitiba fria que eu e ele encontramos nossos empregos, nosso apartamento amplo e bem localizado a um preço nem alto nem baixo, mas digamos... justo. no próximo janeiro faz 2 anos que me mudei para curitiba e posso dizer que nem em meus mais audaciosos planos as coisas dariam tão certo. sim, como você pode concluir, eu não sou muito ambiciosa. e embora eu saiba que essa palavra não possua uma conotação exatamente negativa, admito que essa é uma característica que me falta. isso sou eu, a danielle. mas eu sei sonhar bonito. e já vejo perspectivas boas, posto que outrora eu me via num uno vermelho 88 com 2 crianças no banco de trás. o pai delas? é fato que não estaria a meu lado. e que homem me suportaria? e que homem não enjoaria de mim? esse homem é o meu liro. eu não me vejo mais assim unbewithable. eu me vejo sempre feliz. eu vejo que mudei.
eu já fui mais idiossincrática, caras amigas.
ontem, eu e meu amor que anda por aí, montamos nosso pinheirinho de natal. e eu, que nunca fiz questão de celebrar as coisas, me peguei sendo feliz por ter uma casa decorada com motivos natalinos. logo eu, que não participei da viagem à ubatuba organizada pelos meus colegas de classe da oitava série! logo eu, que não tive festa de quinze anos! eu, que não participei da festa de formatura da faculdade! eu, que não casei! eu, que nunca festejo!
pois em 2008 terá natal. e isso me soa muito bem.
até o comunista do meu pai, que montava samambaias de natal por julgar essa mais apropriada que o pinheirinho, já se rendeu à vegetação imperialista. e não é de hoje. as coisas mudam bastante. e o que importa é manter a amargura longe, pelo bem do coração. pelo bem da nossa pele. tanto é que as coisas mudam que hoje comprei um batom vermelhão intenso. sabe como? tipo aqueles que estão super em alta? pois eu passarei meu natal com a boca vermelha e s-e-n-s-u-a-l! e logo eu, que nunca tive maquiagem!
eu sou uma mulher comum.

3 comments:
Não, Dani, você não é uma mulher comum!! Você é ótima e eu nunca tive inspiração pra comprar um batom vermelho.
Seja feliz, querida!
beijos
ai!, seu pai é mesmo fantástico! não sabia dessa das samambaias! ó, fia, se eu tivesse chegado antes da sua mãe... hj eu chamava vc de fia do mesmo jeito!!! o caminho não importa, né?
adorei o fds! quero tanto que daqui a dois meses chegue logo... vc nem sabe. não. acho que vc sabe. sabe sim!
saudade
eu acabei de descobrir que os cientistas estão certos: não há espaço para tudo na atenção. reli essa postagem e percebi que havia deixado passar coisas interessantes. o que nos chama num momento pode não nos chamr em outro, né?
então os comentários sobre a leitura de hj:
1) justo, justíssimo;
2) me lembrei de: dani, elle. vc entendeu o que eu disse no ponto de ônibus sobre como li teu nome na geladeira?)
3) tbém já achei que nenhum homem me aguentaria; na verdade, ainda cho, mesmo pq os resultados das experiências me levam a essa conclusão;
4) de novo: seu pai...
ah, usou o batom????
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