
ontem foi um dia programado para ser vivido em paz. mais um sinal de que programações na vida não passam de uma ilusão barata. todos os acontecimentos fortuitos ocorridos são fruto do acaso, do descuido, da distração. acontece que eu não estava descuidada, muitos menos distraída. o dia prometia tanta solidão - e isso sim se cumpriu - que eu inventei meios de limitar o estrago da ausência. mas o que programei deu errado, e eu fiquei arrasada. bobagens, coisa pouca, besteiras acabam com meu dia. meu coração é melindroso e se parte em pedaços por pouco, muito pouco. o pouco significa o mundo pra mim. e no fim das contas, voltei pra casa comendo um dos bolinhos sem guardanapo, sem nada, com óleo escorrendo pelos dedos. triste e faminta e puta da vida pela rua. guardo o outro bolinho pra ofertá-lo, mas já encontro a casa vazia. como, então, o outro bolinho.
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