Tenho sentido muita preguiça de escrever, de tomar banho, de passar creminhos à noite, de ir trabalhar. Preguiça da vidinha. Mas olha só, eu não acho que estou deprimida. Parece meio evidente, não? É que, na verdade, eu tenho um pouco de asco dessa coisa de depressão. Cansei do termo, enjoei, cansei, repito. Além de fazer uma resistência à depressão, eu acho de fato que não estou porque eu me acredito feliz. E triste, depois feliz, daí triste, e assim vai. Eu sou assim, e acho que você também. Eu só acho que experimento tudo, e a tristeza, a preguiça, a apatia estão aí. Não apenas em mim, como em toda parte também. A diferença é que agora eu encaro. Não me angustio a ponto de ir procurar terapia pra gastar uma grana que não tenho. Não me angustio a ponto de berrar clamando por ajuda. Eu pedi muita ajuda. Eu recebi muita ajuda. Perdi a coragem de me expor, pois temo muito que meus amigos tenham preguiça de mim, embora eu saiba que alguns têm, eu bem sei. Finjo não saber para eles, só que eu sempre soube. Você me considera encanada demais, mas quase nunca erro uma suposição. É, eu sou sagaz.
Tenho uma outra coisa para relatar: eu preciso de um pouco mais de sol me minha vida. Eu preciso dormir de camiseta e calcinha. Eu preciso andar descalça. Toda essa lista de querências configura-se impraticável em Curitiba. E já estamos em outubro. E já é primavera. E isso aqui é Brasil. Mas faz frio, e no frio eu fico sempre mais triste mesmo. Fico encolhida demais, daí tensiona minha nuca e toda aquela região que se situa "por ali". E com dor tudo fica mais chato, para dizer o mínimo. Chega, estou monomaníaca again! Parei. O frio é um papo de quem não tem o que falar, você pensa. Só que venha pra cá pra você ver se isso não é um tópico relevante, venha?
1 comment:
que vida injusta...tudo que eu queria era morar num lugar que ainda estivesse frio.... aki no sertão do centro-oeste está calor as 7h da matina...uma coisa super de mal gosto...
todo mundo dá preguiça às vezes... até a gente mesmo.
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