Wednesday, May 17, 2006

Antes de iniciar as reclamações a respeito desse 17 de maio, quero dizer que estou gostando de viver. Acordo cedo, como torradas com mel, cereais, e tomo um café. As horas têm sido serenas passadas ao lado dele; e o riso, esse que é bom, rejuvenesce e relaxa os músculos contraídos, sai fácil.
Tudo soa como num comercial de margarina, mas o fato é que é. Tenho sim, uma vidinha de comercial de margarina!
Mas existe, além das portas de casa, o mundo. O mundo cruel que precisa de mim para girar e do qual preciso para poder também seguir. Não há como fugir do mundo que há da porta pra lá. E é com pesar que constato que, infelizmente, não há como ausentar-me dele.
Hoje, na saída da aula dos pequenos, uma mãe de um aluno da 1ª série questionou-me a respeito de minha atuações profissionais prévias, bem como, e por conseguinte, de minha competência. O modo como as pessoas abordam as outras, desafiando-as com desdém, na certeza de que não vencerão seu desafio me aborrece. Para burro, como diria Daniela Moreira. Eu não sei nem conversar com pessoas assim. Não sou desse tipo de gente. Odeio constangir os outros, colocá-los diante de situações embaraçosas gargalhando por dentro.
Também não sou do tipo de gente que deixa os problemas referentes ao trabalho em seu local de trabalho após o expediente. Eu os levo comigo. Minha auto-estima declina, e a expressão chateada, triste até, substitui o sorriso de então.
Por isso não gosto do mundo. Existem boas coisas também, mas a meu ver, quase tudo lá fora é chato. Ruim. margarina sem sal. Margarina MESA.

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