Sunday, June 18, 2006

E nesse meio tempo muita coisa aconteceu. O sobrado que eu queria alugar já foi alugado por outrem, meu chefe me destratou - logo eu, que gostava tanto dele -, meu pai foi internado, fiz empréstimo no banco, surgiu a oportunidade de Curitiba e o Bussunda morreu.
Quando, na quarta-feira à noitinha, minha irmã me ligou avisando da internação do meu pai, eu pensei que fosse morrer. O fato é que não morri. O fato é que a gente agüenta as coisas que supomos jamais conseguirmos agüentar. E agora meu pai está melhor. E eu fiquei melhor também.
A possibilidade de morar em Curitiba me enche de receio, mas quero livrar-me do medo antes de saber se isso vai acontecer mesmo ou não. Porque eu sempre fico com o estômago doendo diante das possibilidades, e no fim das contas as possibilidades nunca passam disso... de projetos falidos.
Não compro uma maço de cigarro desde quarta-feira, mas também não quero me empolgar e me julgar ex-fumante porque taí outra coisa que se enquadra na categoria de projeto falido. Só que eu não quero mais ser uma pessoa que fuma. Não é bonito, nem glamouroso, nem cheiroso. Tenho a impressão de que ninguém mais fuma. Só sou eu a vítima do câncer. E eu não quero mais chamar atenção por essa razão. Sou chamariz de velhos que me abordam dizendo "filha, você já conheceu alguém com enfisema pulmonar?" Sem contar que minha bronquite atacou na semana passada e eu precisei de muita inalação para me recompor.
Às vezes me sinto sozinha.



Eu me magôo muito facilmente com as pessoas, apesar de achar que eu tenho bom senso para julgar uma mancada. Mas sempre ouço que sou uma melindrosa. Só que sempre escuto isso de gente que é conhecida mundialmente como grosseira.

Para terminar, ainda que não faça relação com o que escrevi - mas faz! - , é sempre melhor ficar em casa.

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