Monday, September 03, 2007

três do nove

Hoje eu completo vinte e sete anos de idade. Ganhei do meu marido uma gripe. Mas, não. Não. Apesar dos quase trinta e da gripe eu não estou amarga. Só estou aqui, estranha, estranhando o dia. É tão curioso dar-se conta de que a infância faz tanto tempo, e até mesmo a adolescência - parece que foi ontem - está cada vez mais para trás de mim, ficando pequenininha, igual a uma formiguinha. Deve ser assim de cima de um avião, não sei. Eu tenho vinte e sete anos e nunca andei de avião.
Estou mais velha e gripada, mas estou feliz e estou feliz porque nada me falta. Hoje é uma dia super comum, daqueles em que eu levanto às 6:45h, vou dar aula, depois volto, vou dar aula até à noite, e blá. A questão é que eu sempre sonhei em ter uma rotininha, uma vida equilibrada, um coração calmo. E eu venho me tornando aquilo que eu sempre quis ser. Na minha casa tem chazinho mate, de maracujá, verde, capim cidreira, erva doce. Na minha casa tem xícaras bonitas e tem ele. Porque sem ele eu não conseguiria, e eu sei que é perigoso pensar assim, mas eu só amo dessa maneira. (Eu acho que eu morreria pra nascer de novo, porque eu só sei ficar bem depois de uma morte em vida).
Eu só não queria ter medo do fim.

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