Friday, July 25, 2008

sobre o drummmond

"A mulher que ele mais amou, entretanto, foi a filha Maria Julieta (o outro filho, Carlos Otávio, nascido em 1927, viveu apenas meia hora), amiga e confidente, que morreu de câncer, em 1987. Carlos ficou desolado e pediu à sua cardiologista que lhe receitasse um "infarto fulminante". Não deu outra. Dias depois, a caminho do hospital, com edema agudo e falência cardíaca, pediu desculpas à médica: "Sou desastrado. Estou atrapalhando sua vida. Tanta coisa para fazer numa sexta-feira à noite." Morreu a 17 de agosto, numa clínica em Botafogo, de mãos dadas com a namorada, Lygia."
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fuçando sobre a vida alheia, lendo biografias de estadistas, escritores, poetas, comunicadores... constato que toda vida termina triste. eu não queria ver meus pais envelhecendo. eu não queria vê-los tomar tantos remédios para tudo.
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eu vou morrer exatamente como o drummond, me sentindo mal por incomodar a todos. "tanta vida aí e vocês me esperando morrer..." eu nunca mais me esquecerei disso. até morrer, pelo menos.
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se eu tiver um filho, eu pensarei mais em trocar fraldas e menos na vida que tá indo embora.

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