logo eu, que tanto falo, sinto-me mais inteligente quando me calo. hoje eu fugi. escapei. tudo para que eu pudesse permanecer em silêncio. sinto solidão ao querer conversar com alguém que nada me diz. e o contrário me causa o mesmo vazio. hoje, eu - a verborrágica - me mantive silenciosa enquanto pude. acho que apenas abri a boca no trabalho, uma vez que a coisa depende disso. hoje eu fugi de casa. porque minha casa tão aconchegante, tão cheia de tudo o que mais gosto no mundo, não me pareceu o melhor lugar para estar. eu não chorei. nem uma vezinha.
almocei num lugar furreco de doer no centro da cidade. e arrotando coca zero, com um aperto no peito, um nó garganta, uns 4 livros debaixo do braço e cansaço acumulado dos dias me a-r-r-a-s-t-e-i. estou exausta. quero cama e um dia novo. quero um transplante de coração.
2 comments:
Dani, doeu pacas ler isso.
Queria ler um romance escrito por ti. Isso me ocorreu quando estava lendo "O dia Mastroianni" do João Paulo Cuenca.
Sobre o excesso de palavras, acho que isso é comum a muitas mulheres e escrevi sobre isso no meu blog secreto, pro qual tens a chave...
Adoro-te.
Beijinhos,
pipa, eu adoro o joão paulo cuenca! adoro um monte!
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