Sunday, September 30, 2007

Juliette!

Juliette é uma menina faceira
Faz shows munida com suas joelheiras para se proteger em queda!

Cá entre nós, sou muito mais os coqueiros que os pinheiros

Queria saber o que fazer dos meus domingos. Eu vivo o clichê que é não saber o que fazer de seus domingos. Domingos curitibanos frios. Os domingos aqui são mais domingos do que em qualquer lugar em que já estive.

Eu já sou feliz, bem feliz. É que só depois eu me precebo sendo feliz.

Aqui entre nós: eu gosto de Curitiba. Só que sou muito mais o Rio de Janeiro. Muito mais. Eu sou brasileira alegre que se motiva com raios de sol. Eu acho bonito ver o mar e pessoas gargalhando. Eu acho lindo água de coco, biquini, palmeiras, coqueiros. Eu não ligo pra pizza de suor embaixo dos braços. Eu não gosto em mim, mas você pode ter; eu não ligo, não. Eu gosto do calor, eu gosto de dormir de cacinha e camiseta. Eu gosto de água. Eu gosto de picolé. Eu gosto das minhas lembranças de verão adolescente na praia.

A pirmavera chegou há uma semana, e não faz calor por nada. Ao menos já vejo ipês floridos. Flores sempre nos consolam.
Se eu conseguir irei à festinha grega com meu Liro e comerei galactoburico. Eu adoro pronunciar essa palavra, tentem: galactoburico.

Esses são os Hot Chips


Feios pra caralho.
Isso são hot chips...
Empestiada pela segunda vez no meu mês. Mês de setembro. O mais belo do ano. Costumava ser. Alguém viu a primavera por aí? Alguém viu meu sistema imunológico?
Sinto saudade das janelas abertas à noite. Sinto saudade de ver meus braços e minhas pernas. Desde muito tempo que eles se encontram cobertos por roupas e mais roupas...


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Comprei nossos ingressos para o Tim Festival. Só agora está caindo a ficha. Eu vou ver a Bjork. E os Killers. E os Artic Monkeys que se ferrem. Quem são os... esqueci o nome da quarta banda... Hot Chips?

Saturday, September 22, 2007

Friday, September 21, 2007

E não há nada mais gostoso que comer fast food, ganhar uma bolsa xadrez linda, namorar e cochilar no aconchego do lar. Pra mim, ser feliz é viver uma sequência de momentos assim.

Thursday, September 20, 2007

O corre-corre me cansa pra caramba. Se não cansasse também não se chamaria corre-corre. Mas foi um dia cheio de coisinhas delicadas aqui e ali.
De fato, meu namorido é um primor. Dá mancadas como qualquer ser humano verdadeiro, mas ainda assim... é um primor. A desavença da segunda-feira juntamente com seus choros, pingos de chuva, ressentimento e olhares desencontrados resultou em alguma coisa. Normalmente eu brigo com as pessoas, e são brigas vazias, do tipo que não acrescentam nada à vida. Mas as raras brigas com ele sempre nos leva para um caminho mais doce, até mesmo mais seguro. A intenção é sempre não brigar de novo pelo mesmo motivo. Talvez porque nesse namoro - casamento, né? - haja muitas outras coisas além da emoção de brigar. Eu já estive numa em que a única hora em que alguma emoção forte despertava era em momentos de fúria, de sensação de perda mais exatamente. O amor nem estava mais lá (mas a gente demora a perceber, o Leminski fala que sentir é muito lento).
Enfim, as delicadezas do dia, como eu ía dizendo... Ontem ele comprou-me flores. E dois cactos. Hoje pela manhã eu acordei, como de costume, sem forças para o dia, mas ao olhar para a mesa e ver o vasinho de flores sobre ela, me senti meio que feliz. Ou, pelo menos, o mais feliz que se pode esperar que alguém se sinta às 7 e 10 da manhã. Depois teve almoço musical, teve barra de chocolate, teve beijos. Parti pro corre-corre.
De ônibus, mais tarde, estou num cenário totalmente diferente. Desconhecido. Peguei um outro ônibus que fez um rolê diferente, portanto. E pela primeira vez eu me senti diferente por estar aqui. Diria, feliz. Tudo parecia ou estava bonito. Andar pelas ruas bonitas me fez achar minha vida mais legal do que eu supunha. A vida está legal.
Ele limpou o fogão, lavou as cuecas dele. Eu tô passada! Ele faz isso porque me ama muuuiiito.

Wednesday, September 12, 2007

texto preguiçoso

Às vezes eu fujo das minhas músicas favoritas, porque muita coisa de que gosto me faz mal. Não é que me faça mal.
Espera.
Há dias em que eu fujo das fotos mais bonitas também. E eu gostaria de discorrer sobre isso a fim de explicar a mim mesma essa minha mania de fugir de umas coisas e perseguir outras, mas não sou capaz. Não sou capaz, ou talvez eu esteja executando a fuga agora mesmo, dizendo que não sei.
Dizem que a gente sempre sabe da gente. Eu sempre soube de mim. Eu sei de mim. Também fujo de mim. Eu tenho preguiça de mim.

Tuesday, September 11, 2007

Ao Cauê


Rir das sua mágicas e do abracadabra que sai abacadagaba. Ser feliz é isso. Você é lindo. E eu te amo muito, sem medida, sem igual.

Wednesday, September 05, 2007

Monday, September 03, 2007

três do nove

Hoje eu completo vinte e sete anos de idade. Ganhei do meu marido uma gripe. Mas, não. Não. Apesar dos quase trinta e da gripe eu não estou amarga. Só estou aqui, estranha, estranhando o dia. É tão curioso dar-se conta de que a infância faz tanto tempo, e até mesmo a adolescência - parece que foi ontem - está cada vez mais para trás de mim, ficando pequenininha, igual a uma formiguinha. Deve ser assim de cima de um avião, não sei. Eu tenho vinte e sete anos e nunca andei de avião.
Estou mais velha e gripada, mas estou feliz e estou feliz porque nada me falta. Hoje é uma dia super comum, daqueles em que eu levanto às 6:45h, vou dar aula, depois volto, vou dar aula até à noite, e blá. A questão é que eu sempre sonhei em ter uma rotininha, uma vida equilibrada, um coração calmo. E eu venho me tornando aquilo que eu sempre quis ser. Na minha casa tem chazinho mate, de maracujá, verde, capim cidreira, erva doce. Na minha casa tem xícaras bonitas e tem ele. Porque sem ele eu não conseguiria, e eu sei que é perigoso pensar assim, mas eu só amo dessa maneira. (Eu acho que eu morreria pra nascer de novo, porque eu só sei ficar bem depois de uma morte em vida).
Eu só não queria ter medo do fim.

Saturday, September 01, 2007


Só pra contar que dia desses foi o dia mundial de luta contra o fumo, e ouvi vários comentários chatos de gente dizendo: "faz uma forcinha para não fumar, só hoje hein?".
Claro que não fiz forcinha nenhuma.

ritmo de festa

Eu quero celebrar nosso encontro e encher a casa com bexigas coloridas. Quero trocar aquele lustre rococó por um laranja ou roxo, ou verdão. Você escolhe a cor. Talvez eu discorde e a gente compre outro, ou não compre e celebre nossa vida sob o lustre rococó mesmo. Mas o fato é que quero que tenhamos um cenário, além de um fundo musical. Quero festejar a vida ao seu lado.
Eu ando podre de cansada, mas ao seu lado eu posso parecer cansada, eu posso parar de falar, eu posso adormecer no meio do filme.
A minha ínfima popularidade sempre se deu por decorrência do meu ânimo, da minha síndrome de up; mas ao seu lado eu sou também desanimada e você não vai embora a procura de alguém mais legal.
Eu quero fazer uma festa pra gente.

Friday, August 31, 2007


Eu estava tentando postar um vídeo da Cat Power, minha nova obsessão, mas achei que estava demorando muito. Desencanei, enfim.

Thursday, August 02, 2007

elocubrando

Raspando o esmalte da unha eu me dou conta de que isso não é o mais sensato. Agora deve ser quase meia-noite e cadê disposição para pegar o tubinho de acetona pra tirar o esmalte todo decentemente? Enfim, já foi. Tudo parecr demandar esforço demais e essa frase - que frase comprida... - está exigindo muito de mim.
Estranhamente, o dia não foi cansativo. (Mas que merda! Parei para tirar meu esmalte novamente!) Os minutos deslizaram, só não escorregaram por entre meus dedos porque meu céu da boca está seriamente inflamado, o que torna meus minutos mais demorados do que os minutos de uma pessoa que não sente dor no céu da boca. Quando escrevo sentenças longas demais, temo que elas fiquem nonsense. Ficou clara a idéia?
Consegui. Falei sobre nada. Não falei em tristeza (mas falei de dor).
Deu tanto trabalho voltar pra cá! Eu havia me esquecido do caminho, do atalho, da esquina em que eu tinha que virar... Mas me achei novamente aqui. Ufa!

Saturday, February 24, 2007

girls don't cry



O fato é que preciso de uma vida minha. Eu já havia dito que eu e a Nair Belo precisávamos de uma vida de verdade e no entanto a coitada está lá em coma AINDA! e estou sem casinha pra chamar de minha AINDA! Ó senhor, tenha piedade de nós!

Está tocando "Boys don't cry" na www.accuradio.com ! Que saudade que eu estava de escrever com um sonzinho bom de fundo. Saudade do meu universozinho particular que me entretem e me faz feliz, mesmo no olho do furacão.

i'll try to laugh about it hiding the tears in my eyes...

Então, girl, don't cry... que a vida é complicada mesmo.

Friday, February 23, 2007

sem rumo

É, estou vivendo intensamente minmhas alegrias e infortúnios. Tenho fumado bastante e o ar me falta. Pensei que não voltaria a fumar, mas enfim... estou asmática. Dizem que o asmático tem excesso de ar nos pulmões e não falta dele. Que irônico não? Ataque de asma é algo perverso, pois.
Eu não quero falar da vida, dizer que ela está boa, ou ruim, ou mais ou menos. Quero teclar sem rumo, sem tópico, sem idéias prontas na cabeça. Quero escrever, escrever... Estava com saudade do hábito que faz de mim alguém menos inútil e menos solitária.