a suzana alves, mais conhecida como tiazinha, está fazendo mestrado sobre teatro na USP. pois é. cada pessoa só tem como essência imutável aquilo que já viveu. e acho legal ela se sentir livre para não ser mais a menina do chicote.
Wednesday, November 19, 2008
Sunday, November 16, 2008
Saturday, November 15, 2008
Thursday, November 13, 2008
eles vêm!

ontem, asistindo à mtv, o leo madeira me deu uma notícia há muito esperada, já que sou fã de radiohead. a tal notícia é que a banda já confirmou shows na américa latina, e isso inclui o brasil no roteiro. eu não sei se me animo em demasia, ou se me entristeço por já prever os gastos astronômicos que a ida ao show implicaria.
mas se eu não for a vida não faria sentido. não faria, não. eu preciso economizar desde já.
Wednesday, November 12, 2008
Sunday, November 09, 2008
Friday, November 07, 2008

ontem foi um dia programado para ser vivido em paz. mais um sinal de que programações na vida não passam de uma ilusão barata. todos os acontecimentos fortuitos ocorridos são fruto do acaso, do descuido, da distração. acontece que eu não estava descuidada, muitos menos distraída. o dia prometia tanta solidão - e isso sim se cumpriu - que eu inventei meios de limitar o estrago da ausência. mas o que programei deu errado, e eu fiquei arrasada. bobagens, coisa pouca, besteiras acabam com meu dia. meu coração é melindroso e se parte em pedaços por pouco, muito pouco. o pouco significa o mundo pra mim. e no fim das contas, voltei pra casa comendo um dos bolinhos sem guardanapo, sem nada, com óleo escorrendo pelos dedos. triste e faminta e puta da vida pela rua. guardo o outro bolinho pra ofertá-lo, mas já encontro a casa vazia. como, então, o outro bolinho.
Thursday, November 06, 2008
pelo menos tem bolinho
tudo bem. só chove e há muito trabalho pela frente, mas hoje à noite tem feirinha e eu, muito gulosa, comprarei bolinhos de bacalhau, um pra mim e um pra ele. tudo em minha vida é assim: pra mim e pra ele. o amor me faz sempre melhor. estranhamente, quando não me preocupo em tentar ser melhor, melhor eu sou. vou manter a placidez, ouvir a lumen fm no caminho e tentar não prever o futuro, já que eu, que não sou a mãe dinah, jamais acerto as previsões.Tuesday, October 21, 2008
tão assada

triste e desanimada. cantarolo aqui sozinha eu perco o chão, eu não acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala..., mas logo me vem à lembrança minha sobrinha má cantando essa música quando pequenininha, ainda nas fraldas: eu ando tão tiiiiste, eu ando tão assada... acho que a pobrezinha vivia assada de fato, e era mais engraçado notar que ela fechava os olhinhos pra cantar justamente essa parte. isso aos 2, 3 anos. essa lembrança me veio e eu me distraí da tristeza por um tempo pouquinho. eu só não quero essa sensação em mim. ou tudo bem, que ela me invada. só peço que não fique por muito tempo, não a semana inteira. fique o tempo que for, não fique enrolando demais, porque eu não consigo mais sentir desânimo sem pensar que estou perdendo meu tempo. e essa sensação me faz sentir algo terrível: arrependimento, remorso. pela vida que vai, e eu imbecil, triste e distraída, não vi. como a carolina de chico. essa música poderia bem falar de mim. os seus olhos fundos. os seus olhos tristes. guardam tanta dor. a dor que já não existe.
se ao menos o inverno não se estendesse primavera adentro!
yearbook
19601972
quem quiser se imaginar num yearbook ao longo de 50 anos é só acessar http://www.yearbookyourself.com/
eu acho que não aprendi a usá-lo devidamente ainda, mas já pude me divertir um pouco.

Lonesome Town
.
There's a place where lovers go
There's a place where lovers go
To cry their troubles away
And they call it Lonesome Town
Where the broken hearts stay
.
You can buy a dream or two,
To last you all through the years
And the only price you pay
Is a heart full of tears
.
Goin' down to lonesome town,
Where the broken hearts stay,
Goin' down to lonesome town
To cry my troubles away.
.
In the town of broken dreams,
The streets are filled with regret,
Maybe down in lonesome town,
I can learn to forget.
Maybe down in lonesome town,
I can learn to forget.
tenho ouvido bastante a trilha de pulp fiction.
Saturday, October 18, 2008
Friday, October 17, 2008
MGMT
curitiba foi cortada dessa edição do tim festival. a princípio fiquei bem aborricida, mas agora vejo que não há porque fazer drama em cima disso. explico: uma das atrações principais é o rapper kanye west. eu jamais iria asistir a um show de rap e ponto final. as outras atrações não me empolgam também, não. quer dizer, MGMT é uma banda maravilhosa - estava ouvindo agora sem parar enquanto faxinava minha casa - , mas seria a única. nem se houvesse o festival aqui eu não iria. outra coisa é que estou sem grana também. então é isso. deixa pra lá, não queria mesmo...
mas quando eu ouço essa música me dá um fogo no rabo...
mas quando eu ouço essa música me dá um fogo no rabo...
I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life.
Let's make some music, make some money, find some models for wives.
I'll move to Paris, shoot some heroin, and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.
This is our decision, to live fast and die young.
We've got the vision, now let's have some fun.
Yeah, it's overwhelming, but what else can we do.
Get jobs in offices, and wake up for the morning commute.
Forget about our mothers and our friends
We're fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend
I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home
Yeah, I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.
There's really nothing, nothing we can do
Love must be forgotten, life can always start up anew.
The models will have children, we'll get a divorce
We'll find some more models, everything must run it's course.
We'll choke on our vomit and that will be the end
We were fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
não seria essa a vida um rolling stone?
tá certo que eles estão com quase 70 anos, mas é porque eles fizeram pacto com o diabo. entenderam?
lemas das nações
do brasil: Ordem e Progresso
da frança: Liberté, Égalité, Fraternité
dos estados unidos: In God We Trust
da alemanha: Einigkeit und Recht und Freiheit - União e Justiça e Liberdade
da argentina: En Unión y Libertad - Em união e liberdade
da suíça: Unus pro omnibus, omnes pro uno - Um por todos, todos por um
a julgar pelos lemas das nações mencionadas, eu escolheria morar na suíça. lá só deve ter camaradinha, brodinho: um por todos, todos por um! amistoso e ingênuo. forte talvez. frança também é legal, visto que seu lema influenciou tantas outras nações a buscar liberdade, igualdade e fraternidade. alemanha e argentina possuem lemas equivalentes, e constituídos de belos dizeres. liberdade, união e justiça fazem os olhos de uma cidadã de bem como eu brilharem. eu bem moraria lá.
agora falemos sobre o lema americano: in god we trust! dá um pouco de vergonha alheia, de vontade de rir. eu não confio em deus, mas vá lá... eu moraria lá tendo o país como penúltima opção. agora, por último, falarei sobre o lema do meu brasil. que coisa mais militar, mais agressiva e contra a liberdade: ordem e progresso. é para intimidar e oprimir. deveriam mudar esse lema, que para mim, é uma coisa horrorosa. é o mais distante possível do que eu consideraria ideal. eu fico pensando num novo lema pro brasil. até o do superman seria melhor: pro alto e avante! bem que a nossa pátria mãe tão distraída merecia um lema mais romântico, revolucionário e inspirador.
Thursday, October 16, 2008
1986

minha vida social foi impulsionada logo que minha mãe me matriculou no colégio sagrado coração de jesus em 1986. até então eu costumava brincar sozinha, por vezes desenhando pessoinhas com roupas bonitas, por outras brincando na construção da nossa futura casa. a partir do momento que passei a frequentar a escola conheci muitas outras crianças. essas muitas outras crianças não eram super legais, não. eu andava com uma menina gordinha que se chamava juliana, e a juliana era uma menina do canto, tipo eu. havia as outras meninas, e essas outras eram ricas e famosas desde a infância. uma delas era uma vaquinha de nome marcinha. a marcinha era loirinha e de olhos verdes, e para piorar, o leandro gostava dela. e eu gostava do leandro. o leandro nunca soube do meu apreço por ele, pois lá no prezinho eu entendi o que poderia ser amor não correspondido. rejeição.
o leandro era um coxinha, criado a leite com pera. tinha o cabelinho lambido pro lado e usava a camiseta do uniforme por dentro da bermudinha. mas ele era brilhante, e isso me atraía nele. a única vez que ficamos próximos foi na nossa formatura. eu havia sido previamente escolhida como a menina que melhor lia na sala. o leandro foi o menino escolhido. e então, lá na frente da galera, dos pais da galera, nós lemos qualquer coisa a respeito de ensino-aprendizagem e de jesuis. eu tenho uma foto disso. enfim, eu nem ía falar sobre o leandro e a marcinha. iria discorrer a respeito do fato de que eu sempre me identifico com pessoas que não têm a auto-estima muito elevada (tipo a juliana). tem de haver aí um equilíbrio, porque gente que se auto-flagela também é muito chato. eu sempre fui assim, mas estou tentando melhorar. na 6ª série minha grande amiga patrícia virou a cara pra mim porque ela disse que eu era tão complexada que ficava chatíssima. sofri muito, mas dá pra entender perfeitamente a patrícia. só que eu também não suporto quem se acha muito gostosa e atraente. quem se acha muito inteligente e culta e perspicaz. tem que haver alguma fragilidade para que eu entenda o outro como um ser humano sem frescura. para que eu me apaixone. diz pra mim que você tem um irmão meio zarolho, problema na família, ou pereba e eu vou acreditar na pessoa que você diz ser, que você mostra. eu não posso me explicar, eu só gosto mesmo de gente assim. por isso eu nunca seria amiga da marcinha! jamais!
preciso de receita de bolo de chocolate
Wednesday, October 15, 2008
isso é nostalgia
penso cá comigo sobre como seria bom pro meu coração um tempinho, curto que fosse, na praia. um tempinho de relembrar sensações que tive ao longo da infância e adolescência nos meses mais quentes do ano. nos meses mais quentes e mais felizes. em casa funcionava assim: meu pai guardava grana o ano todo, para que em dezembro fôssemos à praia e por lá ficássemos durante o período de 1 mês. nunca era ruim. era como se tivéssemos por obrigação sermos felizes, afinal a praia era o nosso investimento. era o dinheiro suado do meu pai. e nós todas valorizávamos isso.
ser feliz na praia, pra gente, não demandava esforço algum. vivíamos felizes. dias de luz, festa do sol... lembro de um dia ter tomado uns 6 sorvetes de kiwi. a galera da kibon não parecia ser muito atenta! lembro do vô oscar correndo na praia com a gabi segurando um catavento. e meu pai: catavento lembra o fleury! aquele ladrão! sinto falta das viagens à praia porque elas proviam minha vida de sentido. eu gravava fitinhas k7 com sons que pudessem agradar a toda a família. esses sons eram beatles e toda a mpb: vinícius e toquinho - os preferidos dos meus pais - , chico, elis, tom jobim. não, nem tudo agradava a todos. apenas a mim e meus pais. a gabi reclamava do sotaque forçado da elis. forçado porque ela é gaúcha, né? mas pagava de carioca arrastando os esses, quando olhasssssste bem nos olhossss meussss. trabalhar o ano todo é chato? é, mas com essa grana nós vamos à praia! hoje está frio, fastidioso? daqui a numseiquantotempo estaremos na praia. a viagem era a recompensa, e sobre ela eu fazia filminhos na cabeça o ano todo, deitada na minha cama - a cama de cima do beliche - antes de dormir.
eu ando bem feliz; pensando em coisas boas, tomando sopas, passeando a pé pela cidade bonita em que resido e sempre de mãos dadas com o grande amor da minha vida.
mas nós dois nunca estivemos na praia juntos...
Tuesday, October 14, 2008
do bosque alemão
amanhã eu não trabalho, porque é dia dos professores e as chefa resolveram ser legais e nos poupar. nem sei o que faço dessa quarta-feira livre. que desfrute um dia livre assim, do nada, no meio da semana, para vagabundear!
eu queria fazer um picnic no bosque do alemão, que é cheio de coisas interessantes, tais como o Oratório Bach, uma sala para concertos musicais; a Torre dos Filósofos, com um mirante; a trilha João e Maria - uma graça (!), vai nos contando a historinha ao longo da trilha por meio de azulejos; a Casa Encantada, com uma biblioteca infantil; a Praça da Cultura Germânica; além do bosque de mata nativa e nascentes de água doce.
bom, esse é o plano A, mas há a necesidade de um plano B. até há pouco o tempo estava aberto, seco. agora já chove a cântaros... o plano B talvez seja ficar em casa assistindo a episódios de lost, ou algo similar. tv, cobertor, guloseimas...
feliz dia dos profesores, pra quem é professora como eu e fernandinha.
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