Sunday, March 22, 2009

pausa

sou uma pançudinha que carrega o mundo em suas costas. tudo assim, de uma vez, pesa demais. eu lembro que o drummond dizia que a vida necessitava de pausas, mas eu não posso pausar. eu vou seguindo em frente, com medo de não dar conta, me arrastando, mas vou indo. o fato de eu estar indo deve significar boa coisa.

Tuesday, March 17, 2009

do domingo no parque



há sombra suficiente para abrigá-los. eu mesma estou aqui sob a sombra. Daqui assisto à passagem de som da banda, mais meu liro. trata-se do projeto música nos parques. cá estamos nós num dos inúmeros parques existentes na cidade. em marília, desfrutar de momentos de lazer em parques é coisa de pobre. aqui é coisa de toda a gente. porque rico tem cara. e pelas caras vou vendo que diversos holleriths andam por aqui.
preciso aproveitar: é domingo. estou bem aqui nessa sombra desse parque enquanto meu marido trabalha. a garota que canta é daquelas tipo abringabô. daquelas que cantam palavras formadas só por vogais. daquelas de lenço na cabeça e saião hippie. daquelas que cantam mpb. eu já fui mais fã de música popular brasileira. é que eu gosto do que já foi criado. sinto preguiça da cópia da cópia. preguiça das apirantes a elis regina. é isso: a mina lá no palco pensa que é elis regina.
uma música da banda fala de mutu, que é um galináceo. obrigada pela explicação. o som deles é uma mistura de samba, baião, maracatu, rock e jazz. isso tudo segundo a elis cover. foi o que acabei de ouvir.
há alguns minutos, pensei: o que estou fazendo aqui? o liro está lá no palco, compenetrado, e eu aqui, longe dele. longe e ouvindo um som que não me faz feliz. vim porque ele pediu. quase que não vim. pensei ser melhor ficar preparando aulas em casa. quando eu estou marcando em casa, ou melhor, prestes a ficar marcando, ponho-me a preparar aulas. chatice, né? pena que é assim que tem que ser. meu nome do meio é trabalho. o primeiro é angústia. o último é preguiça. olá, meu nome é angústia trabalho preguiça. mas ele me chama de liro. ok, vai... estou bem aqui.
penso em um monte de coisas. exemplos: quero aprender a tricotar. bom seria confeccionar cachecóis e suéteres. eu quero um cachecol preto. e outro vermelho. quero também não demorar para ter filhos. há crianças lindas ao meu redor brincando no parque. há uma loirinha e uma ruivinha. lindas as duas. hoje também é aniversário do cauê. o filhinho da minha irmã mais velha. aquele que eu queria pra mim.
paciência com a vida. é necessário ter. serei mãe pelo resto da minha vida a partir do momento em que o teste der positivo. o meu último nome é preguiça. eu tenho desejo e preguiça de ser mãe. só que em algum momento o desejo vencerá minha preguiça. é que, daqui, já me vejo mãe incansável. cansa só de imaginar.
ºcoisas escritas em 15 de março último. após tudo isso, cheguei em casa com muita enxaqueca e vomitei.

Wednesday, March 11, 2009

rapadura é doce,

mas não é mole, não.
logo eu, que tanto falo, sinto-me mais inteligente quando me calo. hoje eu fugi. escapei. tudo para que eu pudesse permanecer em silêncio. sinto solidão ao querer conversar com alguém que nada me diz. e o contrário me causa o mesmo vazio. hoje, eu - a verborrágica - me mantive silenciosa enquanto pude. acho que apenas abri a boca no trabalho, uma vez que a coisa depende disso. hoje eu fugi de casa. porque minha casa tão aconchegante, tão cheia de tudo o que mais gosto no mundo, não me pareceu o melhor lugar para estar. eu não chorei. nem uma vezinha.

almocei num lugar furreco de doer no centro da cidade. e arrotando coca zero, com um aperto no peito, um nó garganta, uns 4 livros debaixo do braço e cansaço acumulado dos dias me a-r-r-a-s-t-e-i. estou exausta. quero cama e um dia novo. quero um transplante de coração.

Tuesday, March 10, 2009

cada um com seus pobrema

da solidão. é dela que falo. porque do amor - e da companhia e aconchego que ele traz - eu aprendi recentemente. honestamente, sinto-me tola, tolinha ao falar sobre a alegria que é amar alguém que, oh! que coincidência!, me ama também. falar a respeito disso pode, até mesmo, pegar mal pra você. neguinho infeliz acaba se ofendendo por você mencionar a palavra felicidade. é também verdade que demonstrar o quão infeliz você é acaba lhe afastando de outros seres humanos. o lema é cada um com seus pobrema. que interessante! eu queria que o meu blog se chamasse cada um com seus pobrema. porque foi muito por conta desse mantra que recorri ao blogspot.com. é uma das maneiras que encontrei de dar conta de mim mesma. é uma forma de eu enfrentar a solidão. é dela que falo.
mas não falarei. não quero. tá esquisito, mas eu agüento. aguento. sem trema. eu aguento tudo.

Sunday, March 08, 2009

da série: recordar é viver

o email de catia fez com que eu me lembrasse de episódios envolvendo as meninas do apartamento 12. recordar é viver!
lembro-me de quando a catia ganhou um bombom do valdir - o proprietário do nosso apartamento. e lembro também de quando esse mesmo valdir-don-juan chamou minha mãe de gatannn. gente, pra quem não sabe, o valdir, hoje, é um homem divorciado.
e a nossa amada érika christina? ela dizia que a catia era uma pessoa pacienciosa. paciente + atenciosa. seria essa a lógica? outra pérola: "catia, faz psicologia comigo?" e quando a érika comeu folha de coca e amanheceu com pereba? e quando ela passou creme antiidade da mãe dela e ficou com a cara toda queimada? e ela, que não usava a aliança de compromisso, mas, um dia antes da chegada do namorado, tomava sol com o anelzinho para que ficasse uma marquinha, atestando que ela era moça fiel?
e a pica do fausto???
cambOriu!!!
e quando eu, érika e do-do-do-do-marco fomos desovados na estrada pela bela serena voltando de camburi?
eu sinto muita falta daquela casa cheia de cartazes, estrelas, luas, e meninas. eu me lembro de muitas situações, mas deixo para relembrá-las num papo ao vivo com as garotas do 12. a fernandinha poderia não gostar que eu publicasse certas coisas a seu respeito! porque a fernandinha, pessoal, é a menina mais engraçada do brasil, e me dá até moleza nas mãos de relembrar minha vida ao lado dela*. não sei se hoje minhas gargalhadas soam tão altas e descontroladas como naquela época... a catia e a ju, companheiras de quarto em fases diferentes, sabiam tudo de mim. eu, às vezes, não sabia se sabia tudo sobre elas também. acho bonito quem se guarda um pouco e se mostra aos poucos. não eu. catia e ju, sim. fui saber da catia 1 mês depois que havia terminado com o ex bonitão. e muito tempo depois fui ter dela a confirmação do novo amor. a ju também tem esse lado reservado que me fazia sofrer por não conhecê-lo. sentia-me excluída da vida dela, que eu tanto gostava. e gosto. amo. acho que a conheço bem, ainda que ela não saiba. elas foram minhas amigas. elas são minhas amigas. a gente deixa de ser amiga porque não se vê? se elas precisam eu não estou lá e vive-versa, mas... a palavra amiga me remete aos rostos delas. alguns outros poucos rostos me trazem uma familiaridade que nem em família reconheço.
tudo no 12 foi muito bom, ou muito ruim. nada era mediano. nada foi pouco. era muita menina crescendo no mesmo ambiente. tinha aquela que enfrentava, aquela que se entupia de frontal, a que não queria voltar, a que queria trancar a faculdade. mas todas nós conseguimos passar por tudo. e até nos odiamos um pouquinho, só que daqui, eu só vejo amor demais.
no último ano, confesso, não via a hora de que tudo acabasse. mas hoje eu sinto falta de vocês todas. da minha formatura até os dias de hoje.
e recordar é viver, de fato. tô sentindo até o cheirinho de vocês. e fer, você nem peidava fedido...
* minhas mãos ficam moles quando eu rio muito.

Wednesday, March 04, 2009

meio desligada

atravessar a vida desse jeito, meio desatenta, é a melhor coisa a ser feita. às vezes.

Monday, March 02, 2009

de ser normal/ nossa senhora da pequena morte


dia desses eu assisti aos normais. assisti naquela, porque eu não prestei tanta atenção assim, já que estava preparando aulas ao mesmo tempo. bom, eu gosto muito da fernanda torres, sabe? acho a fernanda uma atriz talentosa, dessas que fazem rir e chorar - além de achar que seríamos grandes amigas. talvez eu seja pretenciosa por achar que ela pudesse gostar de mim. mas então, eu comecei a falar sobre isso pra dizer que eu achei muito engraçado a vani dizer pro rui, "ai, tô com uma agonia, uma vontade de morrer! vamos fazer alguma coisa?". é que eu já sou essa pessoa que se diz agoniada, com vontade de morrer. eu sinto isso várias vezes. não criemos pânico, porque dá vontade de morrer só um pouquinho. lá no fundo, nem é vontade de morte. é vontade de ser feliz. e essa mania de querer ser feliz é um erro. eu acho. ficamos o tempo todo achando que se não estamos felizes, é porque estamos vivendo do jeito errado. uma nóia. então, eu fico arrasada quando eu digo coisas fúnebres. eu queria encher a casa de alegria e não encanar os outros. mas aí é que tá: é normal. não sei se é normal pra você, mas é normal pra mim. ontem mesmo eu desejei a morte pelo simples motivo de o meu celular estar indo pras cucuia. como o aparelho apresentasse problemas eu me pus a enumerar todas as pequenas coisas que não funcionam direito em minha vida, e claaaaro: quis a morte. é o meu jeito méxico de ser, mas estou trabalhando para ser mais contida. um pouco mais européia. e com uma pitada de alegria: uma brasileira.

a vani me faz sentir que eu sou normal. e vocês? quem é normal levanta a mão!
hoje o futuro começa. o liro na faculdade de música. eu cheia de aulas. menos tempo pro amor. pensei em morrer; só que essa era a nossa vida dos sonhos. resta a nós vivê-la.

Sunday, March 01, 2009

tem seguro?



eu tenho constantes variações de humor. detesto fazer parte do grupo de pessoas que são difíceis de se relacionar, mas... o que é que se pode fazer? muito. eu sei que há muito a ser feito a respeito disso, o que me anima. eu não curto esse papo gabriela de, "eu nasci assim, eu cresci assim, gabrie-e-elaaaa...". eu acho que mudar, muitas vezes, é um ato de amor. talvez seja um ato motivado pela ânsia de ter mais amor. é, acho que é isso. eu piro de medo de que as pessoas deixem de gostar de mim. sempre fui assim. sabe essa coisa de falar o que vier à cabeça sem se importar com o que pensarão de você? então, o oposto disso. posso até falar o que me vier à cabeça, mas depois não durmo. depois eu frito. a opinião das pessoas de que gosto a meu respeito sempre me interessou muito. muito mais do que deveria realmente importar.
eu quero calma. e um pouco de segurança. vou por meu amor no seguro e já volto. que nem as pernas da cláudia raia.

Friday, February 27, 2009

todo dia ela faz tudo sempre igual

dar-me-ei o direito de usar uma mesóclise e, também, de reclamar. desceu pra mim hoje, então eu tenho o direito de ser rabujenta. toda mulher usa a menstruação como desculpa pras gorsserias que cometem por aí, então, por que eu não a usaria como desculpa para reclamar um pouquinho que seja? here i go. a questão é que a vida se repete todos os dias. eu experimento as mesmas variações de humor, pego os mesmos ônibus, convivo com aquele mesmo povo enjoado, e tomo chuva. tudo isso quase que diariamente. sim, essa é a vida. essa é a rotina. a rotina é massacrante às vezes. em outras vezes eu agrdeço por ter uma rotininha. vai entender. vai me entender. hoje eu estou com preguiça de fazer as mesmas coisas. hoje eu queria ter nascido de um ventre de mulher rica só para não precisar trabalhar e perder a minha juventude no mesmo lugar. gostaria de beber cerveja com amigos, ou melhor: vodka. melhor ainda: vodka com àgua tônica. ah, eu queria beber vodka lá na rússia. lá na tundra. mas... eu vou fazer almoço e pegar aqueles 2 mesmos ônibus para dar aulas àquelas mesmas pessoas, e, assim, a rotina segue.

Thursday, February 26, 2009

dos males




eu costumo me angustiar, e, muitas vezes, eu nem sei a origem do mal-estar. depois de um tempinho eu me dou conta de que isso acontece sempre que eu estou lá na escola trabalhando. normalmente não são meus alunos que me causam sentimentos ruins. vez ou outra sou premiada com algum aluno mala, mas isso não é algo comum - que fique claro. agora, olha só: algumas das pessoas com quem eu trabalho me angustiam pra diabo. e olha que elas nem precisam me dizer nada de desagradável para que eu desgoste do nosso papo. eu desgosto das caras, das vozes, desse sotaque feio. ai, esse sotaque me mata!


a vida, porém, é boa. há a minha casa pra voltar. há meu amor lá dentro. há minhas revistas tpm - brigadão de novo, júlia! - , os ingredientes pro cappuccino gelado, amendocrem, um pc véio, fotografias, tv a cabo. tem também os alunos particulares. ter alunos particulares implica não ter colegas de trabalho e, ainda por cima, eles pagam um valor mais alto pela hora/aula. não vou reclamar, não, vá!


ah, mas tem um pobrema. e ter pobrema é pior que ter problema. eu peguei uma gripona. tô até que bem. acredito muita na força do vick - primeiros sintomas. gente, esse remédio é poderoso, eu recomendo. se você tá com aquela-gripe-ainda-no-comecinho, ele impede que ela venha e te derrube. e, no caso de seu cônjuge estar com gripe, use também, pois assim você não pega. bom, recado dado, eu vou nessa. tchau-tchau.




Wednesday, February 25, 2009

copos de cappuccino gelado




feliz porque descobri um ônibus que me leva até o xaxim em 14 minutos. até hoje eu pegava 3 ônibus e levava aproximadamente quarenta e cinco minutos para fazer o mesmo trajeto. fazer o quê? muitas coisas eu preciso aprender com a vida porque ninguém aparece para me ensinar. até que 1 mês é um tempo razoável para se fazer descobertas acerca de transporte público. até que pegando o ônibus certo curitiba parece-me pequena.

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louca há dias por um cappuccino gelado.

pois hoje eu tomei cappuccino gelado assistindo that 70's show!

pequenos prazeres da vida!

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Tuesday, February 24, 2009

terça de carnaval


como amanhecera ensolarado, pus-me a fazer planos. programas que incluíssem caminhada com druh e uma passadinha naquela padaria maravilhosa recheada de lanchinhos com pão ciabatta e brownies com gotas gordas de chocolate. esse era um dos planos. os outros ficariam por conta da cabecinha dele. enfim, o tempo virou e eu acho que o negócio será aproveitar esse último dia de carnaval no maravilhoso mundo encantado da minha casa. porque a vida dentro de casa com delivery é também boa demais.

moral da história: não dá pra se planejar em curitiba, pois o tempo muda como o falcão do rappa muda de namorada.

nota: eu não gosto de rappa. preguiça deles.

Monday, February 23, 2009

agradecida!




obrigada, my noble friend, natali!

pra ouvir "de onde vem a calma"

houve um tempo em que eu saía à noite e ouvia have you ever seen the rain? ou qualquer canção do capital inicial. ontem, porém, ouvi jazz. jazz com uma batata gigantesca recheada com mussarela de búfala e tomate seco. e tudo isso mais o meu encanto. meu encanto por ele. o encantamento não passa. o que é genuinamente bom em minha vida tem durado. e eu, se não for pedir muito, gostaria que o encantamento por ele não passase enquanto eu não tiver terminado de passar pela vida. uma porque eu adoro sua companhia. outra porque desapaixonar faz sofrer e encontrar outro amor não é tão fácil quanto encontrar um livro ali na livraria da esquina. um amor assim não dá pra encomendar. tipo, "ah, então não tem um moço moreninho, baixinho (que ele não me ouça), engraçado, meiguinho, que faz barulho e gosta de sci-fi movies? semana que vem chega?" não chega. não desse jeito.
se alguém me perguntasse o que me falta eu não saberia responder. eu não gostaria de dizer que me falta dinheiro para fazer isso ou aquilo porque eu não quero pensar nisso como desculpa para não aproveitar as coisas que me encantam. as coisas que me encantam não são passíveis de troca por dinheiro. o que me encanta é a companhia dele, a companhia do cauê, dos meus pais. ah! a companhia dos meus pais foi muito legal durante as férias de janeiro. nós conversávamos até tardão, 2 da manhã. enfim, não me sinto sendo piegas agora, nem bicho grilo com papo de que dinheiro não importa - porque importa, oras! - , mas é que eu acho que a calma é a minha mais alta necessidade. a calma que vem da tranquilidade genuína, e não do frontal. a calma que vem do fato de eu me sentir amada e sentir que eu amo. e eu amo tanto. tanto, tanto! a calma que vem da constatação de que eu gosto de mim, da pessoa em que me tornei. tem tanto erro lá pra trás, mas eu não me importo. todo o erro foi, digamos, um mal necessário. chega de pensar sobre como eu deveria ter agido. chega de achar que assis foi o lugar mais feliz. o mais feliz é aqui. aqui, nessa cidade fria, ao lado do menino que me encanta umas três vezes por dia, com toda a bagunça da nossa casa, mesmo com esse carpete cheio de ácaros que tento, em vão, combater. agora é um tempo muito especial, um período que vai me encher de saudade quando a vida vier com avalanche de eventos desagradáveis. porque é um ciclo, né? a vida tem de tudo.

Saturday, February 21, 2009


do you wonder where the self resides?

is it in your head or between your sides?

and who would be the one who will decide its true location?


darkmatter - andrew bird

Friday, February 20, 2009

quem lembra do daniel, meu amigão de assis? pois eu acabei de saber que o pai dele morreu. e a manhã tão adorável virou uma coisa assim... sem nome. e triste que só...

lovely
















existem palavras que raramente uso para descrever as coisas do mundo. uma dessas é a palavra adorável. eu usaria essa tão rara palavra para descrever armchair apocrypha, um dos álbuns do andrew bird. posso ir além e dizer que adorável é toda a obra de andrew. chegaria até mais longe dizendo que ele é o meu cantor favorito. o favorito entre todos os favoritos de todos os tempos. gosto mais dele do que já gostei do balão mágico, new kids on the block, radiohead e smashing pumpkins - sendo essas as "bandas" que mais ouvi ao longo das 28 primaveras. o uso das aspas deve-se ao fato de que balão e new kids não seriam propriamente bandas, uma vez que eles não tocavam instrumentos musicais. e é assim que se define uma banda? não sei, mas acho que é*. enfim, tudo em andrew é adorável. absolutamente tudo.










* que liberdade é poder achar as coisas. dando aula eu preciso mostrar certeza a cerca de tudo, e isso me cansa pacas.










quarta-feira a minha tão querida tv a cabo foi instalada na goma. e no mesmo dia à noite eu assisti ao grande flashdance!










eu estou cheia de adjetivos pra lá e pra cá, né? tô sim.










e eis que ontem foi confirmada aquela turma de português. a tão temida turma de português - para que eu empregue um adjetivo na história. eu precisarei usar toda essa massa cinzenta presente na cachola. acho que não a usava tanto desde a época do colegial, quando eu era uma garota nerd.










Friday, February 13, 2009

eu nunca o vi tão feliz. feliz da vida...

advanced 1

eu nunca o vi tão feliz. feliz da vida. e eu, que sei da dimensão do impacto causado pela notícia, me contagio e retribuo. retribuo sendo muito feliz por vê-lo assim tão satisfeito. hoje ele recebeu a esperada notícia: passou em música.
entramos, assim, na fase advanced 1 .

tô acreditando novamente naquela antiga teoria. aquela de que os anos ímpares são mais interessantes e providos de golpes de sorte em comparação aos anos pares. 2009 tem nos trazido apenas coisas boas. e quanto a mim, posso dizer que estou contente. não posso economizar no advérbio: muito contente. o ano mal começou e eu já me sinto cansada de tanto trabalho. assaz cansada. isso, porém, como nunca antes, tem me feito bem. há também a possibilidade de que algo extra role: um trampo na área de jornalismo, o que me deixa estupefata, tanto quanto a Phoebe, "God, may I?".

falando em god eu estou fudida. você podem entender. fui convidada para ser madrinha de minha estimada sobrinha maria eduarda. convite esse que aceitei sem pestanejar, posto que encarei tal pedido com uma honra. e é uma honra, gente... mas tem o lado b da coisa: domingo agora ficarei numa ingreja católica no período que vai da 1 da tarde até às 5: 30h. isso porque sou OBRIGADA a fazer um curso de madrinhas. estou apavorada. com preguiça e medo de eles não me deixarem ser madrinha da dada. bom, minhas amiga, podem postá oraçãozinha pra mim caso de quê eu preciso decorar umas reza pá fazê bunitu na igreja.

eu sou preconceituosa, i know. sou um diamante bruto, ainda há muito a ser lapidado. falando nisso, numa dinâmica de grupo me disseram que eu precisava ser mais amigável. eu acho todo mundo lá meio chato, ou bem chato; acontece que quando um chato mostra que pensa que eu sou chata acaba me chateando. uma frase repleta de palavras da mesma família. enfim.

dizem que sou chato por eu ser assim
se sou muito chato por das piadas não rir
mais chato é quem me diz e não é feliz

da porta para fora é preciso muita habilidade. dela para dentro é aconchego e, ultimamente, notícia boa.

Sunday, February 08, 2009

relato resumido


e hoje eu fui à praia. fui e voltei. fomos e voltamos. zás-trás! vapt-vupt! ainda que beleza seja algo que não abunde no litoral paranaense, eu estava lá. e como gosto de olhar o mar. como gosto do cheiro da praia, e dos olhares de contemplação voltados lá adiante onde parece o mundo vai acabar.

em janeiro estivemos na praia também, e digo uma: foi uma delícia.

há tempos que vinha falando sobre a vontade/necessidade de passear na praia. fazia tempo. fazia falta.

ando sumida daqui porque ando feliz e ando muito. não tive um longo período de descanso, e, ainda assim, sinto-me nova. a prespectiva de mais dinheiro me fez sentir importante. uma mulher. uma adulta. o começo das manhãs é voltado pro trabalho agora. o resto da manhã será pra corrida. só falta comprar um bom par de tênis, daqueles de atleta. é bom para poupar o joelho.

teve visita longa dos meus pais. tudo foi legal. teve choro de saudade. teve muita coisa. só sei que ando bem. e com muita saudade de escrever aqui e saber de vocês.

quando der eu volto. bisou pras minhas amiga. adoro cortar o s final das palavra. fica uma coisinha bem creide.