Monday, January 15, 2007

Desabafo na noite de insônia

Meu menino que amo e que ama sci-fi movies me diz que não se abre com os outros. Apenas comigo. E eu bem sei que assim o é. Com ele. Mas eu sinto necessidade de falar, de me abrir com alguém pelo menos um pouco disposto a ser legal. Queria alguém que me escutasse, como eu faço com os outros.
Acontece que quem me escuta mora na Alemanha e nem me escuta, me lê. Via msn. Mas é um conforto pra mim, que estou rodeada de indiferença. Tivemos um domingo de amigas que se escutam e buscam soluções uma pra outra. E ouvimos accuradio. E depois fofocamos. E eu esqueci da dor e quase fiquei feliz. Por um triz. Por um triz que fui feliz em meio a esse caos. A essa turbulência de vida que insisto em levar. Mas fazer o quê? Morrer? Não. Deve doer. E mais: tudo passa. Tudo passa que eu sei. Coisas já passaram por mim. Já fui atropelada pela vida. Não que eu seja tão vivida. Mas já vivi coisa ruim suficiente pra saber que isso vai passar.
Se bem que faz tempo que isso não passa...

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