Saturday, January 27, 2007

Zombie

Há muito que ando em débito com meu sono. Não há maneira de dormir facilmente porque você não dorme mais comigo. Apago apenas lá pelas 4 da manhã. E não há como dormir até mais tarde porque quando meu pai desperta e eu o ouço abrindo as portas, já era: desperto também. Isso porque meu pai pode desmaiar.
Meu pai desmaiou há dois dias.
O pior dos piores tombos. A pior crise. O pior dia. Eu poderia escrever pra sempre a respeito de quanto a minha vida mudou desde que ele adoeceu. Mas não quero. Não agora. Preciso evitar o sofrimento. Ao menos hoje.
Hoje o caminhão carregou nossa mudança. Hoje foi um dia cheio. E eu queria seu colinho, meu amor. Queria um cafuné no cabelo, massagem nos meus pés. Você é sempre prestativo e gentil. Abuso? Abuso, né? Nunca alguém me cobriu de mimos feito você. E agora? Fiquei acostumada. Preciso de cama, de sono. De sonhos também. Dormi por míseras 2 horas nessa noite. Imagine meu aspecto? Eu estou mais feia do que o usual. Com olheiras profundas de habib. E eu queria sofrer bonita. Tenho medo de que me veja e saia correndo assustado, pois em mim há um revestimento de dor, preocupação, tensão: coisas não sexies. E eu queria ser uma moça atraente. Talvez amanhã eu faça minhas unhas.

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