Eu entendi há um tempo, e saí até propagando a idéia em emails remetidos a minhas amigas da época da faculdade, que não existe 'não ser feliz aqui'. O que existe é 'não ser feliz' ou 'ser feliz'. Eu li isso, achei bonito, pus em prática e foi muito salutar. Deixei de lado a histeria de querer existir em condições ideais e passei a me satisfazer com pouco. Com quase nada. Aquele quase nada que é basicamente tudo na vida de uma pessoa: o amor. Ressalva: para uma pessoa que sente a vida como eu, claro.
Mas agora, colega, eu não consigo ser feliz. E tudo bem, né? Sim, Danielle, tudo bem. É tranquilo não estar feliz. A vida é isso também, afinal de contas.´
Quando a Lorena nascer, ou a Alice, eu vou explicar a elas que tudo bem estar triste. Eu cresci com a obrigação de ser feliz. E agora? Agora que tudo bem, pois sou até que meio esperta e entendi com a própria vida que a felicidade é um dos aspectos dentre tantos outros que permeiam a minha vidinha. E tristeza não é fracasso.
Eu quero passar uma serenidade maior pra as meninas que um dia vão chegar. Ou pro garoto, que como não tem nome nunca é citado, pobrezinho!
Eu preferiria ser tranqüila a ser feliz. Eu confundo esses conceitos. Se eu for tranqüila na tristeza, estarei feliz. Sofrer com serenidade. Sem desespero, porque vai passar.
(Ele vai voltar).
1 comment:
acho você deveria escrever crônicas de ti mesma. todos os dias. como esta aqui. ler o seu caderno ,ainda do colegial, na sacada da velha casa quase assombrada me foi um impulso enorme pra sair de mim e me jogar nestas minhas letras que, ainda hoje, perduram aqui.
bisou
PS: não sei de onde tiramos a idéia de que temos de ser felizes, se não sempre, pelos menos em grandes momentos especiais. especial é não estar só. por dentro, querida. te amamos de paixão.
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