Tuesday, January 23, 2007

Eu tenho vontade de sair pelas ruas daqui de Marília pra me despedir com carinho de minha hometown, mas não sei. Sobre esse país pairam nuvens enormes prestes a desaguar sobre nós. E também fico relutante porque tudo que eu acho que seria gostosinho de fazer me traria dor. Como o Liro não está aqui, junto a mim, eu evito contato com coisas que gosto porque tenho medo de perceber que sozinha eu não sou feliz. Nem fazendo coisas de que gosto. Nem passeando pelo bosque, ou assistindo à Madeline, ou comendo algo muito calórico e delicioso. Não sei, daí que não faço nada, apenas aguardo. E aguardo.
Eu tenho consciência do risco que é estar apaixonada e levar as coisas pro lado que estou levando. Tenho total consciência de que isso me leva a um sofrimento maior do que... Bom, começou a chover forte, então já é uma desculpa para não sair de qualquer forma. Mas eu dizia anteriormente da cilada que é amar e se apegar àquele que amo. Enfim, não sei falar sobre isso, eu só sinto assim. E por sorte ele é meio parecido comigo e não estranha meu jeito de amar tão piegas e retrô.
Mas eu ainda vou dar essa voltinha pelo bosque e sentar em um de seus banquinhos e lembrar da infância que vivi ali. E talvez chorar. Eu devo a mim mesma essa voltinha de despedida. Gosto de rituais, acho estranho sair correndo dos lugares sem olhar ao redor tentando gravar na memória cada detalhe da paisagem. Eu me lembro de quando estava pra deixar Assis em 2004, e eu bêbada no Ex-tensão olhava atentamente pra Unesp fotografando com meu olhar as árvores, e os postes... e basicamente isso. Que não havia muito mais que isso. É mais ou menos isso.

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