Saturday, November 18, 2006
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-iris no ar
Depois na praia Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E uma esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
É o diz-que-diz-que maçio
Que brota dos coqueirais
E nos espãos serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã"
O copo de suco de laranja que não tomei inteiro
Friday, November 17, 2006
Motivo da rosa


Cantiga para não morrer

Se acaso você não possa
Se no coração não possa
E se aí também não possa
O Amor é uma Companhia

Alberto Caeiro
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Thursday, November 16, 2006
apertado

Será que vocês também sentem um apertozinho no peito? É uma coisinha pequenina que amarra lá dentro e que me impede de ter a sensação de plena tranqüilidade. Sinto-me tranqüila, mas há, no fundo, algo errado, e que muitas vezes eu nem sei identificar. Daí fico achando que o tal aperto faz parte de mim.
Hoje, porém, eu acho que o aperto se chama "mãe". Ela foi rude com meu pai sem motivo justificado ou plausível, pirracinha de criança. E por mais que eu mesma me comporte assim muitas vezes, eu tive vontade de bater nela. Mas nem respirar alto perto dela respirei...
Eu vi que meu pai quase chorou. E meu coração doeu. O coração partido do meu pai partiu meu coração.
Eles já se entenderam, já se entreolharam com risinhos e tal, mas o meu coração tá esquisito.
Será que é isso mesmo que me causou aperto? Ou seria a solidão? A falta do Liro. Ou seria essa PJ Harvey sinistra cantando?
Wednesday, November 15, 2006
Perfect

Acho que não sabia que você tinha orgulho de mim, não... Você é tão crítica que quando diz isso eu me sinto realmente feliz. Porque você não cresceu acostumada a dizer as coisas por dizer, por agrado ou educação: você foi sendo feita para ser verdadeira.
Eu tinha uma amiga na época de pirralha que me irritava muito. Eu tinha, muitas vezes, ganas de esganá-la porque ela sempre me elogiava. Ela dizia absurdos para agradar a mim e aos outros, e ficava imaginando se ela não se ria por dentro depois...
Lembra dos cadernos Click? Eram vendidos como água naquela época, e tinha gente linda e famosa na capa desses cadernos, como por exemplo a Luana Piovani e a Ana Paula Arósio. Pois uma vez eu estava chorando, ou reclamando apenas, a respeito de um muleque por quem era apaixonada e não era correspondida... papo vai, papo vem, ela disse: "Dani, você é muito pra ele, amiga! Você é mais linda que ela!" Ela, no caso, era a Ana Paula Arósio na capa do caderno Click. Eu não me senti elogiada, me senti zuada, inferiorizada. Nem preciso explicar porque, a situação é auto-explicativa.
Mas se você, Nati, diz que estou bonita, que a minha piada é engraçada, que o meu bolo ficou gostoso, eu só posso agradecer e me envaidecer.
Das coisas
Enquanto ele não vem, eu estou bem. Sinto saudade, uma necessidade de fazer um comentário que só dois acharíamos graça, mas estou bem. Sinto falta também de um cafuné no cabelo, mas não criemos pânico. Sinto falta de entrar no quarto e encontrá-lo na cama assistindo a algum filme da TNT, filmes dublados (!), que ele acha hiper legal... Sinto saudade de tantas coisinhas pequenininhas que têm feito da minha vidinha algo grandioso. Sinto falta do beijo e do riso. Gargalhadas e cantorias e imitações e passeios noturnos e passeios vespertinos. Das coisas. Das nossas coisas. Não temos casa, nem carro, malemá espaço, mas temos muitas coisas que não se pode tocar, e estão dentro de nós dois.
Festa do Sol

Tuesday, November 14, 2006
Até já
Tempo Rei
Monday, November 13, 2006
Por mais que o desemprego e a conseguinte dependência financeira dos meus pais me sufoquem, eu não posso negar que muita coisa aqui dentro de mim grita feliz pela liberdade que é não adentrar uma sala de aula, toda santa ou maldita manhã para falar sobre coisas que ninguém quer ouvir. Viver em função de algo que não interessa às pessoas é tão frustrante, tão desgastante... Há sim pessoas satisfeitas com seus cargos de profesores, mas eu, que sou taxativa e talvez tapada ou cabeça fechada (faço isso, essa auto-flagelação, para proteger-me de alguma possível crítica a essa generalização), as classifico da seguinte forma:
- pessoas "sai baba": como a minha amiga Sofia, que acha nobre passar conhecimento adiante, e é sincera. Usa da pedagogia do carinho, tudo muito gostosinho e sublime, só que detalhe: ela é a única pessoa que se encaixa nessa categoria, todas as outras se encaixam nas três listadas abaixo:
- pessoas que têm cônjuge com grana: como vááárias amiguinhas, graças a Deus, ex-amiguinhas de trabalho;
- pessoas mentirosas: que pagam de altruístas mas não me convencem, porque EU sei o que é dar aula, e sei que elas se fodem pra caramba;
- pessoas que não conseguiram outro emprego: são pessoas tristes, pois dar aula não é sonho de ninguém que eu conheço. Veja bem, que eu conheço... das outras não sei.
O problema é não estar livre da possibilidade de voltar para essa realidade, já que uma hora ou outra precisarei de um ofício. Mas eu espero, em nome dessa parte de mim tão feliz que vibra por ter tido a coragem de abandonar a pedagogia do opressor, do oprimido, do carinho, do caralho, e viver de outra coisa. É só isso, não sou tão exigente, quero outra coisa. Qualquer outra coisa. Outras coisas. Não seria mais legal?
Carta para um menino
Você, que eu amo, entrou num ônibus e foi lá pra terra dos seus. Está certo, você tem a eles, não só a mim. É certo e natural que seja assim... em seu lugar eu também iria. Mas eu, que o amo e aqui fiquei, estou predida.
Não sou egoísta, mas quero falar apenas do meu lado da história, quero avaliar apenas o meu vazio, o meu dano, o meu lado da cama que eu guardo pra você durante a noite, daquele prato a mais que eu pus na mesa esquecendo-me de que você não estava aqui pra provar da torta que eu fiz - e sim, foi a mais gostosa de todas, e você PERDEU, BEM FEITO, quem manda ficar longe? - . Meu amor, não estou brava... é brincadeirinha... mas volta! Semana que vem? Tenho estudado, tenho feito ginástica pela manhã, tenho cozinhado, tenho feito inúmeras coisas para preencher os tantos segundos que passo sem a sua companhia. Sabe qual é a pior parte? É que quando longe eu penso em coisas ruins, tenho inseguranças que eu não posso revelar senão você pensaria que eu tenho 13 anos, e eu sou uma mulher de 26. Você também tem 26. Já lhe falei que acho bonitinho termos a mesma idade, que gosto de ter vivido as mesmas épocas que você viveu? Liro, você me faz gargalhar alto, tão alto que eu fico com as mãos molengas e reclamo , "pára Liro!", mas eu adoro! Você é um bestão que me deixa um pouco louca de saudade...
Tuesday, October 10, 2006
A casa é um primor! Uma graça! Um sobradinho estreito, com a porta quase que na calçada, o que me lembrou aquela arquitetura de país europeu. Antes de adentrar a casa eu, no fundo, queria decepcionar-me, encontrar defeitos, infiltrações, chão vermelhão na cozinha e coisas do tipo. A casa, porém, é linda. Tudo nela é lindo. Mas como as primeiras palavras do post são : "não temos grana pra porcaria de nada...", saí de lá meio triste. Mas o que eu esperava? Nem sei. Procurar casas que estão pra alugar, pegar a chave, visitar o imóvel -sem grana pra fechar qualquer contrato - é bobo, mas é uma delícia também.
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Eu seria muito contente m minha casa. Faria bolos cantarolando, tiraria uma soneca no sofá da sala. E etecétera...
Friday, October 06, 2006
Sunday, October 01, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Friday, September 15, 2006

Inúmeros fatos me atravessaram e, durante esse percurso, já me senti plenamente feliz, assim como plenamente mal e sem chão.
No momento, nada é pleno. Nem plenamente feliz, nem plenamente triste; porque quando posto aqui eu não sinto a vida em sua plenitude, eu estou à procura disso.
Estou cansada de pedir desculpas às pessoas. Estou cansada de ser vista como alguém que faz tudo tão errado. Eu não quero tormar-me um ser amargo, mas acho que estou caminhando para isso, devido às críticas que recebo vinda de pessoas a quem dispenso as melhores intenções, as melhores palavras.
Trajeto difícil esse.
Tuesday, August 29, 2006
Monday, August 21, 2006
Da mudança
Partimos. Antes tarde do que nunca.
A princípio, o ato de deixar pra trás um lar que, ainda que cenário de tristezas, era nosso lar, pareceu-nos sofrido demais. Aquilo era nosso. E fora cenário também de alegrias e risos.
No entanto, passados quase trinta dias, sinto-me mais feliz do que supunha que pudesse me sentir. Temos mais força. E rimos muito mais.
De um mês pra trás eu era muita amargura. Agora sou planos. E até rejuvenesci.
Friday, July 14, 2006
Thursday, July 13, 2006
Sejamos francos: a minha vida tem sido nada mais, nada menos, que um amontoado de problemas que eu não consigo resolver sozinha. Um fracasso. Problemas sempre vão existir, mas quando será que eu poderei responder por eles, sem precisar de ajudinha aqui e acolá? Ai, vida: tu és uma filha de uma puta.
Sunday, July 09, 2006
Saturday, July 08, 2006

Monday, July 03, 2006
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
Paulo Leminski

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Dia de intensas vivênccias sociais. Conversei bastante com diversas pessoas.
Saturday, July 01, 2006
Losers!
Enfim, se o Brasil ganhasse esse jogo, na quarta feira eu não daria aula à tarde. E isso seria um presentinho pra mim, já que não fui favorecida por nenhum jogo que coincidisse com o horário das minhas aulas. Deu uma tristeza rápida, mas logo me resignei. Como boa perdedora que sou.

Àcima, o sinal de perdedor.
Thursday, June 29, 2006
Lembrei que há dez anos meu plano era morar em Curitiba.

Lembrei do Verve e da doce sinfonia da amargura. Lembrei coisas boas.
"'Cause it's a bitter sweet symphony, this life Try to make ends meet You're a slave to money then you die"
As coisas tão belas que permeiam minha mente não se concretizaram ainda. Lógico. As coisas são lentas para quem tem pressa.
Perpsectivas boas existem. O pai está ótimo. E a vida continua. Gélida. 8 graus.
Saturday, June 24, 2006
Eu o amo todos os dias.
Que frio que me deu nas pernas. Melhor ir pra cama aquecê-las e fazer filminho na cabeça sobre a vida que tem tudo pra ser daqui a pouco. E se não for, tudo bem, que projeto falido não é novidade mesmo. A novidade seria a vida seguindo de acordo com os desejos meus.
Mãe disse que ía ligar e não ligou, desnaturada é a mãe.


Cismei que sou muito séria e de caráter muito reto, o que faz de mim um pouco azeda. Em termos de ética isso me enaltece, mas não faz de mim alguém feliz. Preferiria ter a ignóbil característica daqueles que deixam tudo para última hora, que se atrasam porque ficaram até mais tarde na cama. Gente que não se cobra. Experimentei essa faceta por um tempo durante os anos de faculdade, e acho que fui muito feliz. Mas a faculdade acaba, os amigos vão embora, você sofre um tanto, perde umas pessoas queridas e quando cai em si não é mais adolescente. Tudo bem levar as coisas com seriedade. O problema, o x da questão é não levar algumas pessoas a sério. E daí eu não sentiria tanto meu músculo trapézio!
Sonhei com meu pai, e ele estava bem.

Friday, June 23, 2006

Essa é uma de minhas cenas favoritas do High Fidelity. Aquela em que o Ian vai falar com o John Cusack. E, nisso, o John Cusack Cover do Alberto Sabatini imagina alguns desfechos de grande feito para a situação. No entanto, ele apenas ouve a recomendação do Ian calado, com o rabinho entre as pernas.
Gosto dessa cena porque ela é bem engraçada e porque não há como não me identificar: essa cena é um retrato da minha vida. Imagino mil desfechos e resoluções para difíceis situações, das quais em grande parte saio como reles mortal, de cabeça baixa e perdedora. Fudida da vida por dentro e pensando: "Ai, se eu tivesse coragem! Diria isso, isso e isso!". E mais isso: POW!*
* agressão física.
Descobri que preciso de 8 horas de sono. Pecisas oito horas me garantem um pique durante o dia. E às sextas eu trabalho nos três períodos. Não me cansei.
Só cansei de coisas que me fazem ter um pouco de preguiça de ser eu mesma. É necessária muita paciência para suportar o tipo de situações que enfrento. Todas elas exigem muita paciência de mim, e .... eu não tenho paciência. Hoje o futuro chefe passou a ser, quem sabe, ex-futuro-chefe.
Mas eu espero. Pode deixar.

Em meu mundo utópico, eu viveria mais tempo na horizontal sobre essa cama. Nesse quarto mesmo...

...e moraria aqui, em Curitiba.

Gosto de ter a inocência de achar que um lugar novo mudaria minha vida. Gosto dessa pureza que ainda mora em mim.
Thursday, June 22, 2006
Ele acorda. Passo o café, engulo-o sem vontade, e invento de lavar louça. Com isso me distraio, e penso no quanto evoluí na arte da culinária. Já posso cozinhar pros meus filhos que não nasceram. Olho pra ele, sentado, quietinho. Nem muito triste, nem muito feliz. Precoupado com o rumo das coisas, assim como eu. É o menino que eu amo.
E o dia seguiu tranqüilo sem que eu me desse conta.
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Sei que se der certo de nós dois irmos pra lá será dureza a priori, mas lá no fundinho também sei que daremos conta. E que seremos mais felizes. Só de sair por aí tentando a vida ao lado dele vale. Acho bonito isso. Romântico. E eu sou bem romântica.
Sunday, June 18, 2006
Quando, na quarta-feira à noitinha, minha irmã me ligou avisando da internação do meu pai, eu pensei que fosse morrer. O fato é que não morri. O fato é que a gente agüenta as coisas que supomos jamais conseguirmos agüentar. E agora meu pai está melhor. E eu fiquei melhor também.
A possibilidade de morar em Curitiba me enche de receio, mas quero livrar-me do medo antes de saber se isso vai acontecer mesmo ou não. Porque eu sempre fico com o estômago doendo diante das possibilidades, e no fim das contas as possibilidades nunca passam disso... de projetos falidos.
Não compro uma maço de cigarro desde quarta-feira, mas também não quero me empolgar e me julgar ex-fumante porque taí outra coisa que se enquadra na categoria de projeto falido. Só que eu não quero mais ser uma pessoa que fuma. Não é bonito, nem glamouroso, nem cheiroso. Tenho a impressão de que ninguém mais fuma. Só sou eu a vítima do câncer. E eu não quero mais chamar atenção por essa razão. Sou chamariz de velhos que me abordam dizendo "filha, você já conheceu alguém com enfisema pulmonar?" Sem contar que minha bronquite atacou na semana passada e eu precisei de muita inalação para me recompor.
Às vezes me sinto sozinha.

Eu me magôo muito facilmente com as pessoas, apesar de achar que eu tenho bom senso para julgar uma mancada. Mas sempre ouço que sou uma melindrosa. Só que sempre escuto isso de gente que é conhecida mundialmente como grosseira.
Para terminar, ainda que não faça relação com o que escrevi - mas faz! - , é sempre melhor ficar em casa.
Sunday, June 04, 2006
Eu preciso que algum médico saiba exatamente o que meu pai tem, e que esse doutor prescreva a medicação correta e a dosagem apropriada. É somente isso.

Tudo fica mais difícil quando a vida pra ser boa depende de um fator externo, de algo que eu não posso resolver sozinha.
Antes eu lutava contra mim mesma pra resolver perrengues e achava que minha maior inimiga nisso tudo que habita o mundo era eu mesma. Passada a fase seek and destroy , eu vejo como me sabotei por tanto tempo sendo infeliz quando, no mais, tudo estava bem. E lamento então, todas as lágrimas que derramei por coisas bobas, irrelevantes em comparação a tudo que mais importa.
Eu quero meu pai bem, e quero ir à praia com ele nas férias de verão. Quero só o essencial. Que pra mim é isso.
Friday, June 02, 2006

Isso pode soar como amargura reprimida, mas não é o caso. Estou contente. Não diria contente exatamente. Não sei se existe uma palavra que exprima o conceito que quero passar. Sinto assim: um estar feliz sem gargalhar, sem esperar nada da vida. Sem grandes esperanças ou expectativas. Mas parece-me que estou bem. Tenho feito comida, deixado a casa em ordem e .... sim, isso me alegra enormemente. Isso é algo novo pra mim, que sempre fui adepta da bagunça e do coçar o saco.
Agora, quando acordo feliz, ligo o som e limpo a casa! Isso me lembra Caio Fernando Abreu em Os dragões não conhecem o paraíso. A pia às moscas - literalmente- , e a casa vazia de sons. A vida vazia de abraços. Eu era a pessoa mais carente de calor humano do mundo e minha casa era o reflexo da zona em que me encontrava. Como no livro.
Outro indício de que minha vida está muito mais centrada hoje em dia é o fato de eu não conseguir emagrecer. Contentinha e gordinha sou. Contentinha e gordinha fazendo doces tardes a fora! Quem me viu, quem me vê!

Pois o Liro sabe. De barman foi promovido a técnico de som, o que vai melhorar significativamente sua vida.
Apesar de seu bom gosto musical, os frequentadores da casa noturna em que trabalha têm pésimo gosto, sendo assim, não haverá meio de tirar os funks da lista dos sons que vão rolar. Mas, porém, sutilmente, ele introduzirá algumas coisas boas, sons estailes!
Minha cabeça não pára de pensar em meus avós. Sinto saudade sempre. Especialmente quando estou sozinha e quieta dentro do ônibus, antes de me deitar ou na fila do supermercado.
Quero meu pai bem, preciso dele aqui.
Thursday, June 01, 2006
by Andrew Bird
if we can call them friends we can call them on red telephones
and they won't pretend that they're too busy or they're not alone
if we can call them friends we can call
holler at 'em down these hallowed halls
but we can't let the human factor fail to be a factor at all
don't don't you worry
about the atmosphere
or any sudden pressure change
'cause I know
that it's startingto get warm in here
and things are
starting to get strange
and did you, did you see how
all our friends were there
drinkin' roses from the can
howhow I wish I
I had talked to them
and wished they
fit into my plan
and we were tired of being mild
oh so tired of being mild
we were so tired
I know we're gonna meet someday in the crumbled financial institutions of this land
there will be tables and chairs
pony rides and dancing bears
there'll even be a band
'cause listen after the fall there'll be no more countries
no currencies at all
we're gonna live on our wits
throw away survival kits
trade butterfly knives for adderaland that's not all
woah!there will be snacks, there will
there will be snacks!

This is Mr. Andrew Bird!
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Temos ouvido muito Andrew Bird nas manhãs de vento frio tomando café e conversando sobre qualquer coisa. Como eu gosto das manhãs! É o período do dia em que estou inteira, com planos querendo dar certo. À medida que o dia se arrasta, as coisas começam a dar errado, e assim, tudo vai se desenvolvendo como o usual, dando errado... Nem todos os dias caminham para a falência do êxito, mas uns 327 dia do ano são assim. É a vida de todos nós.
Quero uma grande notícia. Uma grande e ótima notícia.














