Sunday, October 05, 2008

as fotos e os livrinhos

agora a gente se fotografa em todo canto feito turista caipira. é que estamos felizes e empolgados com a câmera digital que ganhamos! essa no supermercado ilustra bem nosso momento eufórico. a de baixo ilustra o casal animado.

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na sexta-feira nós fomos a uma feira do livro promovida pelo senac pr, e - eba! - ganhei o livrinho aí de cima: snoopy eu te amo. é uma seleção de diversas tirinhas publicadas ao longo de 50 anos. eu vou lendo aos pouquinhos - assim o livrinho não acaba logo!

lá na feira eu me encantei também por esse outro livro aí embaixo:




só que esse estava saindo por 49,90 - salgado! mas eu ainda vou comprá-lo! a resenha dele você encontra aí. estou certa de que terei horas muito agradáveis com essa leitura. e coisas agradáveis são o que precisamos, certo? certíssimo.

Friday, October 03, 2008

those dancing days

http://www.myspace.com/thosedancingdays


lá no blog do kid vinil, que a nati sugeriu, eu descobri uma bandinha de meninas suecas de nome those dancing days. uma graça. a vocalista tem uma voz realmente poderosa, o som é alegre, elas são bem vestidas, os clipes são graciosos e por enquanto é isso. quem quiser comentários mais apurados é só colar lá no blog do kid. vou linkar o blog dele no meu, assim posso me atualizar de quando em quando. foi com o kid vinil, na época em que ele apresentava o lado b na mtv, que descobri sons como sigur rós e einstuerzende neubauten. a primeira banda canta em islandês e a segunda em alemão. como eu vibrei ao entender, "Ich glaub' du kommst nicht mehr" (algo como, eu acho que você não vem mais, né fer?) só então entendi que música bonita existe em muitas línguas mais além de inglês, espanhol e português. mundo, mundo, vasto mundo.

"(...) Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo."
drummond em poema de sete faces

que bom é ter acesso a música, poesia e minhas amigas. que bom é ter acesso ao mundo por apenas 45 reais mensais. agora chega que hoje eu já falei demais, e minhas costas começam a doer.

Thursday, October 02, 2008

united colors of benetton








eu, que fui adolescente nos anos 90, bem como leitora de capricho, lembro-me muitíssimo bem das fotos que ilustravam as campanhas publicitárias da benetton. oliviero toscani é o fotógrafo responsável por fotos sensacionais como essas àcima, além de ter escrito um livro chamado "a publicidade é um cadáver que nos sorri" onde narra experiências a cerca da ética na publicidade.

das escolhas certas


hoje eu me levantei antes da 4 e vim para o computador atualizar meu currículo; acabei enviando-o a uma escola. agora à noite eu já obtive resposta (!) .


fiquei contente! e eu já estava contente antes disso.


logo pela manhã eu já me descobri contente porque reencontrei naquele blog sopranosdois a vontade enorme que eu sentia de morar com o meu amor. lembrei-me da vontade de ter coragem de exonerar meu cargo público e sua renda estável. lembrei que a única coisa que me fazia agüentar todo o resto era o meu namoro. eu me desfiz de tudo e eu não me enganei. eu rejeitei as coisas certas. no momento não há como saber se nossas atitudes nos farão bem ou mal lá na frente... mas eu fiz o que fiz e não me arrependo. o psiquiatra me disse, "você não tem estabilidade emocional, de que adianta a financeira?". engraçado reparar que de 4 anos para cá eu não construí tantas coisas assim; eu, no entanto, me desfiz de coisas que me faziam mal: o emprego, o amor errado, a convivência errada com a família. a psicóloga também me ensinou a desconstruir minha vida antiga, melhor dizendo, modelos antigos que tinha para mim como certos e/ou únicos. olha só isso: para mim foi muito mais precioso desconstruir do que construir. eu só sinto como se construísse hoje. e eu sou muito mais leve, ainda que por vezes seja muito pesado ser quem eu sou. hoje é bem melhor. hoje eu tenho minha familinha de dois. e nesse ano nós faremos algo que, a princípio, foi por necessidade, mas que no fim das contas, será libertador. passaremos as festas de fim de ano sozinhos em curitiba. sem clima triste. acho que será um fim de ano feliz porque será na NOSSA casa e do jeito que NÓS quisermos. sinto muito, minha família querida. se eu tivesse dinheiro sobrando eu bem iria, mas a situação financeira está bem apertadinha. e eu não estou sofrendo. ao contrário, minha mãe e meu pai, sua filha é pobrinha, mas é mais que feliz. fiquem tranqüilos quanto a mim.

só pra nós dois

flashback total: me lembrei de um blog muito bonitinho que fiz no final de 2004 para que o liro lesse. era o sopranosdois.
eu nem sei se ele o leu!

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preciso trabalhar mais; não que eu queira, mas isso se faz extremamente necessário.



não consigo discorrer a respeito de tudo, só cito, então.

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para que saibam, eu ainda não voltei a fumar. eu não quero mais. hoje faz 14 dias, acho.

por onde andei


não quis mais lutar contra a insônia e me levantei agora. às 4 e pouco da manhã. é inutil tentar recuperar o sono quando zilhões de sabiás cantam lá fora. o canto do sabiá não é agradável, aliás, me lembra barulho de alarme de carro disparado. infinitamente. por isso, levanto.

ontem eu tive uma ziquezira fenomenal no meio da rua. acho que o nome correto seria caganeira, mas eu consegui cagar em casa e não na rua. ufa! foi por pouco! mas quero registrar aqui que sofri. minha pressão caiu e eu suei frio, frio. depois quente, quente. um horror!

a extração do dente foi a mais tranqüila possível. tudo feito em questão de minutinhos, e sem dores e febre depois. logo mais, às 7 e meia da manhã, tomarei meu último antibiótico, e na sexta tiro os pontos. e assim se encerra o capítulo siso na minha vida.

ah, minha sogra! sua estada por aqui foi muito diferente do que eu imaginava que seria. nós conversamos bastante antes de dormir, assistimos a filmes, e ficamos muito bem. foi um acerto de contas natural, sem que para isso fosse necessária alguma conversa a respeito dos desentendimentos prévios. acho que, pela primeira vez, a mãe de algum amor meu gosta de mim.

ah... o sandro. ele veio aqui no domingo para se despedir. triste.

Tuesday, September 23, 2008

tenta...


o último maço de cigarros que comprei foi há uma semana, no dia 16 de setembro. de lá pra cá economizei 21 reais. sem fumar estou desde quinta passada. passei por toda sorte de crises, e no meio de tudo, até tretei com um atendente do mcdonalds. achei que a comida estava demorando demais. também pudera, eles serviram três pessoas na nossa frente, então eu pedi a grana de volta. a treta foi só essa, esse pedido. mas eu disse, "cancela o pedido, me devolve o dinheiro" com o tom de voz mais estriquinado do planeta. o muleque devolveu na hora, com medo. fiquei mal, me sentindo uma bruxa. é que eu normalmente não me simpatizo muito com atitudes de consumidor em seu direito. acaba sendo arrogante, na maioria das vezes. e eu acho que todo mundo pode se atrapalhar no trabalho, especialmente quando se está começando. dessa vez, porém, não tive a paciência que costumo ter nessas situações. e eu, ao sair puta do mcdonalds, não acendi cigarro algum. não acendi cigarro depois das refeições. ao acordar. depois de dru. depois de chorar muito por saudade/preocupação com meu pai. atravessei os primeiros dias com bravura. e com braveza. o liro até me instigou em vários momentos, " você não quer mesmo comprar cigarro?". respondi que não. e não. e não.

não vejo a hora de me acalmar novamente e me acostumar.

about a hurricane


quinta agora eu farei uma pequena cirurgia para extração do siso. além disso, receberei a visita da sra. minha sogra. ela é uma pessoa tão afável que seu próprio filho lhe apelidou de hurricane. a princípio pensei comigo,
"que azar! extração de dente e sogra no mesmo dia!". mas depois pensei melhor e cheguei a conclusão de que não haveria momento mais oportuno para uma visita, já que posso me utilizar da cirurgia como desculpa para não bater muito papo. eu estarei com pontos dentro da boca e tudo. ficar quietinha é recomendação da dentista.
talvez um dia eu discorra sobre a minha sina que é não ser lá muito bem tratada por sogras, mas eu desgosto do assunto em demasia para até mesmo falar sobre ele.

Thursday, September 18, 2008

da novidade


o liro me disse que o amarante (los hermanos) e o fabrízio moretti (the strokes), além de mais duas figuras que não sei quem são, montaram um projeto chamado Little Joy. o amarante canta as músicas em inglês e tal. é deveras agradável, experimentem! estou ouvindo pela primeira vez agorinha. é só acessar o myspace deles para ouvir três canções disponíveis lá. aqui!

cheguei da cadimia, tô correndo pro chuveiro, vou colocar uma lasanha no forno, para logo vazar rumo às aulas tarde e noite afora. é bom ocupar minha cabeça. e levantar a cabeça também é bom. pra não ficar chorando com medo de coisas sobre as quais não tenho controle. a única coisa que me resta é cuidar de mim, e não ser peso pros outros. queria ser alegria, alegriazinha, little joy.

um beijo pra natali. adios!

Wednesday, September 17, 2008

da espera

joan baez & bob dylan

chega logo, liro. caralho! não quero mais ficar sozinha essa noite, não! isso me lembrou o lobão "tá sozinha, tá sem onda, tá com medo?". sim, estou. aflita e receosa de pegar no sono e ter pesadelos. quero sim sonhar bonito. quero sim ouvir sua voz, e preencher os espaços que me habitam com os fonemas todos que sairão de sua boca.

quando eu fico assim, eu penso logo em você que é pra pôr os pés no chão.

do que mais me dói

eu já estava deitada. deixei a revista ao lado da cama, pus meus óculos ao lado do abajur e apaguei-o. fiz um casulo de cobertores ao meu redor e me aconcheguei para dormir. não consegui. só penso na resposta que ganhei ao perguntar se estava tudo bem, "mais ou menos", ele disse. se bem o conheço, e eu o conheço bem, ao dizer mais ou menos, é porque as coisas estão mais para menos. meu pai sempre foi otimista. eu nunca ouvi dele que estava se sentindo mais ou menos, ainda que estivesse, imagino. e isso partiu meu coração. partiu em pedacinhos tão pequenos, tão miúdos, tão pozinho... que eu só sei chorar. um choro sem desespero, um choro resignadamente triste e sem lágrimas. essa é a minha tristeza: não tê-lo mais otimista e equilibradamente feliz. minha família não possui mais a segurança e a calma com que ele nos provia. porque ele sempre foi o único homem coerente, entre nós, mulheres loucas da nossa casa. e eu cresci. ele envelhece. eu também. já não somos mais os mesmos. nessas eleições ele votará em branco após ter apostado no 13 desde os anos 80. não há como culpá-lo... mas como dói! como dói ver meu pai tendo da vida muito, mas muito menos do que ela deve a ele. como dói assistí-lo perder a esperança e a paciência. porque ele não merecia. e não merecia por ser incrível, fazer tudo certo. sempre tomando vitamina, sendo politicamente correto e ecológico e politizado e sensível e sem frescura. eu sempre fiz frescura escondido dele. pra minha mãe, pras irmãs, pros namorados. com ele nunca me permiti ser infantil demais. eu sempre me mostrei melhor pra ele, para que então, ele me adorasse. e ele me adora. e é assim nosso amor. e como, meu deus, como ser feliz, se ele está mais ou menos? como suportar vê-lo caminhar para uma velhice triste e sem cor? a lágrima já rola salgada...

Wednesday, September 10, 2008

?

parei tudo, e me perguntei, "por quê tanta amargura se as coisas vão bem?". acho que nunca me fiz tal pergunta com tamanha vontade de saber a resposta. é que enjoei de me sentir mal a meu respeito. é necessário manter-me controlada. que eu fique triste, mas que eu esteja calma, e paciente comigo mesma. preciso de paciência com o mundo também. eu achei que já tivesse aprendido...
eu preciso falar comigo mais vezes. e valorizar a beleza que há no dia-a-dia. é o que eu sempre quis. essa vida. acho que preciso de outro eu; ou daquela. aquela que eu gosto de ser. o meu melhor. levemente engraçada, leve e muito paciente. e carinhosa. quisera eu ser só assim.

Tuesday, September 09, 2008

do não querer

eu queria tanto, mas já não quero nada. qual é o problema em querer pouco pra si?

Monday, September 08, 2008

doce domingo

e foi o dia mais bonitinho do ano. passeio, pausa para o lanchinho mais chique na padaria mais charmosa. nós nos demos conta de quão felizes somos. e nós dormimos até que cedo depois de tanto passear por tudo. e eu tive idéias. eu fiz planos. e tudo vai dar certo.





"you can try the best you can

you can try the best you can

the best you can is good enough"
optimistic - kid a - radiohead






aqui tem radiohead tocando optimistic no porão.



ontem foi lindo e hoje é feriado.


Sunday, September 07, 2008

dispenso a previsão

9 graus. e a previsão para os próximos dez dias é de chuva, trovoadas isoladas, pancadas, e gotas assim vão se intercalando nesse céu que adora chover. se aqui fica sem chover por 5 dias as pessoas já se lamentam pela baixa umidade, e isso e aquilo. se faz 25 graus já ouço no elevador que está insuportavelmente quente. eu devo ser a única tropical perdida por aqui.
sem lamentos. até porque tenho passado bem. os remédios têm sido eficazes e a dor deu uma trégua. já fui lá e trabalhei, voltei, comi sem grandes dramas, tomando apenas o cuidado de não abrir demais a boca entre as garfadas. quando isso acontece é como se meu siso rasgasse minha boca por dentro.
ele é o menino mais doce do brasil e arrancou de mim toda a amargura. o que eu sinto por ele me livra o gosto de limão da boca. o que sinto por ele é mais forte que o medo da chuva. é minha alegria condensada em mim. é minha alegria que sai e invade a casa. é minha companhia incansável. é minha metade mais feliz.

Saturday, September 06, 2008

dancing queen

uma foto da gatagarota que fez meu dia, enviando-me um belíssimo dvd dos los hermanos. estou muito agradecida pelo mimo e por todo o resto: os melhores anos de nossas vidas. na maioria das vezes ela estava lá. até quando estava na garça estava lá. mandando mensagens, telefonando, se fazendo presente. mesmo estando na alemanha ela estava lá. lá ao meu lado. aqui ao meu lado. dentro do meu coração. sempre, sempre. amo você, sua casinha aconchegante, sua família acolhedora. i'll be there for you 'cause you're there for me too!

Friday, September 05, 2008

momentos difíceis


não sei nem falar.

Thursday, September 04, 2008

parabéns, dada!




várias fases da dada.


ela bate papinho comigo, e se lambuza com meu gloss.


ela curte mais homem que mulher, mas quando não há concorrência masculina, ela me adora. e até diz que eu sou amiga dela.

quando eu fui a são roque visitá-la, ela me tratou muitíssimo bem, e queria que eu me sentasse a mesa em uma cadeira a seu lado.
ontem ela não quis saber de falar com tia gabi ou tia déia ao telefone. só falou com a tia dani aqui. mas eu não posso me achar muito, não; uma vez que ela desligou o telefone em minha face.

ela é bem geniosa. não sorri assim facilmente, podem reparar.
ela cometeu um delito também. pegou um porta-moedas da amiguinha da escola, mas ela vai devolver. tá super culpada, e me contou. ela acha que sua mãe está muito TISTE com ela. ela não sabe que a minha irmã é muito mais feliz depois que ela nasceu.

parece que foi ontem, mas ela já é uma moça de três anos, exatos 25 anos a menos que eu.


valsa pra uma menininha


" menininha do meu coração/ eu só quero você a três palmos do chão/ menininha não cresça mais não/ fique pequenininha na minha canção/ senhorinha levada, batendo palminha/ fingindo assustada do bixo-papão/menininha, que graça é você/ uma coisinha assim, começando a viver/fique assim, meu amor, sem crescer/ porque o mundo é ruim, é ruim e você/ vai sofrer de repente uma desilusão/ porque a vida é somente o seu bixo-papão/ fique assim, fique assim, sempre assim/ e se lembre de mim pelas coisas que eu dei/ e também não se esqueça de mim, quando você souber, enfim, de tudo o que amei"






ontem também foi aniversário da maria eduarda, minha sobrinha de número 4, que nasceu em três do nove de 2005. eu amo essa pequena, mesmo que ontem ela tenha desligado o telefone na minha cara, dizendo: aff, a tia dani só fala besteira!

humpf! apesar de toda a medicação que me foi prescrita, meu dente dói terrivelmente. ontem à tarde eu me sentia melhor, mas com o cair da noite, a dor foi aumentando. que saudades da época dourada em que meu dente não doía! até domingo eu era mais feliz!
no mais, ontem meu celular tocou diversas vezes, e era só gente querida querendo me parabenizar. porque normalmente telefone que toca = pepino. ontem não. ontem ouvi as vozes mais queridas.

Wednesday, September 03, 2008

queridas,

já comprei os remédios pro dente, e me sinto ligeiramente melhor.
obrigada pelos parabéns!
amor,
dani.

Tuesday, September 02, 2008

de verdade.

não tenho dinheiro pros remédios que a dentista me receitou. não tenho 36 reais. só 28, e alguns centavos. e os 8 e alguns centavos são em moeda.
não tenho dinheiro pra comprar qualquer comidinha diferente para comemorar meu aniversário, e ainda que tivesse, eu não poderia comer por conta da dor.
não tenho calma.
a dentista me deu um atestado de 72 horas.
eu não consigo abrir minha boca pra falar, escovar devidamente meus dentes. comer... hoje eu comi NADA.
hoje eu saí correndo pela rua chorando muito. hoje eu lembrei das épocas em que desejava a morte.
como eu queria ser mais feliz. de verdade. não de mentira. eu vivo tentando achar coisinhas aqui e ali, mas quando me faltam 36 reais pra curar minha dor eu paro. e desencano de lutar. desencano de achar que a vida é doce. teu cu que é doce. o teu caralho que é doce.
que se foda, eu vou me vitimizar: ele não se importa comigo. não muito. eu tenho muito medo de não ter ninguém que me ame de verdade. nem pai, nem mãe. nem irmã. nem namorado. nem amigo.
saudade de morar sozinha e ter meu canto pra voltar correndo.

presente de aniversário: dor intensa por conta do dente do siso. inchaço. estou péssima.

Sunday, August 31, 2008

da identificação


uma vez eu disse à helô que o que havia de positivo no sofrimento era o fato de que, através dele, detínhamos a sensibilidade - não o conhecimento - necessária para entendermos clarice lispector, proust. aqui, sozinha, me lembrei disso. e acrescento que essa sensibilidade não é obtida facilmente. são necesárias sequências de manhã sem sentido. tardes intermináveis. e noites de agonia que só a verdade traz. acho que é essa carga que nos aproxima de livros, filmes, canções.

há quem tenha a sorte de não sofrer demais. cá comigo, penso em vinícius. " a vida só se dá pra quem se deu/ pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu".

é bonito recomeçar do ponto que já fora abismo. é essencial saber-se capaz de seguir as horas, quando o insatnte anterior lhe atrai mais que o futuro e toda a graça e desgraça que há nele.

tem que sentir.

não tomo mais calmante. deu medo perceber-me covarde, experimentei ser valente. e a vida me deu muito.

há quem não suporte. eu fiz manha, quis reverter o irreversível, como fosse super-homem recém-saído da cabine, pronto pra girar a terra ao contrário. mas eu aprendi de paulo honório a resignação.

falta-me carga pra compreender muita coisa ainda. falta-me entender a paixão segundo g.h.. queixei-me de baratas! catia frávia, você já entendeu? a vanessa do i blefou. lembra?

só dá pra entender algo externo que exista em você. eu me reconheço nas coisas de que gosto. eu identifiquei um pedaço meu nas músicas que aqui mostro. em alguns poucos livros. nas minhas amigas. nele.

........


obrigada por não me enlouquecer, por viver se encostando em meu corpo, por sorrir feliz quando eu chego em casa.

piaf

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.

Avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
Mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.
Balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
Balayés pour toujoursje repars à zéro...

Non, rien de rien,non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.

Non, rien de rien,non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'huiça
commence avec toi



Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!
Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado!
Com minhas lembranças
Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!
Varridos os amores
E todos os seus "tremolos"
Varridos para sempre
Recomeço do zero.
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!


pra que eu possa sempre lembrar o pardalzinho, eu clico aqui.
eu gostei muito do filme piaf - um hino ao amor. e essa música é linda. eu preciso aprender francês. eu preciso saber tudo. todas as línguas, poesias e canções. eu preciso parar de chorar quase todos os dias e não lamentar nada. e que se dane o passado! minha alegrias começam com você...

Thursday, August 28, 2008

desperate housewife


tenho andado desastrada em demasia pro meu gosto. tropeço na rua, nos móveis da casa, derrubo tudo que minha mão segura, e por aí vai. algo pior, por decorrência do meu jeitinho delicado, aconteceu na semana passada: eu tive as manha de derrubar um bagulhinho, tipo uma cestinha, onde eu guardava meus esmaltes e trecos afins. essa cestinha estava lá na parte de cima do meu armário, e eu acabei derrubando. a merda é que um vidro de esmalte DEIXA BEIJAR (hiper vermelho) quebrou. no carpete. e manchou. e parece uma mancha de menstruação. pior, parece rastro de assassinato.

eu fiz de tudo, e o aspecto melhorou, mas não saiu. minha irmã me disse para comprar vanish. pior do que está não pode ficar, então acho que vou tentar. vanish é caro?

p.s.: por sorte, ou menor azar, a mancha fica no terceiro quarto, onde ninguém dorme. eu vou dar uma de chique e dizer que trata-se de um closet, uma vez que o quarto abriga dois armários. e nada mais.
amanhã é dia de ser dona de casa. quero fazer um bolo.
e hoje é noite de estrear a cama nova.

das notas rápidas

da angústia
ele me diz que, às vezes, se angustia com nada. eu, muitas vezes, me angustio com o nada também.

das dores
ando dolorida. os músculos das minhas coxas, dos meus braços e alguns músculos dos quais ignorava a existência doem por conta dos exercícios.

do sono dos justos - e somos justos
amanhã serão entregues nossa nova cama e colchão.

Wednesday, August 27, 2008

henry lee

o videoclip da canção henry lee, interpretada por pj harvey e nick cave é belo. belo talvez soe melhor que bonito, por isso a opção. o modo como cantam, se tocam se olham... ah, o modo como eles se olham! eles se entreolham e se tocam como quem dissesse, "eu PRECISO de você!"o amor se manifesta através daqueles olhares, e são naqueles olhares que a timidez inicial perde-se deles ao longo da gravação. em um dado momento, próximo ao fim do vídeo, nick se levanta e faz carinho, meio que massageando os ombrinhos de pj. é o momento mais bonito pra mim. quando vi, eu sorria o mesmo sorriso dela. no fim, um beijo.
......
a canção, porém, narra o assasinato de henry lee, cujo nome dá título à canção. essa é uma das músicas do álbum de nick cave, então namorado de pj harvey, de nome murder ballads. cada faixa conta um assassinato de toda sorte e causas diversas.
......
o clipe tá aqui!
......
e a letra tá aí embaixo:
Get down, get down, little Henry Lee
And stay all night with me
You won't find a girl in this damn world
That will compare with me
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
I can't get down and I won't get down
And stay all night with thee
For the girl I have in that merry green land
I love far better than thee
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
She leaned herself against a fence
Just for a kiss or two
And with a little pen-knife held in her hand
She plugged him through and through
And the wind did roar and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Come take him by his lilly-white hands
Come take him by his feet
And throw him in this deep deep well
Which is more than one hundred feet
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Lie there, lie there, little Henry Lee
Till the flesh drops from your bones
For the girl you have in that merry green land
Can wait forever for you to come home
And the wind did howl and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

Friday, August 22, 2008

wannabe

resgatei minha força. e é pra valer. como foi da outra vez. dieta e academia. a dupla infalível.
por que as pessoas se sentem mais poderosas (seria isso mesmo?) quando estão magras? comigo é assim. e eu queria entender porque o olhar do outro é mais importante que o meu próprio. não bastaria a mim enfeitar-me com maquiagem, vestido, sapatinhos? por que além de tudo isso eu preciso estar magra? ser magra é mais importante que ter grana hoje em dia, me parece...
não é uma crítica. eu faço parte dessa gente que se sente um lixo porque a calça aperta na barriga. eu sou essa pessoa - já! - que nunca entrou na piscina da casa da sogra por medo-pavor de que alguém comente a circunferência do meu estômago, cintura, quadris... ao menos eu não me pareço com a gretchen.

mas, muito além de tudo isso - os olhares alheios - eu gosto de cuidar do meu corpo e da minha saúde. ainda que eu seja uma fumante, eu dou atenção a mim. se não fosse pelo cigarro eu seria um exemplo a ser seguido. é que são muitas as instruções do meu pai ao longo da vida a respeito de potássio, ômega3, cálcio, vitaminas A,C,E...
é. bom seria saber "quais são as cores, e as coisas pra te prender". de repente dá medo da fragilidade de que são constituídas as relações entre todos e tudo mais que existe. mas o apego a essa idéia apenas cristaliza em mim um sofrimento inútil. inútil porque jamais me trará crescimento algum. o que é pra ser feito, vem sendo feito. eu o trato com todo o amor. e com toda a calma que tenho, sempre que possível. porque eu nem sempre sou calma. nem sempre sou boa companhia. nem o amo a cada segundo. " às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais." é bem assim.


Wednesday, August 20, 2008

cartoon


acho que estou começando a me sentir melhor, depois de um longo e tenebroso inverno de preguiça, apatia e insatisfação. as insatisfações a cerca disso ou daquilo sempre existem, mas tudo é amenizado quando eu passo a cuidar de mim. a única pessoa encarregada disso - eu - nesse mundo é? sou eu. e isso é claro como água. como água potável.
o meu trabalho tem sido chato; então eu preciso me acalmar. preciso me acalmar porque a vontade que dá é não dar atenção pra algumas coisas, pessoas, alunos... mas isso não pode. eu preciso estar ali inteira. como eu queria que meu coraçãozinho ficasse em casa quando eu saísse pra rua! dessa forma, ele estaria protegido desse mundo tão bizarrinho que chega a me fazer rir. e assim sairia eu de casa; por fora todos me perceberiam inteira, mas meu coração não iria pra guerra. eu o deixaria, pra que ninguém pudesse ferí-lo.
as coisas seriam bem legais se fôssemos como em desenho animado. seria massa cair de um penhasco gigantesco e no máximo amassetar a cara. seria o máximo enfiar o punho no peito, e de lá tirar meu coração sem que isso prejudicasse o funcionamento do meu corpo. seria bom, sobretudo, ter umas bombas aqui e acolá pra explodir bem na cara de um povo que me dá uma preguiça absurda.
enfim, voltemos à realidade. a minha realidade está agradável hoje. eu me sinto calma.




Tuesday, August 19, 2008

calor!


o verão invadiu essa cidade. em pleno inverno. calor no inverno! quanta saudade disso!

Monday, August 18, 2008

eu gosto deles


eu gosto de johnny depp, tim burton, e sua mulher helena bonham carter.

fragmentos


é muito mais fácil viver de fim de semana. não há dúvidas quanto a isso. mas, é segunda-feira, e é preciso coragem. força. tranqüilidade. é preciso toda aquela armadura da qual me livro quando estou em casa.

aquela chuva sem fim deu um tempo, e hoje amanheceu ensolarado e feliz. isso muito me facilita.



há as preocupações com meus pais. quero que fique tudo bem. pra que minha vida fique bem também. pra que a nossa vida seja boa enquanto existe.

ontem tomamos cerveja e assistimos a sweeney todd. foi tanto pause ao longo do filme que fica difícil me lembrar da sequência. mas eu bem gostei das cenas de que me lembro ter visto.

Saturday, August 16, 2008

i feel it all

são dias como esse que me fazem pensar que minha vida, apesar dos pesares, é uma beleza. o que me é essencial dorme ao meu lado todas as noites.

esse som da feist é uma doçura. assitam ao vídeo.

e é assim.

Thursday, August 14, 2008

Tuesday, August 12, 2008

da notícia pros pobres


essa notícia é pros pobres, como eu: com a grana do pis que eu e o liro recebemos, compraremos uma super cama de casal, com um colchão extra macio! mal posso esperar, já que meu colchão é um dos piores em que já me deitei em toda minha vida. hum, houve um pior... na época dourada de assis, eu dormia num colchão molengo que era maior que minha cama. ficava um tantão assim pra fora. sem contar que por uns dois, três anos eu dormia no chão mesmo. e era sobre o tal colchão molengo. acho que, devido à idade, eu tenho mais dor nas costas que outrora, além de que, em assis, eu ainda não era tão virginiana como sou hoje em dia. não era tão sistemática. naquela época eu me identificava mais com meu ascendente, gêmeos. acho que era mais comunicativa, menos encanada, menos organizada. tenho lido bastante horóscopo, e, mais uma vez, constato que meu signo é o mais pé no saco do zodíaco. e , sim, eu vejo que sou uma típica virginiana. meu signo parece não ter leveza.
teoricamente, estou eu no inferno astral. eu não sei muito sobre isso, mas meu pouco conhecimento diz que trata-se de um período em que você fica mal, e que coisas ruins de toda sorte lhe acontecem. é isso mesmo? com o nome de inferno fica complicado acreditar que seja algo bom. eu, contudo, estou até que de boa. até que calma. até que leve.

Wednesday, August 06, 2008

ensaio



às vezes acho que minha vida sempre está pra acontecer. um eterno ensaio.

ando olhando os sites de concursos. ando pensando em voltar a estudar. quem sabe, ao passar em algum concurso, eu não passe a achar que a vida começou? quem sabe eu passe a achar que a vida vale mais a pena se eu puder comprar corretivo da M.A.C. , uma estante bonita de livros e vários livros para preenchê-la? quem sabe eu passe a achar que as pessoas me admiram mais se eu tiver cheques e cartões? carros e apartamentos? quem sabe, né?

eu não amo dinheiro. eu só preciso dele. eu amo o que o tempo não corrói.

esse é o ano do baby boom. muitas grávidas. dentro da barriga é só ensaio ou já é vida?

não. ainda não. não dá.

Saturday, August 02, 2008

ai


ó, como estou farta de gente! ó, como eu queria a solidão do meu cantinho!

Saturday, July 26, 2008

dos laços

é sempre assim. eu sofro por ter que me afastar do liro; e as rodoviárias todas já foram cenário de minhas crises de choro, de agonia que espreme o peito. acontece, porém, que sempre que estou assim, de visita, na casa dos meus pais, me sinto bem. é como se fosse minha casa de novo e volto a ter 16 anos. tudo mudou, é claro. até a casa mudou. o endereço é outro. a casa é mais bonita. os papos, minha postura diante de algumas coisas mudaram. constato que - é fato - estou melhor. sou uma menina melhor que antes. agora que já estou me acostumando preciso voltar. domingo é o dia.
comprei mais um livro do monteiro lobato, que é um cara realmente incrível. ele disse que escrever tem que ser tão espontâneo quanto mijar. e eu acho que mijo aqui bem gostoso. comprei também uns gibis de super-herói pro liro.
domingo estou voltando pra gélida curitiba. pros braços do meu marido. daí logo é aniversário dele. a vida continua, a saudade vai continuar. quando não é de uns é de outro. quando não é do outro, é de uns. eu sinto tanto!
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na minha cidade natal, julho é tipo verão. eu gosto. e então me lembro da paranoia geral do aquecimento global. lá no MEU PÃRANÃ(com til), num tem disso não!

de hoje

cortei 3 dedinhos do cabelão.
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estou mais calma. menos fúnebre que ontem, ao menos.
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é bom estar aqui e bater papinho.

Friday, July 25, 2008

da obsessão dessa noite

"Internada com obstrução intestinal, a caminho do hospital, afirmou: "Vamos brincar de faz-de-conta. Não estamos indo para o hospital, eu não estou doente e nós estamos indo para Paris." O motorista do táxi virou-se: "Posso ir junto?" "Pode levar a namorada também", respondeu Clarice. Tinha um adenocarcinoma de ovário, o caso era irremediável. Em 8 de dezembro de 1977, vomitou sangue e tentou sair do quarto, mas foi barrada por uma enfermeira. "Você acaba de matar o meu personagem", disse Clarice. Morreu na manhã seguinte. Ainda ditou para a amiga Olga: "Eu, eu, se não me falha a memória, morrerei." Ficou o rastro do cometa, o pó das estrelas."
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stardust. o pó das estrelas. a poeira estelar, como queiram. é mais bonito em inglês. estou fúnebre.
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o cauê entendeu que sou professora de inglês e me perguntou se quem dá aula gosta de dar aula. repondi que sim, pra que ele não entrasse em parafuso com sua professora. e, pra ser sincera, eu gosto de dar aula. cauê está aprendendo o alfabeto. e quando ele estiver alfabetizado ganhará um gibi do batman, eu prometi a ele.
cauê é um grande amor. meu grande amor. é o grande amor de muita gente. a professora dele o chama de gatão, diz que ele é especial. eu queria dar aula pro cauê todos os dias. eu gosto de crianças. até daquelas que as pessoas acham chatas. meu pequeno anda angustiado, não sabe se aprenderá o alfabeto. eu aposto que ele aprenderá o que quiser. mas ele está de bode por conta do alfabeto, e não quer ir à escola. minha irmã deixa. não é nada rígida. e seus três filhos são incríveis: estudiosos, engraçados, e devoradores de frutas.
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estou em marília, e sem fumar há 2 dias. e eu queria parar de vez. pra não dar trabalho pra ninguém no leito de morte. só que eu não vou conseguir. eu sei disso. minha vida é estranha sem cigarro. estou fadada ao câncer, infelizmente.
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eu não sei mudar.
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eu não quero falar em morte. eu não quero pensar em morte. eu quero é acordar amanhã e fazer uma torta de frango desfiado com milho verde. minha mãe está com disfunção de ATM e não consegue engolir as coisas, sente dor. eu sofro. minha cabeça só pensa coisas que fazem sofrer.
meu pai está bem. desmaiou há 2 semanas, mas sua melhora é inegável. tudo tem sido mais calmo.
eu queria que as pessoas ao meu redor fossem felizes. eu dou conta da minha dor. eu não dou conta que outra pessoa que eu amo esteja sofrendo sem que eu possa mudar isso. sinto culpa por não ser capaz de porra nenhuma. e a vida é tão sem sentido as pessoas nascem e morrem feito planta, feito bicho, pulga, piolho. por que nós pensamos? seria mais fácil atravessar tudo isso sem pensar. sem que tivesse doenças, pelo menos. eu queria morrer do nada. e que fosse assim com todos. as pessoas poderiam morrer por decorrência de uma única e fulminante crise de narcolepsia. a vida é tão errada, meu deus! e se eu ainda acreditasse em deus, paraíso, vida após a morte... eu não aredito em nada. só acredito que eu amo muito as crianças da minha família ( tem a minha dada linda, cheirosa, bava, sem r), meus pais, minhas irmãs, meus cunhados, meus avós. e a porra é que me acostumei a viver sem o oscar e a anita. como? sinto culpa. sinto medo. eu não queria perder mais ninguém. a vida é muito cruel.
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quando eu era pequena eu chorava escondido. soluçava. depois voltava pra sala e via meus avós e meus pais rindo. eu pensava que um dia eles morreriam. e que eu não agüentaria.
eu não mudei nada.

sobre o drummmond

"A mulher que ele mais amou, entretanto, foi a filha Maria Julieta (o outro filho, Carlos Otávio, nascido em 1927, viveu apenas meia hora), amiga e confidente, que morreu de câncer, em 1987. Carlos ficou desolado e pediu à sua cardiologista que lhe receitasse um "infarto fulminante". Não deu outra. Dias depois, a caminho do hospital, com edema agudo e falência cardíaca, pediu desculpas à médica: "Sou desastrado. Estou atrapalhando sua vida. Tanta coisa para fazer numa sexta-feira à noite." Morreu a 17 de agosto, numa clínica em Botafogo, de mãos dadas com a namorada, Lygia."
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fuçando sobre a vida alheia, lendo biografias de estadistas, escritores, poetas, comunicadores... constato que toda vida termina triste. eu não queria ver meus pais envelhecendo. eu não queria vê-los tomar tantos remédios para tudo.
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eu vou morrer exatamente como o drummond, me sentindo mal por incomodar a todos. "tanta vida aí e vocês me esperando morrer..." eu nunca mais me esquecerei disso. até morrer, pelo menos.
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se eu tiver um filho, eu pensarei mais em trocar fraldas e menos na vida que tá indo embora.

Sunday, July 20, 2008

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eu arrisco dizer que um dos meus dramas é a culpa cristã. eu só gostaria de saber o que fazer com isso, a fim de viver melhor. sem culpa. eu sinto culpa até por acordar tarde e ver que o dia, parte dele, se foi. o que fazer com os problemas que eu sei que existem? como ser mais leve? eu não sei. não sei e nunca soube. mas eu tento me virar. dou meus pulo. me calo. me ocupo. e me apóio nele. ele me ajuda a atravessar as coisas. nunca atrapalha.

hoje foi meu primeiro dos 10 dias de férias. e eu não quero mais amargura no peito. eu só quero é ser feliz. e andar tranqüilamente na favela onde eu nasci.

tô pensando em dar um pulo em assis durante minha estada em marília. queria pegar um ônibus pela manhã e outro no fim da tarde para retornar à marília. seria um rolê com o simples propósito de caminhar na d. antônio, mal. deodoro e rui barbosa, entrar na unesp, sentir o cheiro do bosque e voltar pra casa dos meus pais. mas não sei. eu acabo não fazendo algumas coisas a que me proponho. eu não me sinto muito livre para escolher.

muita angústia enjoa. vou ali vomitar angústia e volto amanhã.

Friday, July 18, 2008


quando eu tiver setenta anos

então vai acabar esta adolescência


vou largar da vida louca

e terminar minha livre docência


vou fazer o que meu pai quer

começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja

aproveitar as oportunidades de virar um pilar da sociedade

e terminar meu curso de direito


então ver tudo em são consciência

quando acabar esta adolescência

(paulo leminski)

Thursday, July 17, 2008

de um, de dois e de três

amanheci amarga. mais tarde me dou conta de que amanhã ficarei menstruada. que bom. ao menos vejo que há explicação, científica até, para a tristeza que veio me perseguindo o dia todo. agora, ao cabo dele, sinto a paz novamente. AMO minha solidão em casa. eu já reclamei tanto de solidão na vida e, hoje em dia, eu me simpatizo com a ausência de comentários e opiniões a respeito de tudo. aprendi a apreciar verdadeiramente a casa vazia, e tudo em seu lugar. e eu nesse lugar. é fato também que essa solidão é prazerosa especialmente porque há sempre a expectativa de que ele chegue às 2 da manhã. e enquanto ele chega eu estou feliz. enquanto esse amor durar eu estarei feliz.
nós costumamos dizer um pro outro que quanto mais pessoas conhecemos, mais gostamos um do outro. eu sinto assim desde que terminei a faculdade: que as pessoas legais do planeta foram para um lugar em que eu não estou. a dificuldade de encontrar pessoas educadas, reservadas (odeio pessoas efusivas), e com bom gosto musical é tremenda. e eu nem quero gente com o mesmo gosto musical, eu nem quero pessoas reservadas. eu nem quero pessoa alguma. eu só quero ele. eu só quero eu. eu mesma. a menina que sempre fui e tive prazer de ser.
tem pessoas que reclamam do fato de os curitibanos serem fechados demais, frios e tal. eu, porém, não me incomodo com isso em hipótese alguma. eu prefiro ficar na minha mesmo. não é arrogância, é apatia. é mais que isso: é postura profissional. eu saio de casa para ir ao trabalho. e nesse ambiente eu não faço a menor questão de dar minha opinião sobre aborto, casamento gay, legalização da maconha ou qualquer outro fato polêmico. sei que não encontrarei eco para as minhas opiniões. opiniões essas que nem são tão avançadas assim. diria que se trata de bom senso. de berço. enfim, zenti. com z. eu gosto é de vocês.
agora eu me sinto bem. e me sinto bem porque estou digitando palavras. não quero reler o que escrevi para não me auto-censurar. ando muito crítica comigo mesma, achando tudo sem sentido e medíocre. e repetitivo. eu sou monomaníaca. sempre fui. às vezes nem falo, mas tô martelando na cabeça o mesmo pensamento. insistentemente.
mas não há porque me cobrar originalidade aqui. isso aqui é só pra mim. não é tese de doutorado. é só pra escrever. sobre mim. pra que eu passe meu tempo. não há muita finalidade, enfim.
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todos os dias penso em ser mãe. faço filminho na cabeça imaginando uma criança que tenha a nossa aparência mesclada num corpinho de criança. que medo de que meu filho nasça feio! será que eu serei coruja a ponto de não conseguir saber se meu filho é bonito mesmo ou se é só o feiosinho mais amado da mamãe? filhos. eu terei uns dois. não sei. eu espero tê-los um dia. algo me diz que eu serei mais feliz. menos encanada com bobagens. li uma entrevista na TPM com a fernanda torres em que ela dizia que após ser mãe, a única preocupação realmente perturbadora para ela é morrer. ela diz só se preocupar em estar viva pra cuidar do filho.
taí. a júlia também me disse que a gravidez lhe trouxera uma calma vinda sei lá de onde.
não tenho coragem de ser mãe agora. acho que tudo seria lindo até acabar a licença-maternidade. depois seria muito complicado. e eu sei que nós daríamos conta. mas... deixa o verão pra mais tarde. que hoje a gente tem preguiça.

before i forget

antes que me esqueça, preciso dizer que tenho muito apreço por essa canção do echo & the bunnymen. eu ouço essa música e dá um arrepio. a propósito, eles tocaram aqui em curitiba no início desse mês, mas eu nem cogitei a idéia de ir, pelo mesmo motivo que nunca me atrevi a pedir pros meus pais a casa da barbie, o intercâmbio pros estados unidos, a carteira de motorista... dinheiro sempre faltou.

update

eu engordei trê dos quatro quilos que eu havia perdido desde que me propus a malhar e fechar a boca em janeiro último. dá um desânimo para a vida esse tipo de coisa. basta que eu relaxe por um mês e tudo volta àquela lamentável situação. uma barriga imensa, branca, com celulite. faz também 7 meses que eu não corto meu cabelo. quando eu fui ao salão pela última vez, em dezembro de 2007, acabei levando uma cotovelada no olho. o cabeleireiro era um muleque afetadinho que não deveria ter a menor experiência com tesouras. primeiro, ele me pediu que eu ficasse de pé enquanto ele cortava minhas pontas atrás. depois, pediu que eu me sentasse para arrumar a franja - foi a última vez que minha franja viu tesoura - , e no meio disso tudo eu levo um cotovelada do hair designer. tenho certeza de que ele se entitularia assim. ah, a propósito, o moleque se parece um pouco com o virley. e o virley aí deixou a minha franja estilo juruna, indígena mesmo. só sei que depois de gastar dinheiro tentando ficar bonita e só conseguindo ficar mais feia, desisti de investir nessas coisas de salão de beleza. desisti da dieta. da academia. perdi a vontade de parecer bonita. não, isso não é depressão. eu não sei, mas acho que nunca tive depressão. o que eu sinto agora é uma apatia. mas as coisas vão melhorar. eu prometo que irei a um sebo comprar alguns livros. é só ocupar a cabeça com coisas interessantes que essa frescura do caralho passa. e uma hora ou outra eu corto meus cabelos. isso não é, nem deve ser um drama para alguém com 27 anos. ou eu passei da idade, ou então eu aidna não estou na idade de me preocupar com isso.
eu trabalho até sexta-feira, e depois de um fim de semana de afagos e carinhos, irei pra casa dos meus pais. sinto enorme preguiça de viajar. mas sei também que estarei chorando alto na rodoviária de marília na hora de voltar. é sempre assim.
acho que é melhor sair daqui e ir pro fogão. tá na hora do almoço.

Wednesday, July 16, 2008

da mudez

é só respirar fundo que sai. mentira. já respirei fundo e já não respirei fundo e nada vem à minha cabeça. não. não é que haja falta de assuntos. eu os tenho aos montes. só que os tenho aqui desorganizados. e pensá-los já é trabalhoso o suficiente. exprimí-los com palavras exigiria de mim esforço ainda maior e eu soudo tipo que prefere evitar a fadiga, tipo o jaiminho. fico um pouquinho angustiada. uma pessoa sem hobbies.

Friday, July 11, 2008

Friday, June 06, 2008

Wednesday, June 04, 2008

da porra da carteira


meu coração só faltou sair pela boca. hoje eu tive a experiência de perder minha carteira duas vezes. e duas vezes seguidinhas. meu deus, como posso ser tão distráida? como posso ser tão LESADA!?

enfim, na primeira vez em que perdi minha carteira, eu havia ido à drogaria na esquina de casa a fim de comprar escovinha de cabelo para bebê - o bebê em questão é a filha de uma moça japa do trampo para quem será realizado um chá de bebê - , e lá esqueci minha carteira. depois de um tempo, a mocinha do caixa saiu correndo atrás de mim pela rua para me devolver. ufa! beijei a carteira e tudo, imaginando o problemão que seria em minha vida ter que cancelar cartão, retirar documentos, e etc. daí passei na padaria a fim de comprar cigarros. comprei. beleza. segui para o trabalho e no meio do caminho tenho a brilhante ideía de comprar uma caixa de presentes na casa china para poder colocar o presentinho da criança, afinal o pessoal da farmácia não havia embrulhado a escovinha. lá vou eu, passar pelo caixa da casa china quando me dou conta de que minha carteira não se encontrava em minha mochila. eu havia esquecido a merda da carteira lá na padaria... sério! foi muito angustiante. por 10 minutos eu perdi toda a alegria de viver, além de 15 reais e alguns centavos, muitos cartões, e documentos. e fotos 3x4 do liro, da gabi... ainda bem que eu sou, além de lesada, muito sortuda também. eu devo ter anjos da guarda. eu liguei para o liro ir até à padaria para mim procurar a carteira, e ele foi e encontrou-a. o mocinho do caixa já havia guardado pra mim...

enfim, depois eu entreguei o presentinho - sem embrulho mesmo - para a mãe do bebê, já que eu não confirmei minha presença no chá. disse a ela que eu não gosto de sair de casa, mas que eu daria uma lembrança. no momento em que o kit de escova e pente está saindo das minhas mãos para encostar nas mãos dela, me cai a ficha de que o bebê é menina. malu. eu já sabia há o maior tempão. e o presentinho era azul. pro povo caretão da escola aquilo foi a piada... me acharam irreverente e tal... hehehehe eu só dei bola fora...

Tuesday, June 03, 2008

da vida (boa)


há dias em que as coisas não fazem sentido, como hoje, que foi um dia muito especial para mim. eu enfrentei situações estressantes, tais como, não almoçar, tomar chuva, pegar 4 ônibus, tomar mais chuva, levar um fora de uma mulher louquíssima que é minha aluna; e apesar de todas as condições adversas, atravessei tudo com o pensamento positivo e me achando uma pessoa muito feliz.
normalmente, eu, que sou muito vulnerável, sugestionável, e reclamona, teria odiado minha vida num dia como esse. eu, porém, segui feliz lembrando de como eu tenho um namorido super legal em casa. pensei sobre como é difícil ser feliz no amor, e eu, no momento, vivo essa proeza/sorte/whatever. e eu adoro a minha casa. e dar aulas em escola de idiomas, apesar de as aulas serem mal-remuneradas, é melzinho na chupeta.
hoje eu acho tudo muito feliz.
hoje eu acho que minha felicidade não é feita a base de açúcar, só de afeto. caso contrário, teria ela derretido toda com a chuva.
colocamos uma persiana vermelha e nosso quarto, e ficou tão escurinho, tão aconchegante, que resolvi matar a academia e dormir até mais tarde hoje.

Sunday, June 01, 2008

freezing cold


domingão. se não estivesse tão assustadoramente frio, eu iria comprar um frango assado recheado com farofa. só que me falta coragem para sair da porta pra fora e enfrentar um mundo gélido. falta-me coragem para muitas coisas mais, porém, eu acabo passando por elas ainda que me causem certo medo - trabalhar, por exemplo. mas o frio, esse monstro de gelo, contra ele nada posso.
meus dias têm sido um tanto quanto solitários, mas não me queixo. ficar em casa sozinha é algo a que já me acostumei. e, também, passar horas na minha própria casa sem companhia não é algo assim tão digno de drama. eu estou em meu lugar. e é isso. fico aqui fazendo coisas, tais como: bolo de banana com cobertura de canela e açúcar, vitamina de mamão e mini-pizzas de mussarela. também arrumo a casa. semana passada peguei uma tradução para fazer e já foi uma grana extra. enfim, relatos de dias que nada têm de incríveis... ao menos assim, faço bem a minha saúde. soube há pouco que entre os benefícios de se expressar através da escrita estão a melhoria da memória e do sono, o estímulo à atividade imunológica das células e a aceleração da recuperação após uma cirurgia. no mais, estou no lucro.