Sunday, January 28, 2007
Saturday, January 27, 2007
Zombie
Há muito que ando em débito com meu sono. Não há maneira de dormir facilmente porque você não dorme mais comigo. Apago apenas lá pelas 4 da manhã. E não há como dormir até mais tarde porque quando meu pai desperta e eu o ouço abrindo as portas, já era: desperto também. Isso porque meu pai pode desmaiar.
Meu pai desmaiou há dois dias.
O pior dos piores tombos. A pior crise. O pior dia. Eu poderia escrever pra sempre a respeito de quanto a minha vida mudou desde que ele adoeceu. Mas não quero. Não agora. Preciso evitar o sofrimento. Ao menos hoje.
Hoje o caminhão carregou nossa mudança. Hoje foi um dia cheio. E eu queria seu colinho, meu amor. Queria um cafuné no cabelo, massagem nos meus pés. Você é sempre prestativo e gentil. Abuso? Abuso, né? Nunca alguém me cobriu de mimos feito você. E agora? Fiquei acostumada. Preciso de cama, de sono. De sonhos também. Dormi por míseras 2 horas nessa noite. Imagine meu aspecto? Eu estou mais feia do que o usual. Com olheiras profundas de habib. E eu queria sofrer bonita. Tenho medo de que me veja e saia correndo assustado, pois em mim há um revestimento de dor, preocupação, tensão: coisas não sexies. E eu queria ser uma moça atraente. Talvez amanhã eu faça minhas unhas.
Wednesday, January 24, 2007
Eu entendi há um tempo, e saí até propagando a idéia em emails remetidos a minhas amigas da época da faculdade, que não existe 'não ser feliz aqui'. O que existe é 'não ser feliz' ou 'ser feliz'. Eu li isso, achei bonito, pus em prática e foi muito salutar. Deixei de lado a histeria de querer existir em condições ideais e passei a me satisfazer com pouco. Com quase nada. Aquele quase nada que é basicamente tudo na vida de uma pessoa: o amor. Ressalva: para uma pessoa que sente a vida como eu, claro.
Mas agora, colega, eu não consigo ser feliz. E tudo bem, né? Sim, Danielle, tudo bem. É tranquilo não estar feliz. A vida é isso também, afinal de contas.´
Quando a Lorena nascer, ou a Alice, eu vou explicar a elas que tudo bem estar triste. Eu cresci com a obrigação de ser feliz. E agora? Agora que tudo bem, pois sou até que meio esperta e entendi com a própria vida que a felicidade é um dos aspectos dentre tantos outros que permeiam a minha vidinha. E tristeza não é fracasso.
Eu quero passar uma serenidade maior pra as meninas que um dia vão chegar. Ou pro garoto, que como não tem nome nunca é citado, pobrezinho!
Eu preferiria ser tranqüila a ser feliz. Eu confundo esses conceitos. Se eu for tranqüila na tristeza, estarei feliz. Sofrer com serenidade. Sem desespero, porque vai passar.
(Ele vai voltar).
Tuesday, January 23, 2007
Eu tenho vontade de sair pelas ruas daqui de Marília pra me despedir com carinho de minha hometown, mas não sei. Sobre esse país pairam nuvens enormes prestes a desaguar sobre nós. E também fico relutante porque tudo que eu acho que seria gostosinho de fazer me traria dor. Como o Liro não está aqui, junto a mim, eu evito contato com coisas que gosto porque tenho medo de perceber que sozinha eu não sou feliz. Nem fazendo coisas de que gosto. Nem passeando pelo bosque, ou assistindo à Madeline, ou comendo algo muito calórico e delicioso. Não sei, daí que não faço nada, apenas aguardo. E aguardo.
Eu tenho consciência do risco que é estar apaixonada e levar as coisas pro lado que estou levando. Tenho total consciência de que isso me leva a um sofrimento maior do que... Bom, começou a chover forte, então já é uma desculpa para não sair de qualquer forma. Mas eu dizia anteriormente da cilada que é amar e se apegar àquele que amo. Enfim, não sei falar sobre isso, eu só sinto assim. E por sorte ele é meio parecido comigo e não estranha meu jeito de amar tão piegas e retrô.
Mas eu ainda vou dar essa voltinha pelo bosque e sentar em um de seus banquinhos e lembrar da infância que vivi ali. E talvez chorar. Eu devo a mim mesma essa voltinha de despedida. Gosto de rituais, acho estranho sair correndo dos lugares sem olhar ao redor tentando gravar na memória cada detalhe da paisagem. Eu me lembro de quando estava pra deixar Assis em 2004, e eu bêbada no Ex-tensão olhava atentamente pra Unesp fotografando com meu olhar as árvores, e os postes... e basicamente isso. Que não havia muito mais que isso. É mais ou menos isso.
Eu tenho consciência do risco que é estar apaixonada e levar as coisas pro lado que estou levando. Tenho total consciência de que isso me leva a um sofrimento maior do que... Bom, começou a chover forte, então já é uma desculpa para não sair de qualquer forma. Mas eu dizia anteriormente da cilada que é amar e se apegar àquele que amo. Enfim, não sei falar sobre isso, eu só sinto assim. E por sorte ele é meio parecido comigo e não estranha meu jeito de amar tão piegas e retrô.
Mas eu ainda vou dar essa voltinha pelo bosque e sentar em um de seus banquinhos e lembrar da infância que vivi ali. E talvez chorar. Eu devo a mim mesma essa voltinha de despedida. Gosto de rituais, acho estranho sair correndo dos lugares sem olhar ao redor tentando gravar na memória cada detalhe da paisagem. Eu me lembro de quando estava pra deixar Assis em 2004, e eu bêbada no Ex-tensão olhava atentamente pra Unesp fotografando com meu olhar as árvores, e os postes... e basicamente isso. Que não havia muito mais que isso. É mais ou menos isso.
garota interrompida
Monday, January 22, 2007
lembranças do meu casamento
Não sei divagar sobre meu passado recente. Tudo parece que vai dar em revolução, mas não. É só impressão. Quero a alegria de viver de volta. E ela está lá na minha prórpia vidinha. Aquela, do jeito que sei viver. Com meu amor, com nossa música, com nosso espaço, com nossas regras e com nossa falta de regras. Lembro de uns domingos tão bons: ele tocando bateria, eu pintando as unhas de vermelhinho, com uma torta no forno... "Pega uma Coca no Tilim!" - o boteco da esquina. Saudade!
Wednesday, January 17, 2007
De salto e na chuva eu cheguei!
Cá estou na imensa curitiba. Parece-me que o emprego é meu. Melhor dizendo, sim, o emprego é meu. Não sei quantas turmas terei, ou quanto ganharei. Mas sei que a chefa vai registrar seus subalternos (eu). Tenhos mais duas escolas pra ir. E por mim abraçava todas, pois quero money. Money pra poder ter minha casa. O meu amor dentro dela. Principalmene, acima de tudo, quero o meu amor. Que saudades.
Estou orgulhosa de mim. Cheguei a casa da gabi sozinha - isso implica ter pegado 3 ônibus e andado uns 40 minutos a pé. Tudo sozinha. E de salto. E na chuva. E gastei 3,60! Fiquei tão feliz que até chorei ao abrir a porta do apartamento. Chorei e ri, tudo junto. Uma histeria! Estou feliz, porém estou sozinha. Não há ninguém para abraçar. Quase abracei o porteiro do prédio. Porque eu cheguei aqui. Porque eu tenho uma coisa nebulosa, mas essa coisa é um emprego. Eu faço parte da PEA - população economicamente ativa - novamente. E o liro vai voltar a viver comigo. Não sei quando, não sei de nada. Mas eu estou mais de pé. Meio que corcunda do peso das coisas, mas estou de pé.
Estou orgulhosa de mim. Cheguei a casa da gabi sozinha - isso implica ter pegado 3 ônibus e andado uns 40 minutos a pé. Tudo sozinha. E de salto. E na chuva. E gastei 3,60! Fiquei tão feliz que até chorei ao abrir a porta do apartamento. Chorei e ri, tudo junto. Uma histeria! Estou feliz, porém estou sozinha. Não há ninguém para abraçar. Quase abracei o porteiro do prédio. Porque eu cheguei aqui. Porque eu tenho uma coisa nebulosa, mas essa coisa é um emprego. Eu faço parte da PEA - população economicamente ativa - novamente. E o liro vai voltar a viver comigo. Não sei quando, não sei de nada. Mas eu estou mais de pé. Meio que corcunda do peso das coisas, mas estou de pé.
Tuesday, January 16, 2007
Dear Prudence makes me cry
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence greet the brand new day
The sun is up the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence open up your eyes
Dear Prudence see the sunny skies
The wind is low the birds will sing
That you are part of everything
Dear Prudence, won't you open up your eyes
Look around round
Look around round round
Look around
Dear Prudence let me see your smile
Dear Prudence like a little child
The clouds will be a daisy chain
So let me see your smile again
Dear Prudence won't you let me see you smile
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence greet the brand new day
The sun is up the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence greet the brand new day
The sun is up the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence open up your eyes
Dear Prudence see the sunny skies
The wind is low the birds will sing
That you are part of everything
Dear Prudence, won't you open up your eyes
Look around round
Look around round round
Look around
Dear Prudence let me see your smile
Dear Prudence like a little child
The clouds will be a daisy chain
So let me see your smile again
Dear Prudence won't you let me see you smile
Dear Prudence won't you come out to play
Dear Prudence greet the brand new day
The sun is up the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out to play
Atípico o dia de hoje. Bebi das 7 da noite à 1 da manhã e fumei muitos Lucky Strikes. Vermelho. Com meu amigão Zanin. Precisava de algo não usual na rotina nerd que é habitar esse quarto. Não converso com as paredes ainda, então devo estar bem. A quem quero enganar? Não estou bem. Mas eu não quero necessariamente estar bem agora. A urgência é ir até o fim, agüentar tudo. Eu preciso recuperar minhas forças e ir até o fim. Ainda que eu sofra, ainda que sangre. Queria dizer ao mundo que não estou contra ele e fazer um trato, pedindo assim, que ele não ficasse contra mim. Já me esforcei bastante, mas me esforçarei mais. Ok.
Monday, January 15, 2007
Desabafo na noite de insônia
Meu menino que amo e que ama sci-fi movies me diz que não se abre com os outros. Apenas comigo. E eu bem sei que assim o é. Com ele. Mas eu sinto necessidade de falar, de me abrir com alguém pelo menos um pouco disposto a ser legal. Queria alguém que me escutasse, como eu faço com os outros.
Acontece que quem me escuta mora na Alemanha e nem me escuta, me lê. Via msn. Mas é um conforto pra mim, que estou rodeada de indiferença. Tivemos um domingo de amigas que se escutam e buscam soluções uma pra outra. E ouvimos accuradio. E depois fofocamos. E eu esqueci da dor e quase fiquei feliz. Por um triz. Por um triz que fui feliz em meio a esse caos. A essa turbulência de vida que insisto em levar. Mas fazer o quê? Morrer? Não. Deve doer. E mais: tudo passa. Tudo passa que eu sei. Coisas já passaram por mim. Já fui atropelada pela vida. Não que eu seja tão vivida. Mas já vivi coisa ruim suficiente pra saber que isso vai passar.
Se bem que faz tempo que isso não passa...
Sunday, January 14, 2007
liro

liro. parece que depois que você se foi eu perdi a vontade de tudo. não consigo mais dormir bem. e demoro a pegar no sono. 5:30 da manhã é cedo pra adormecer. e tem todas as outras coisas horríveis de encarar agora. sem sua ajuda. sem nossos passeios-escape. acredite: está acontecendo de tudo. tudo. será que eu agüento?
Saturday, January 13, 2007
Da festa
Eventos sociais me fazem sentir uma loser.Queria que vocês entendessem todo o significado que essa frase contém. É uma frase forte, repleta de asco, nojo de familiares gordos e pretensiosos.
Vou dormir. Minha irmã está casada. E está rolando a festa.
Vou dormir. Minha irmã está casada. E está rolando a festa.
Thursday, January 11, 2007
Friday, December 29, 2006
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