
se eu ficasse mais perto lhe ajudaria? se eu fosse até aí, seria recebida como uma boa notícia? você olharia pra mim sorrindo? se assim fosse, eu iria. mas como eu poderei saber? há uma certa preguiça que me pede baixinho que eu fique em casa, pinte as unhas, veja o úlitmo capítulo da minissérie no escurinho da sala. e há, também, uma preocupação forte com você que me pede para colocar uma roupa bonita e ir te ver. essa voz da preocupação me diz que eu lhe faria bem nessa noite, e que eu faria bem a mim mesma saindo um pouco da toca e ficando ao seu lado. há um pedacinho de mim que sente falta das loucuras do início da paixão, mas eu não tenho coragem de deixar essa voz falar alto. deixo, no máximo, que ela me diga coisas ao pé do ouvido. eu agüento as coisas sozinha. não gostaria de magoar você com caprichos de menina burra que sente falta de paixonites. acho que andei lhe magoando nos últimos dias. eu tenho certeza disso. mas também acho que seus problemas reais são tão grandes que você, por sorte, nem deu tamanha proporção às minhas birras e manhas.
hoje enquanto eu decorava a capa do meu livro de receitas, pensei em lhe dizer, "depois da tempestade vem a bonança", mas fiquei com vergonha de parecer antiquada... acho que vou tomar um banho, sair e te ver...
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