Wednesday, March 12, 2008

pode ser lágrima de são pedro (ou talvez um grande amor chorando)

chove a cântaros na curitiba. e quanto a mim? eu tomo todas as chuvas e choviscos que caem desse céu cinza e sem graça. é sempre no momento em que piso na rua que as águas rolam. claro, tudo acontece em função de mim; eu sou o máximo mesmo (sic).
talvez se todo o nervosismo tivesse existido sob um céu azul e ensolarado eu teria sofrido menos. talvez não. meu sofrimento não é brincadeira, não. independe da metereologia. hoje falei soluçando, com um choro engasgado. não sáia, pois eu o contive. precisava ir trabalhar. não era apropriado o choro. de água, basta a da chuva. no more tears.
mas, eu planejo acordar feliz amanhã. feliz porque as perspectivas são boas. a viagem a marília parece que vai rolar mesmo e nós temos uma máquina de lavar roupas, o que faz de nós pessoas modernas, quase classe média. e o status classe média já nos é muito chique. outrora comíamos polenta devido à falta de grana. devido à conta estourada no banespa. banespa, não: santander. nunca me acostumo. e quem se importa? hoje sou cliente de outro banco mesmo.
enfim, amanhã o dia poderia ser feliz. amanhã poderia não chover. choveu o suficiente já. pára um pouco, vai. são as águas de março. que clichê! ô seu março, surpreenda-nos por favor!
amanhã é o dia que acontecerá após uma noite de sono debaixo de edredons quentinhos. e por que não seria um dia bom? só de amanhã não ser mais hoje já valerá. ai vida. oh vida. não quero reclamar. quero apenas me lembrar de que o essencial existe em minha vida.

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