
eu sei o que você está sentindo. e de quantas pessoas você já não deve ter ouvido isso depois desse pé na bunda que levaste, hein, minha graciosa? nem precisa fazer as contas, será difícil precisar. mas eu quero contabilizar mais um " eu sei o que você está sentindo" e pedir que se sinta à vontade comigo. pode reclamar, se esculhambar em minha frente. eu te dou o apoio que você precisa. e tem mais: eu gosto de falar sobre amor, bem como sobre a falta dele. eu lhe prometo que não farei queixas pelas suas costas. eu lhe prometo um colinho bom, com leite quente e carinho nos cabelos longos. você pode chorar até pegar no sono. eu não sairei do seu lado. quando você quiser, eu sairei sim. ah! a gente pode dar uma voltinha no bosque e conversar sobre a vida. eu te pago um sorvete. e quando você reparar, pelo menos uma tarde terá se passado. é assim que funciona. você verá que o tempo é amigo da gente. as horas vão passando e você vai se distanciando da dor pirmeira, que dilacera. a dor segunda também maltrata, pois no dia-a-dia você não recebe aqueles telefonemas, mensagens, beijinhos. só que, eu juro, chegará um momento em que ficará difícil lembrar-se da voz dele. e com as horas passando, ainda que arrastadas, você se dará conta de que suas experiências com ele estão cada vez mais lá atrás. a dor segunda é assim. a dor terceira eu nem sei mais se é dor. é a cicatriz. e cicatriz não dói não. cicatrizou, oras! ela só fica ali lembrando a gente de que a dor existiu; mas também nos lembra de que ela, essa dor maldita, também já passou. torço muito pela cicatrização.
até o feriado,beijos da sua tia.
1 comment:
lindo isso que escreveu. imagino ser pra tua sobrinha adolescente. me lembrei de uma coisa que disse a mim, ainda no sertão: eu sei que vai passar, mas agora dói como se não fosse passar nunca. (suspiro)...
parênteses da futilidade: adorei de paixão os óculos da moça! vi um igualzinho em Ipanema há dois fins-de-semana (tô chique de doer) e quase fui até à moça que os usava pra perguntar onde ela os comprou; mas a cara de marie-nos-piores-dias dela me impediu. vou procurá-los aqui nas ruas do fim-do-mundo mesmo.
bisou.
outros parênteses: queria taannto estar com vc agora, domingo de manhã... a gente podia cozinhar um almoço bem legal e sem muitas calorias, prometeria não fumar na tua frente, falaríamos sobre a vida, riríamos dos passados, veríamos revistas de modas e ouviríamos aqueles cds maravilhosos que só vc mesmo me apresenta. saudades imensas nesta manhã de sol tímido entre as nuvens quase fugidias,
bisouca
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